A hipocrisia das CPIs e do uso político dos escândalos

Provavelmente nenhuma das CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) anunciadas levará a nada, por uma singela razão: todas elas entram no coração do modelo de financiamento privado de campanha do país, o mesmo que elegeu a maioria dos parlamentares e governadores.

Os personagens são os mesmos que fornecem para a Petrobras, para o Metrô de São Paulo, para a Cemig de Minas, para o porto de Suape, em Pernambuco.

A CPI de Cachoeira acabou quando bateu nas relações Veja-Cachoeira e quando o diretor da empreiteira Delta ameaçou abrir suas listas. Em dois segundos, a CPI virou fumaça, abortada tanto pela oposição quanto pelo PT.

 

A CPI do Banestado teve o mesmo destino quando encontrou contas externas de grupos relevantes. A dos Precatórios terminou em pizza, pois envolvia quase todos os partidos. E só avançou parcialmente pelo desejo de alguns integrantes em atingir adversários políticos. 

Agora mesmo, se o doleiro Alberto Yousseff abrir suas contas e soltar sua língua, não sobra um partido inteiro no país. Daqui a pouco estará livre, leve e solto como Carlinhos Cachoeira, o bicheiro que, em parceria com Veja, ameaçou a República e transformou uma figura apagada – o ex-senador Demóstenes Torres – no catão mais temido do país.

***

Esse modelo torto criou uma cadeia improdutiva da denúncia que visa tudo, beneficia a muitos, menos à moralidade pública. É de uma hipocrisia acachapante e oportunista.

Grandes grupos jornalísticos ou o jornalismo de Internet têm à  sua disposição escândalos a granel, verdadeiros ou falsos, que são escolhidos como em gôndolas de supermercados. Quer atingir alguém, um grupo político adversário, uma empresa recalcitrante? Vá até a gôndola e escolha o que quiser. Se não houver grandes escândalos, basta dar um tratamento escandaloso a um pequeno problema e imediatamente se abaterá sobre a empresa ou o político a mancha da suspeita.

Confira-se o que foi o aumento das verbas publicitárias da Serasa, quando alvo de uma CPI.

Basta um relatório inconclusivo de Tribunal de Contas, uma manchete de jornal, um procurador pautado pela mídia para atingir o mais probo dos políticos ou administradores. Ou dobrar a mais recalcitrantes das empresas. É um poder sem limites.

Por aqui, uma revista é desmascarada em jogadas políticas e comerciais com uma organização criminosa e nada ocorre. O Congresso se apequena, o Ministério Público tergiversa, o Ministério da Justiça se cala. O STF acaba com o direito de resposta, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) monta um grupo para garantir a total liberdade dos grupos de mídia. E esquece-se das vítimas porque as vítimas, ah, deixe por conta da defensoria pública.

Na Inglaterra, por muito menos, conservadores, liberais e trabalhistas, polícia e Judiciário se uniram para colocar no pelourinho o mais poderoso magnata da mídia da atualidade, Rupert Murdock. 

Resistir, quem há de? É uma mixórdia que beneficia os picaretas, por ficarem na companhia de inocentes; e estigmatiza para toda a vida os sérios.

***

Qualquer fato – verdadeiro ou falso – é empunhado contra o adversário político ou contra a empresa não colaborativa. E tudo é aceito porque o modelo político atual torna verossímil toda sorte de malfeitos – que existem às pencas sim. Mas pouco atingem os grandes grupos que se blindam com escritórios de advocacia caros e controles sobre verbas publicitárias robustas.

O que explicaria, por exemplo, os R$ 2 milhões gastos pelo Ministério da Educação com assinaturas da revista Nova Escola da Editora Abril? Meramente méritos da revista ou barganhas políticas em torno de reportagens? E qual a reportagem que deixou de ser publicada?

Daí a dificuldade de uma reforma política, com o fim do financiamento privado de campanha, que rompa com esse anacronismo. Ou de mudanças na legislação que permitam a punição severa ao crime grave mas a não criminalização de qualquer erro administrativo.

Aos atuais parlamentares não interessa o fim do financiamento privado de campanha, porque a maior parte deles depende desse modelo para sua sobrevivência política. Aos grupos de mídia e aos Tribunais de Conta não interessa uma racionalização dos procedimentos, pois reduziria sua capacidade de gerar escândalos.

***

E todo esse jogo de cena se dá em cima do manto cinzento das negociações espúrias.

56 Comentários

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Maria Luisa

- 2014-04-15 08:30:06

Melô das CPIs

"Não vou mudar, este caso não tem solução. Sou fera ferida, no corpo e n'alma e no coração"

 

Miguel A. E. Corgosinho

- 2014-04-15 00:33:01

Esta questão de financiamento

Esta questão de financiamento de campanha não é coerente com a verdade social porque o candidato não paga o financiamento e, pelo contrário, se corrompe para cumprir a forma republicana pela democrata.

Por que que isso acontece?

O Estado é uma esfera ideal vazia que cria a ilusão de pertencer a uma comunidade.

Por que nos EUA só existem dois partidos: Republicano e Democrata?

1 - Na forma de governo, o Estado é Republicano quando o interesse do paradigma está voltado essencialmente para a forma de governo num nível perfeito para a sociedade, 

2- O Estado é Democrata quando, sem realmente dominar a produção, o paradigma é capaz de construir instituições políticas para encobrir interesses particulares.

