Caminhoneiros prometem “parar o Brasil” e criticam Bolsonaro por aumento do diesel

Anúncio da Petrobras de reajuste de 25% no preço do combustível levou líder da categoria a admitir que o atual presidente “não cumpriu nada do que prometeu”

Foto: Reprodução

O anúncio da Petrobras de que realizará um forte reajuste do preço do diesel causou revolta entre os caminhoneiros, que prometeram uma nova onda de mobilizações nas estradas brasileiras, em reação à medida.

Segundo Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, “isso não é um problema só para os caminhoneiros. Estamos juntos com o povo para fazer o melhor para o nosso país. O Brasil vai parar automaticamente, porque não se tem mais condições de rodar” – a afirmação se deu em matéria de Tácio Lorran ao Metrópoles.

O reajuste da Petrobras significa que o diesel será vendida às distribuidoras por um preço 24,9% mais caro: o preço médio do produto vendido aos postos passará a ser de R$ 4,51 o litro, quando antes era de R$ 3,61. O valor certamente afetará o valor final ao consumidor.

Chorão também fez fortes críticas ao presidente Jair Bolsonaro, e se disse arrependido de ter apoiado sua candidatura em 2018. “Apoiei o Bolsonaro, fiz campanha para ele, e de graça. Recebi a comenda do mérito de Mauá, a maior mérito do transporte que existe no Brasil, pelos serviços prestados aos transportes, mas, com toda a sinceridade, não trabalho mais para ele, não voto nele. Tudo o que prometeu para nós ele não cumpriu”, declarou o sindicalista, em entrevista para a Folha de São Paulo – matéria de Luiz Antonio Cintra.

Além do diesel, a Petrobras reajustou o preço da gasolina, que sofreu um aumento de 18,7%, e do gás (GLP), cujo aumento será de 16%.

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