Petrobras reduz investimentos e concentra recursos no pré-sal

Jornal GGN – Os investimentos da Petrobras caíram 14% no segundo trimestre de 2016. O resultado foi divulgado pela estatal na noite da última quinta-feira (11). De abril a junho, foram investidos R$ R$ 13,4 bilhões. No acumulado do semestre o investimento total foi de R$ 29 bilhões, uma queda de 20% em relação ao primeiro semestre de 2015.

A área de Exploração e Produção recebeu 89% dos recursos disponíveis e concentrou os gastos em projetos para aumentar a capacidade produtiva de petróleo e gás natural, principalmente no pré-sal.

Os indicadores de endividamento apresentaram melhora. A alavancagem caiu de 60% para 55% e o endividamento bruto caiu de R$ 493 bilhões no final de 2015 para R$ 397,8 bilhões na primeira metade de 2016. O endividamento líquido totalizou US$ 103,5 bilhões. Devido a operações de emissão de títulos globais e oferta de recompra, o prazo médio da dívida passou de 7,14 anos para 7,3 anos.

O lucro bruto aumentou 9% no segundo trimestre e chegou a R$ 22,8 bilhões. “Ocorreu incremento na receita de vendas em função, principalmente, do crescimento da produção de petróleo e gás e do aumento das exportações de petróleo e derivados. Em contrapartida, houve redução das vendas de gasolina no mercado doméstico, bem como da geração de energia elétrica”, disse a Petrobras em nota.

A empresa teve menos gastos com importação de gás natural e petróleo, devido ao aumento da produção local e diminuição da geração termelétrica. Mas eles foram compensados parcialmente pelos maiores gastos com participações governamentais e importação de derivados.

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O lucro operacional caiu de R$ 81, bilhões no primeiro trimestre para R$ 7,2 bilhões no segundo. A estatal justifica que isso ocorreu devido às despesas com o novo de Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário e à deterioração dos ativos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, “em função da reavaliação do projeto, e com a devolução de blocos em fase exploratória”.

O resultado financeiro, negativo em R$ 6,1 bilhões, foi 30% melhor do que no primeiro trimestre. A Petrobras atribui isso à apreciação do dólar frente ao euro. O lucro líquido foi positivo em R$ 370 milhões, “representando uma reversão do prejuízo ocorrido no primeiro trimestre”.

“O preço médio do Brent mais baixo que do ano anterior, com consequente decréscimo nos preços das exportações de petróleo e derivados, e a redução da geração e dos preços de energia elétrica também contribuíram para a redução da receita, bem como o recuo do volume de gás natural comercializado no mercado interno”, justificou a Petrobras. “A queda nos preços de petróleo também resultou em menores custos com importações e participações governamentais no Brasil e na redução das estimativas de reservas, com consequente aumento da depreciação”.

A produção total de petróleo e gás natural, no Brasil e exterior, atingiu neste trimestre a média diária de 2,804 milhões boed, um aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre. No acumulado do semestre, em comparação a 2015, a produção caiu 3%, atingindo a média diária de 2,710 milhões de barris de óleo equivalente.

1 comentário

  1. Petrobras….

    Vamos doar nosso futuro e nossa soberania ao interesse internacional? Pobre país limitado, nas mãos da especulação estrangeira é que construiremos nossa história? Os EUA, maior consumidor mundial de petróleo, nunca quis explorar ou exportar suas reservas para garantir sua soberania energética. O que é deles está lá garantido. Qual é a razão de vender as nossas? Podemos explorá-las no momento que for conveniente. Se continuarem nossas. Caso contrário, serão exploradas pelo interesse do país onde está a sede dos novos donos do nosso território e riquezas. Acorda Brasil, o preço defasado e o aqueciment global  não acabaria com o interesse pelo petróleo? Terra de Inocentes!!! 

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