3 - O Estado logicamente supõe um caráter universal que é anterior a esses dois elementos discordantes da economia; mas eles se tratam como uma constituição política, não da que é por um valor público, mas por valor privado não republicado. 

O Estado, então, concebeu uma associaçao de homens corruptos para fazer leis alienadas, como as limitadoras de políticas republicanas; para o governo não ir além dos índices.

 

 

zuleica jorgensen

- 2014-04-14 16:20:49

Texto muito peertinente. A

Texto muito peertinente. A imagem da gôndola no supermercado, onde a imprensa bandida busca o escândalo da hora, já foi usada por mim várias vezes em comentários de posts. Não há seriedade em nenhuma denúncia, nenhum interesse moralizador ou coisa que o valha. O único propósito do que vemos diariamente em jornais, revistas e TV é apenas fazer política, a mais rasteira possível, para eleger candidatos e seus interesses escusos.

O partido do governo, por sua vez, faz o que pode e o que não pode para tirar uma casquinha nas páginas amarelas da Veja, numa solenidade de comemoração da FSP, ou mesmo no famigerado Jornal Nacional da Globo, que, felizmente, caminha rápido para a irrelevância total.

O novo mundo montado sobre os valores da comunicação de massas - usadas, apenas, para manter os poderosos de sempre - carece de objetivos claros no sentido de aperfeiçoamento do processo civilizatório. Está emburrecendo politicamente a juventude, coisificando as carências da humanidade e anestesiando desejos e sonhos de um mundo melhor.

Estamos indo direto para o fundo do poço. Todos com nossos laptops e tablets em punho, mas afundando na lama irreversível da indiferença pelo mundo em torno.

Wsobrinho

- 2014-04-13 22:38:03

CPI e importantes lembranças

LEMBRANÇAS DO TEMPO EM QUE O PSDB ABAFAVA CPIS

:

 

Eduardo Guimarães, titular do Blog da Cidadania e colunista do 247, resgata na memória a tentativa de CPI da Corrupção, em 2001, que investigaria diversos escândalos do governo FHC; o roteiro foi o mesmo de agora: quem estava no poder usava seus instrumentos para evitar uma CPI que poderia desgastar o governo e havia sido lançada por adversários políticos; curiosa mesmo era a postura da mídia, que antes fazia parte da tropa de choque não para implantar a CPI, mas para barrá-la

 

13 DE ABRIL DE 2014 ÀS 17:24

 

 Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

 

 

Em um momento em que o PSDB tenta criar a qualquer custo uma CPI exclusiva para investigar a Petrobrás enquanto acusa o governo Dilma Rousseff de pretender barrar a investigação e de violar o que chama de “direito da minoria”, torna-se imperativo relembrar como o partido agiu em relação a esse “direito” quando estava no poder.

Era maio de 2001. O Brasil estava às portas de mergulhar em um severo racionamento de energia elétrica que duraria de 1º de julho daquele ano até 27 de setembro do ano seguinte. O então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, amargava sucessivas quedas de popularidade que o fariam terminar seu mandato com apenas 35% de aprovação, sendo reprovado pela grande maioria dos brasileiros.

Um dos principais motivos da impopularidade de FHC, à época, era o alto nível de corrupção em seu governo. Os sucessivos escândalos foram agravados pelas denúncias de que comprara votos de parlamentares para aprovarem a emenda constitucional que lhe permitiu se candidatar à própria sucessão em 1998 – até então, presidente, prefeitos e governadores só podiam exercer um único mandato.

Naquele ano, as denúncias contra o governo se acumularam a tal ponto que até entre a base governista prosperou a criação da “CPI da Corrupção”, que investigaria 16 pontos. Confira, abaixo, os fatos que embasavam a abertura da investigação.

- tráfico de influências pelo o ex-secretário geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira;

- irregularidade envolvendo do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira na privatização da Tele Norte Leste;

- liberação de verbas irregulares para o DNER;

- denúncias de caixa 2 nas campanhas eleitorais envolvendo o ministro Andrea Matarazzo (Comunicação); – omissão do Banco Central na apuração nas denúncias de desvios do Banpará que teriam beneficiado Jader Barbalho;

- omissão do BC na apuração do dossiê Caribe [conjunto de documentos sem autenticidade comprovada sobre uma suposta empresa com sede nas Ilhas Cayman do presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro José Serra (Saúde), e do ex-governador de São Paulo Mário Covas e do ex-ministro Sérgio Mota (Telecomunicações), mortos respectivamente em março e em abril de 1998;

- omissão do BC em apurar suspeita de crime tributário, fraude e sonegação pela empresa OAS, ligada a ACM;

-omissão do BC nas investigações da chamada “pasta rosa”, sobre contribuição do Banco Econômico para campanha de ACM;

- omissão do BC na investigação de contas fantasmas abastecidas pela TV Bahia, que pertence a ACM;

- fraudes na concessão de incentivos fiscais pela Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia);

-irregularidades em contratos de portos e aeroportos das cidades de Salvador (BA), Santos (SP) e nas obras de ampliação e modernização do aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador;

- irregularidades e superfaturamento na instalação da usina nuclear Angra 2, envolvendo a Eletrobras/Eletronuclear, Furnas e distribuidores de energia;

- emissão de CPFs irregulares na Bahia;

- desvios na utilização de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Devido ao mau humor da opinião pública, das dificuldades crescentes na economia, do iminente (e draconiano) racionamento de energia que ameaçava o país e que se concretizaria pouco depois, a criação da CPI da Corrupção já era dada praticamente como certa, mas FHC e seu partido, o PSDB, desencadearam uma verdadeira operação de guerra para impedir.

