5 de junho de 2026

Verdadeiros movimentos sociais não tem representantes, nem na velha, nem na nova esquerda

Por Hugo1

Comentário à publicação “O PT e o movimento dos sem partidos”

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Quem tenta assumir esse novo papel é o PSOL, só que diferentemente do PT no seus tempos mais radicais, aceita o discurso da direita para ser aceita pela mídia como oposição ao atual governo. Coisa que o PT no passado não fez, sendo alijado da Globo por décadas.

Aí que mora o pecado do PSOL, a partir do momento que tenta aglutinar, não movimentos sociais de base, mas o grupo que assiste o progrma da Fátima Bernardes (é só lembrar do Juntos! em seu progrma no auge das manifestações do ano passado) aglutina os fãs do Jabor e não os movimentos sociais legítimos. Os verdadeiros movimentos sociais atualmente não tem representantes nem na velha nem na nova esquerda.

Um exemplo, são as greves de estudantes nas universidades, em 90% dos casos, são feitos pelos alunos de maneira independente (a UNE não representa os estudantes brasileiros há pelo menos 20 anos) e quando o movimento conquista algum destaque midiático os partidos vêm a reboque assumir o “controle” da causa.

Não existe mais uma entidade que aglutine os movimentos sociais como o PT conseguiu no passado, hoje os partidos políticos aínda estão presos a ideologias e processos políticos do passado e  não conseguem criar “o novo” sem se desfazer de velhas ideologias, e tem medo de admitir que o caminho escolhido pelo PT, enquanto gestão de governo, se não é o melhor dos mundos, é o melhor que  a esquerda consegue fazer dentro de um país democrático e com o sistema político atual.

Não havendo uma reforma política,  as conquistas sociais demorarão muito mais para serem realizadas no atual modelo democrático brasileiro, (considerando que seja governado por um partido de esquerda). Não só o PT, mas os partidos de esqueda estão perdendo o bonde da história, não entendendo os novos movimentos sociais. Os partidos de oposição ao PT estão perdendo em dobro, por não aglutinar os verdadeiros movimentos sociais, em troca de espaço na mídia. 

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. Fabio Passos

    18 de maio de 2014 3:32 pm

    Eu ia votar no Randolfe…

    … até que vi o sujeito lado a lado com a direita entreguista indo ao stf para atacar a Petrobrás.

    Os trabalhadores sabem que os entreguistas querem roubar o pre-sal do povo e dar as transnacionais.

    E estes tolos do PSOL não sabem????

  2. GEORGE Vidipo

    18 de maio de 2014 3:55 pm

    renovação?

    Acho que o jornada de junho foi uma busca por renvação. Provavelmente da classe média, tradicional ou nova. Considerando que a nova é resultado de politica de governo do pT, soa estranho.  Somente isso. Esse movimento irá anular seu voto em 2014 e deixar que seja eleito deputados e senadores do nível de Eduardo Cunha. Então é um movimento tolo!! Pois perpetuará o que está ai, a sujeição do governo, executivo, ao legislativo e ao capital financeiro

    Lembre-se que quando a Dilma propôs a constituinte exclusiva ou prebiscito o movimento teve seu fim. Isso não pode ser esquecido.

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