Por Alessandre Argolo
Comentário ao post “Dilma responde a Joaquim Barbosa“
Essa interpretação dirigida do Joaquim Barbosa foi realmente comprometedora. De uma surpresa específica e clara no depoimento da presidente Dilma Roussef (relacionada ao marco regulatório do setor energético brasileiro), Barbosa pretendeu uma extrapolação indevida, como se ela tivesse ficado surpresa com a aprovação de todos os projetos de lei que tramitaram na época. Ao agir assim, contrariando o notório sentido do depoimento da presidente Dilma Roussef, Barbosa dá vazão às acusações de prévio direcionamento para uma condenação. Não precisava disso para sustentar a tese por ele endossada de que houve mensalão. O sentido claro do depoimento, para a acusação, era totalmente despiciendo. Realmente, inadmissível esse tipo de interpretação no âmbito do STF. O pior é que ficou claro a qualquer um mais atento, a partir do pertinente e providencial esclarecimento da presidente Dilma, frise-se, o que mostra que o governo está acompanhando com atenção o julgamento da AP 470, que Barbosa meteu os pés pelas mãos e extrapolou. Afã punitivista? Pode ser, ele sempre conviveu com essas acusações quando chegou ao STF, apesar disso ter diminuído com o contato com um ambiente mais liberal, típico da Corte Constitucional brasileira. De todo modo, pegou mal.
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