A verdadeira blietzkrieg tucana contra a instalação da CPI da Corrupção acabou tendo êxito. Em 10 de maio de 2001, o PSDB conseguiu impedir a investigação.

O governo e seu partido tiveram que agir rápido porque o clamor popular pela CPI era cada vez mais estridente. Esse clamor fez o jornal mais governista da época, o Estadão, acabar aceitando investigação que até então combatera com unhas e dentes enquanto acusava o PT de apostar no “quanto pior, melhor”.

Vale a pena ler, abaixo, o editorial “CPI não é bicho-papão”, que o Estadão publicou em 9 de maio de 2001, para se ter uma ideia de como era diferente o comportamento da mídia em relação ao governo quando este era do PSDB; o inimigo da mídia, à época, era a oposição petista.

 

 

 

O Estadão, porém, rendeu-se cedo demais. FHC e seu partido, ao custo de distribuição de dinheiro público a parlamentares, no dia seguinte ao do editorial conseguiria impedir a investigação.

A compra de parlamentares foi tão escandalosa que até jornais tidos como governistas denunciaram. O Valor, por exemplo, contou como Bornhausen foi mobilizado pelo Palácio numa última tentativa de reverter a situação. O Jornal do Brasil disse que Bornhausen ameaçou de expulsão os 16 deputados do PFL que assinaram a CPI.

Relato ainda mais dramático do empenho de FHC para impedir a CPI foi publicado na coluna de Ariosto Teixeira, no próprio Estadão. A matéria revelou que FHC lançaria todos os recursos disponíveis para impedir a instalação do inquérito. Ameaçara, inclusive, dissolver todo o ministério caso partidos aliados não retirassem o apoio à investigação.

Todas as negociatas para impedir a CPI foram contadas com riqueza de detalhes pelo colunista Fernando Rodrigues, na Folha, e pelo próprio jornal. O colunista revelou que se tratava de uma super operação abafa e descreveu os tipos de preço que os congressistas fisiológicos cobraram. Em dois dias o então ministro Aloysio Nunes Ferreira liberara R$ 26 milhões para emendas de congressistas, dizia a reportagem.

Detalhe: FHC usou dinheiro público de um país então quebrado para abafar a investigação.

Leia, abaixo, a coluna de Fernando Rodrigues na Folha de São Paulo de 9 de maio de 2001 avisando como seria abafada a investigação e, em seguida, matéria do mesmo jornal de 11 de maio, um dia após o PSDB e o governo terem tido êxito no intento, relatando mais detalhes sobre a operação-abafa.

 

 

 

 

 

 

O PSDB passou os oito anos do governo FHC violando o que os tucanos chamam hoje de “direito da minoria”. Negou ao PT e ao resto da oposição praticamente todas as investigações que tentaram instalar. E, para completar a blindagem, FHC manteve o mesmo procurador-geral da República durante seus oito anos de mandato.

Detalhe: a Procuradoria Geral da República, naqueles oito anos tucanos, jamais aceitou uma única investigação contra o governo federal.

A mídia, na maior parte do tempo, era governista até os ossos, como se vê no editorial do Estadão. Mas naquele 2001 em que os tucanos abafaram sua última CPI, alguns veículos já não tinham condições de continuar tão governistas, como no caso da Folha. O país não suportava mais o PSDB no poder e os jornais começaram a sentir que estavam se desmoralizando.

Justiça seja feita, o único dos maiores jornais que se manteve cem por cento governista até o fim foi o Estadão. Globo, Folha e até a Veja subiram no muro. Aliás, a eleição de 2002 foi a única desde a redemocratização em que a mídia se portou de forma republicana e não fez o jogo do antipetismo. Até porque, não teria adiantado nada.

 

jose b.depauli

- 2014-04-13 16:49:17

uso de cpi s

a cada fato anunciado me  indica que  as diferenças entre uma quadrilha e um partido político são mínimas:

são organizações montadas  exclusivamente para enriquecimento ilícito de  seus integrantes;

umas são devidamente registradas e tem seu regulamento interno publicado;

outras são clandestinas;

das devidamente registradas, uma vez no poder, e com  procuração irrestrita (em branco), outorgada pelos votos de inuuuucentes, inúteis, parasitas e similares, se dedicam ao roubo e dilapidação da rês pública, durante 24 hs, todos os dias....

as clandestinas, pela sorte ou infortúnio nos vitimam eventualmente.

Pelo jeito que as coisasea moralidade pública vai, não adianta nem tentar trocar essas moscas que nos incomodam todos os momentos da vida,  pois com a tal urna eletrônica não é possível conferir os votos. Pode teclar 007 que jamais James Bond receberá um único voto, pois o programa ali instalado direcionará os números a quem o gestor indicado pela quadrilha no poder quiser!!!!

Everson

- 2014-04-13 15:57:22

Militonto mal informado

Quem dá pão e circo para o povo é o PT!!!

Ildeu Silvério Borges

- 2014-04-13 12:42:39

Ô Nassif. me apresente um:

Ô Nassif. me apresente um: "Basta um relatório inconclusivo de Tribunal de Contas, uma manchete de jornal, um procurador pautado pela mídia para atingir o mais probo dos políticos ou administradores". Na realidade "o mais probo dentre os políticos ou administradores" é um refinado ladrão e praticante de maracutaias. Aceito que você me indique apenas um que seja probo.

Fernando de Jesus Rodrigues

- 2014-04-13 11:23:17

que tipos de controle aumentar para crescer a democracia
Então, acredito que, no Brasil, um dos efeitos mais deletérios sobre a perspectiva de vivermos sob um regime que possamos chamar de democrático com origem na ditadura foi o desmantelamento das universidades públicas federais e seu potencial para a direção científico-investigativa, e especialmente das ciências sociais como áreas do conhecimento que teriam condições de abordar com maiores gradientes de imparcialidade estruturas de poder e as balanças entre gratificação e sofrimento humano sem as paixões do momento, e com perspectivas de longo prazo (o quê, diga-se de passagem, direção que parece estar se recompondo ainda que enfrentando barreiras sérias dentro dela). Um dos legados da ditadura foi, não premeditadamente, estimular a paixão por ideais com pouco confronto com os fatos e de restringir as condições de pesquisa gerando uma, duas ou três linhagens de professores (pois não são todos; muitos aliás, lutaram contra tal situação) pouco afeitos à pesquisa. Vejo muito se falar da importância do Judiciário, do Ministério Público, todos ancorados em uma tradição bacharelesca de conhecimento, com pouquíssimo traquejo em investigação, o que acontece apenas quando os egressos das faculdades de fato se veem premidos a agir. A imprensa, que no Brasil se organizou burocraticamente em cursos de comunicação (e são grandes referências de treinamento investigativo e de clareza curricular.. :-( ) mesmo a investigativa e de boa qualidade, está premida pelo tempo, pela agilidade, e nunca terá condições de desempenhar o papel de fornecer perspectivas de longo prazo ancoradas em um saber mais realista e menos fantasioso e apaixonado. No dia seguinte, interminavelmente, ainda precisarão preencher o espaço.A Universidade, e as ciências sociais em particular, podem ter um papel investigativo em uma direção diferente das que nos são fornecidas pelo Judiciário, MP, Imprensa e a Polícia (não podemos esquecer) como reforço contra as pressões por resposta rápida às lutas políticas a que eles hoje estão particularmente submetidos. Mas é preciso enfrentar os preconceitos contra as Ciências Sociais legados pela ditadura e refrear os envolvimentos muito apaixonados e partidários dentro dela, reforçando as estruturas de pesquisa. Minha referência de comparação não é a Rússia nem os Estados Unidos, mas Dinamarca, Suécia, Inglaterra, França, Alemanha. Observem o papel que jogam essas ciências, e os professores, no equilíbrio específico com Judiciário, MP, Polícia, Imprensa? Observem o papel que tem no debate público. Aqui o monopólio é dos jornalistas, e as associações com a polícia e com o Judiciário, que nos programas de meio dia, em todo o Brasil, tem maior visibilidade do que a de qualquer investigador sério (e temos já bastante) sobre os fenômenos. A internet, como Nassif tem chamado a atenção, é uma potencial chance de transformação desse equilíbrio de poderes, mas a luta por um conhecimento mais realista nele, é vital para fazermos opções como nação sóbrias e integradoras, num país com tantas diferenças, e também com muitas semelhanças.Aumentar as formas de equilíbrio entre as chances de controle de informações por diferentes grupos é um aspecto de uma vida democrática que considero fundamental, e a Universidade já tem, mas pode ter ainda mais, um papel fundamental nisso, especialmente quando ela formalmente se democratiza. Mas em qual direção? E qual a posição dela em relação aos outros mercados de informação, julgamentos e imagens de mundo? Enfim, queria colocar esse debate na pauta também, como condição de nos aproximarmos de nossos ideias democráticos. 

Francy Lisboa

- 2014-04-13 10:37:51

"Todas C P I s DEVERIAM SER

"Todas C P I s DEVERIAM SER CONDUZIDAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO E JUIZES,"

Não sabe nada inocente!

Francy Lisboa

- 2014-04-13 10:36:44

Jogar no peito da garotada?

Jogar no peito da garotada? Ué, mas o Brasil não acordou em Junho de 2013? Isso mostra mais uma vez que essas jornadas foram um ode a esquizofrenia brasileira. Quer redução de impostos e ao mesmo tempo aumento das benesses do Estado, dever é um verbete bem escondidnho na cabeça de alguns. 

aliancaliberal

- 2014-04-13 05:17:01

Não é o financiamento de

Não é o financiamento de campanha que torna nosso país uma democracia meia boca , e o falso federalismo que é o nosso Estado Brasileiro.

Esta ai os males de toda a nossa nação. Federalismo meia boca consequentemente democracia meia boca.

Se os próximos governos não tocarem nesta pauta ela vai sair do controle dos politicos.

Antonio Passos

- 2014-04-13 05:05:02

Perfeito

No fundo ninguém espera mais nada em termos de investigação no legislativo. Mas em "outras" esferas talvez seja pior, as investigações são apenas para incriminar o PT, e com argumentos às vezes falsos..

+almeida

- 2014-04-13 02:52:08

Diante do exposto, como

Diante do exposto, como ficamos? Aceitaremos ficar eternamente lascados? Haveremos de planejar uma reação contra essa massa de máfias? Nos conformamos que morreremos enganados, explorados e desrespeitados ou, então, que se dane a nossa moral? 

José Lídio Moura Pinho

- 2014-04-13 02:22:36

Calvin parabéns, vc é o 0013!

Calvin parabéns, vc é o 0013!

José Lídio Moura Pinho

- 2014-04-13 02:20:24

Fique feliz, vou te dar o

Fique feliz, vou te dar o 0013!

aliancaliberal

- 2014-04-12 23:38:29

"não é a apropriação indébita

"não é a apropriação indébita de recursos do erário, "

O que o  PT vez foi a fraude (falcatrua) mais antiga da administração publica brasileira, o PT fez uma compra superfaturada em Pasadena e depois dividiram os "lucros" com os holandeses.

E o Collor foi inocentado das acusaçôes, não significa que não fez apenas não provaram. 

Os dois videos mostram a atuação do PT na oposição, hoje choram quando a oposição faz o mesmo contra eles.

 

 

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2014-04-12 23:13:09

Um de cada vêz

Estes escândalos serão extintos da única forma possível.

UM DE CADA VÊZ.

Comece-se pelo da Petrobras e que não fique um fora das grades e com seu patrimônio, visível e invisível confiscado.

Dilma, nunca foi tão barato e proveitoso para o Brasil como esta campanha em cima da moralização do uso do dinheiro do povo.

Maíra

- 2014-04-12 22:43:37

acho que é uma coisa assim:

acho que é uma coisa assim: fala quem pode, entende quem tem discernimento, ou juízo também.

Fábio de Oliveira Ribeiro

- 2014-04-12 22:20:39

No século I d.C. os
No século I d.C. os imperadores de Roma proporcionavam pão e circo para os romanos com o propósito de seguir realizando as guerras de conquistas que enriqueceriam o império, os patrícios e seu próprio tesouro. No Brasil atual a oposição de direita dá ao povo o circo (o espetáculo midiático dos escândalos) para chegar ao poder com o intuito de tirar dele o pão (direitos trabalhistas, benefícios sociais, emprego e renda). E a esquerda se vê compelida a combater o circo (o Partido da Imprensa Golpista) para continuar proporcionando pão ao povo. Simples assim.

IV AVATAR

- 2014-04-12 21:36:25

Complicado

Bem lembrado, de fato é um abacaxi e tanto, só sei que os endinheirados não vão deixar o dinheiro mofando ao mesmo tempo em que sabem que quanto mais gastam mais chance tem de serem eleitos, no Congresso estão lá os que mais gastaram, houve de tudo, caixa 2 eleitoral(só o PT não pode, se tentar vai pro xilindró), compra de eleitores sob a desculpa de que eram cabos eleitorais ou fiscais do candidato e até, na maior cara de pau, candidato comprando voto na fila de votação, 100,00 reais por voto. E reforma eleitoral que permita que pobre se eleja PMDB, PSDB e PSB já avisaram que não aceitam, imagina só mexer nas regras do jogo se está bom para eles(endinheirados).

Calvin

- 2014-04-12 21:11:13

Financiamento privado não é

Financiamento privado não é solução para o problema apontado. O esquema PC Farias explodiu quando doações privadas não eram permitidas, houve descriminalização pela Lei n. 9.504/1997 exatamente para tentar trazer este mundo para a legalidade.

Raí

- 2014-04-12 20:43:24

Então não precisamos de Legislativo !
Foi prá isso, que saímos às ruas, fomos presos, torturados, expatriados, e perdemos vários companheiros, se tudo o que queríamos, era ter um Parlamento crítico, porem patriota e defensor dos votos que o elegeu, e que representasse o desejo popular, este "sujeito" do qual o Poder deveria emanar, e para quem deveria ser exercido ? Qual o custo-benefício, que um Congresso composto de 530 Deputados e 81 Senadores, para a nação ? Precisávamos mesmo deles ?

Raí

- 2014-04-12 20:34:58

Nada mudou, mas tudo mudou.
Aliança, vc. é reacionário de mais ! Como nada mudou ? O que investiga-se agora, não é a apropriação indébita de recursos do erário, desviado através de malabarismos fiscais, para a locupletação do Presidente e seus asseclas, como ocorreu com o Color de Melo,o P.C.Farias e a "capangada de Alagoas" e a luta política de uma oposição renhida e desesperada, que na falta de fatos maiores, resolveram investigar uma hipotética decisão(que não foi única) da então Pres. do Cons. de Adm. da Petrobrás, na compra de uma refinaria no exterior, por um preço teoricamente superfaturado, mas que não beneficiou a nenhum dos envolvidos nesta autorização da tumultuada compra. E o que mudou ? Mudaram os comportamentos dos envolvidos, que contrariamente àqueles do governo Color, permitem que as investigações sejam feitas, e mais ainda, coloca-se à disposição da CPI, dados que envolvem todas as operações da nossa Estatal maior, e que tenham deixado dúvidas, quanto à sua lisura.

Lucinei

- 2014-04-12 20:15:54

O pt, pt, pt tem 1/6 do

O pt, pt, pt tem 1/6 do congresso e as "esquerdas" juntas, 1/3. Essa é a razão de toda histeria do "centrão" parlamentar, da direita, da mídia e do mercado financeiro. E ainda dizem que é o pt, pt, pt, que quer calar os outros...

O ministério da justiça, coitado, não pode fazer muita coisa sem ser acusado de estar instrumantalizando de modo "stalinista" a PF ou o CADE. Ainda mais quando o judiciário, secularmente aparelhado pelas forças reacionárias, detona operações como a "castelo de areia".

Enfim, ou a "esquerda" aumenta sua participação no congresso - e nessa hipótese a reação vai querer fechá-lo de vez - ou nada feito; nenhuma reforma politica vai sair. E isso não se consegue fazendo-se de vítima; "tirando o pé da bola dividida"

Ainda vamos viver nesse moralismo seletivo por looongos anos sobretudo pórque boa parte da esquerda ainda não se deu conta disso. Para a direita isso é muito, muito claro; com exceção daqueles inocentes instrumentalizados a fazerem o trabalho sujo em nome do combate ao "comunismo", ao "chavismo", ao fidel...

Andre SP

- 2014-04-12 19:35:30

O país perdeu a chance de ser

O país perdeu a chance de ser passado a limpo quando recusaram a PEC 37. Para consertar a politica tem que começar pelo Judiciário e MP.

Até a o crime de corrupção que exigimos para os empresários virou mera ação administrativa com multa.

A corrupção neste país não irá acabar com este sistema corrupto que vigora. Sempre existirão laranjas para eles queimarem em proveito eleitoral.

 

ulisses tavares

- 2014-04-12 19:29:31

muito bom mas mais um

muito bom

mas mais um desabafo!

acredito eu, o nassif por ser da imprensa a ve com centro, esta nos politicos, estes no sistema eleitoral,,,

vale lembrar que nao temos historico e tradicao democraticas, nosso poder sempre foi ligado a igreja catolica, reis, maconaria, militares, oligarquias, coroneis, etc etc,,,

se estamos engatinhando na construcao da democracia, um dos pilares para que funcione, é judiciario e ministerio publico, se no sistema politico temos plenas liberdades, inclusive de abertura de partidos, o sistema eleitoral é que mantem o vicio, o judiciario e mp é que nao rompeu com atraso dos periodos ditatoriais, o ministerio publico mesmo protegido da grande impresna, nao encontra legitimidade e representatividade na sociedade, muito menos prestam contas, estao acima, se mp tivesse atuacao razoavel de sua funcao, diminuiria muito o jogo do desabafo do nassif, seja dos politicos, imprensa ou poder economico

sim, judiciario é grande responsavel, vejamos so o caso do mensalao, ficou obvio e evidente o objetivo de pegar povo do pt, principalmente as referencias da resistencia a ditadura, periodo onde se deu o corpo do judiciario e mp, os alvos jose genuino, dirceu e gushiken (prestes a morrer de cancer com medo da reacao publico, tiraram fora), mas vejamos, se judiciario e mp aproveitam a oportunidade de apurar os CAIXA 2, sem seletividade, usou, provou, puniu, todos de todos partidos, incluindo impresa, hoje com certeza a discussao eleitoral seria outra, com certeza nao teria parcela significativa da sociedade contra o STF, a hipocrisia de todos partidos e imprensa que nassf denuncia, no fundo no fundo é falta de atuacao do mp em apurar e do judiciario em julgar, com isencao, é essa omissao que gera o estoque na pratileira dos escandalos seletivos

se ha o que comemorar, é que estamos avancando sim no sentido de construirmos uma democracia, mas temos que ter claro que em algum momento,  tera que ter rompimentos para podermos construir instituicoes  de estado como judiciario e mp que garantam funcionamento democratico, que tenham legitimidade e satisfacoes para com a sociedade e nao com setores dela.

Sergio Saraiva

- 2014-04-12 19:27:24

O jogo de cena e o manto cinzento das negociações espúrias.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=deYRoakiWhk]

ruyacquaviva

- 2014-04-12 19:22:37

Concordo plenamente.Faltou

Concordo plenamente.

Faltou abordar esse ponto, que é fundamental.

peregrino

- 2014-04-12 19:12:36

há sempre um perigo maior...

e a melhor tática para quem pode se dar bem em qualquer situação, é idenficá-lo no PSDB...........

 

PSDB nunca deixou de ser boi de piranha.....................um partido fraco, mas esperançoso

 

Juliano Santos

- 2014-04-12 19:05:52

Esse tipo de CPI, a baseada

Esse tipo de CPI, a baseada em "escandalos" piguentos são criadas para um unico fim. Quebrar sigilos dos adversários da imprensa. A lei impõe limites muito chatos para a "sanha investigativa" do pig.

A CPI libera geral, faz um piquenique onde o pig se lambuza. Basta um membro oposicionista ficar vazando seletivamente para a imprensa, e pronto, são matérias e mais matérias bombásticas para fringir as testas do Bonner.

O problema é que esse tipo de CPI, o midiático escandaloso, compromete a imagem do outro tipo, o sério, como o do trabalho escravo e da prostuição infatil por exemplo. A sociedade não pressiona por resultados, porque ninguém sabe que existem

agincourt

- 2014-04-12 19:02:30

CPIs

“Agora mesmo, se o doleiro Alberto Yousseff abrir suas contas e soltar sua língua, não sobra um partido inteiro no país.”

Nassif, não fica dando essas ideias...

...

“Daí a dificuldade de uma reforma política”

Pois é: inda ontem a Dilma acolheu a indicação de um comensal da Famiglia Sarney para o TCU.

Porém, pra ganhar dos dois lados, dia antes, ela jogara nos peitos da garotada a responsabilidade pela pressão por uma reforma política.

Dilma quer faturar, mas não faz força pra mover sequer uma palha.

...

No mais, é o seguinte: CPI não serve pra nada efetivo, porém, o distinto público fica sabendo de cada uma...

É, ao menos, uma diversão a mais nessa modorra eleitoreia.

Portanto, que venha a CPI e danem-se PT, PMDB, PSB, PSDB...

anarquista sério

- 2014-04-12 18:59:47

Sendo mais didático:  

Sendo mais didático:

  Nenhuma C P I  deveria ser conduzida por políticos-- palanque eleitoral.

       Todas C P I s DEVERIAM SER CONDUZIDAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO E JUIZES,

          O resto é fanfarronice que sempre estará a favor do governante de plantão.

              Excessão feita ao caso de SP aonde o promotor ''esqueceu '' numa gaveta as supostas barbaridades no metrô de SP.Nesse caso, que deveria ser investigado é o promotor ''esquecido''

               É A FINA FLOR DA SUBSTIMAÇÃO INTELECTUAL PRA NÓS BRASILEIROS ATÔNITOS.

peregrino

- 2014-04-12 18:43:51

PMDB não dá equilíbrio nenhum, em termos de governabilidade...

simplesmente se beneficia com fato de poder dá ou usar contra tudo....................

 

a meu ver, um dos poucos grandes erros políticos do mestre Lula

peregrino

- 2014-04-12 18:32:41

com certeza, ruy...

mas com a força que tem o PMDB, PT não é nada e, por isto, nada há de conseguir................

nenhuma Democracia resiste a falta de equilíbrio, de força, entre partidos

 

e só o voto consciente é capaz de equilibrar

peregrino

- 2014-04-12 18:22:43

visão geral, excelente...

assim percebemos que o problema principal não é o fato de não haver mudanças, mas sim o empenho de todos para que ninguém mude..............

 

foi assim que conseguiram transformar o ponto de partida apontado por Dilma em um ponto de chegada para todos os manifestantantes de junho contra ela

 

foi assim também com a cpmf

 

foi assim também com a PF ocupando a Petrobrás

 

foi assim e assim será para sempre

 

a não ser que o povo de junho perceba claramente contra quem deve direcionar suas insatisfações, de preferência pelo voto e com o objetivo principal de retirar toda força do PMDB, porque do PSDB nem precisa

Gilson Raslan

- 2014-04-12 18:10:42

DEMOCRACIA MEIA-BOCA.

Nem a matéria e nem os comentários abordam o maior inconveniente do financiamento público de campanhas eleitorais: torna o país uma DEMOCRACIA MEIA-BOCA, pois os eleitos só vão defender os interesses de seus financiadores, deixando o povo a ver navios.

Acresce a esse fato o alijamento da política de pessoas bem intencionadas e comprometidas com as causas populares, as quais, por óbvio, batem de frente com os interesses corporativos.

Bruno Cabral

- 2014-04-12 17:51:19

A mãe de todas as reformas

Nao é a política, é a judicial. Com uma justiça célere, ninguém cometeria crimes.

Homero Pavan Filho

- 2014-04-12 17:39:52

Tá ruim mais tá bão

Apesar do viés contrário à Petrobras e ao governo, essa é uma matéria infinitamente superior e mais honesta do que qualquer outra publicada em nossos jornais.

ruyacquaviva

- 2014-04-12 17:20:18

É evidente que somente uma

É evidente que somente uma reforma política para valer pode mudar esse estado de coisas. E para fazer a reforma política somente uma constituinte exclusiva é viável. Os políticos não vão mudar o sistema que os colocou nos seus cargos.

Somente o PT apresenta e insiste na reforma política que implante o financiamento público exclusivo de campanha, que acabe com o caixa dois e outras formas de deixar os políticos de rabo preso com os seus financiadores.

Os demais partidos fazem muita demagogia, mas na hora "H" votam contra qualquer reforma e insistem em manter o sistema corrompido e falido que está em vigor.

Basta ver quem age e como age, para diferenciar os que falam de reforma política da boca para fora e os que falam e agem a favor da mudança no corrompido sistema atual.

Joao Paulo Silva Tadeu

- 2014-04-12 17:19:16

O PT não entrou nessa de detonar a CPI do Cachoeira

Em dois segundos, a CPI virou fumaça, abortada tanto pela oposição quanto pelo PT.

Nassif, justiça seja feita, o PT não entrou nessa de detonar a CPI do Cachoeira. O PT apresentou um ótimo relatório final e o problema é que o tal relatório foi derrubado por causa da aliança PMDB-PSDB para preservar seus governadores. Um tucano da base de Marconi Perillo rasgou o relatório ao vivo, a conferir:

 

DEPUTADO GOIANO RASGA RELATÓRIO DE ODAIR CUNHA

Marcos Kennedy:

 

Tucano diz que relator difama o Estado e apresenta requerimento para que Assembleia Legislativa declare o petista "persona non grata" em Goiás. Parlamentar também propôs a concessão de títulos de cidadania ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ao procurador geral da República, Roberto Gurgel

 

5 DE DEZEMBRO DE 2012 ÀS 04:51

 

Goiás 247_ O deputado estadual Túlio Isac (PSDB) desqualificou na tarde desta terça-feira, 4, o relatório final da CPI do Cachoeira elaborado pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG). O parlamentar ocupou a Tribuna da Assembleia Legislativa e rasgou o relatório, que chamou de tendencioso e partidário.

O tucano foi além e, durante a sessão ordinária, apresentou matéria que declarando o deputado federal Odair Cunha “persona non grata” no Estado: "Ele difamou Goiás em seu relatório". Túlio também entregou requerimento em que concede títulos de cidadão goiano ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e ao procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

"O deputado Mauro Rubem (PT) apresentou projeto concedendo título de cidadão ao deputado Odair Cunha, que denegriu a imagem do governador Marconi Perillo. Não fico assustado. O parlamentar já havia cometido outras anomalias concedendo título a pessoas como o Zunga. Estou com parte do relatório do sr. Odair Cunha. Não se pode levar este documento a sério, que poderá levá-lo a cometer anomalias. Houve abuso no conteúdo do texto, que é inconsistente", afirmou o tucano.

No final de seu discurso na Assembleia, após rasgar o relatório de Odair, Túlio disparou: “Não vou jogar fora porque um dia pode faltar papel higiênico”.

O deputado Odair Cunha é o principal alvo das críticas do PSDB. Para os tucanos não resta dúvida que o relatório da CPI do Cachoeira foi tendencioso e direcionado para castigar o governador Marconi Perillo. O governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), foi poupado da indicação de indiciamento por Odair.

O consenso dentro do PSDB é que Odair agiu a mando do ex-presidente Lula e produziu um documento para se vingar de Perillo. O relator foi criticado até mesmo por parlamentares da base aliada e mudou seu parecer após a chuva de críticas que recebeu da imprensa após recomendar indiciamento de jornalistas e investigação nas ações de Roberto Gurgel.

 

nilo

- 2014-04-12 17:13:35

Excelente post. O mal - onde

Excelente post. O mal - onde tudo começa - o financiamento privado de campanhas eleitorais é imexível.

Essa a boa bandeira, a boa luta, senhores do imotivado movimento "Não haverá Copa"... Por isso, sairia às ruas.

Ozzy

- 2014-04-12 16:41:35

Financiamento público? Pq a

Financiamento público? Pq a pessoa X deve ser obrigada a ter seus impostos direcionados para a propaganda do partido Y que ela detesta?

Financiamento público só interessa a dois tipos de partidos: os que não conseguem captar dinheiro nenhum (tipo os nanicos de extrema esquerda - PSTU, PCO, etc)... E o partido que está no poder e tem a maior bancada (ficando com a maior fatia do financiamento público). E esse é o PT.

Isso sem falar na máquina eleitoral extra-partidária do PT, representada por sindicatos, ONGs, MSTs, etc.

Enfim, mais uma vez os petistas tentando posar de democratas mas querendo apenas asfixiar os outros partidos. Contem outra.

Mário Mendonça

- 2014-04-12 16:21:46

Prezado Raí E quando é que

Prezado Raí

E quando é que nosso Legislativo teve respeito...???....

E o pior é que eles sabem disso....

CPI = promoção da delinquência.....

 

Cunha

- 2014-04-12 16:05:28

Hipocrisia completa da

Hipocrisia completa da maioria dos políticos e forças envolvidas. E não farão reforma política, lógico.

E poder sem limite da mídia.

ESSA É A NOSSA REALIDADE.

aliancaliberal

- 2014-04-12 16:04:11

Puxa nada mudou então.  

Puxa nada mudou então.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=c3A1YVz9RdA]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=zHe9XN-Ewlg]

 

Sérgio T.

- 2014-04-12 16:00:13

E...

O diagnóstico até que é simples, né Nassif?

No entanto a reforma política e a regulação da mídia não saem, e nem sairão tão cedo. E não é só culpa da classe política não!

Um abraço.

Neco Hayashi

- 2014-04-12 15:46:34

privataria e trensalão impunes

Já era, jamais pegarão qualquer tucano, pois tucanos estão muito bem obrigado.

E a grita maior contra o financiamento público não é do PT.

Rpv

- 2014-04-12 15:40:27

O diagnóstico está

O diagnóstico está preciso. 

Precisamos ir além dele.

Uma das questões em pauta é a reforma política.

A presidenta, no calor das manifestações de junho, saiu em defesa delas e propôs uma constituinte exclusiva para promover uma reforma política. 

Obviamente, como o Nassif demonstra, a resposta foi rechaçada. Não apenas pelo congresso, mas por toda esta estrutura de poder que opera em nosso pais e quem vai além da política e dos políticos. Passa pela mídia, empresários, judiciário, MP, TCU, políticos, etc.

Voltando a questão: o que fazer?

Qual é a pauta para enfrentar a estrura de poder que comanda o jogo?

Sem esquecer de perguntar: qual é o jogo, quem ganha com ele e quem está disposto a arriscar mudá-lo?

Diferenciador

- 2014-04-12 15:21:57

Há algumas diferenças importantes no uso do "modelo"

Sim, o modelo não é democraticamente bom, mas o que faz a diferença é o interesse, a intenção, o uso que se faz dele. 

Lógico que há exceções em ambas, a atual situção e a atual oposição. Mas são exceções.

A atual oposição efetivamente desvia dinheiro público para as campanhas (e para o bolso dos envolvidos e parceiros), além do dinheiro privado em caixa 1 e 2).

A atual situação usa dinheiro privado (em caixa 1 e 2) para as campanhas ou suas sobras.

As estatais, autarquias e outras instituições públicas não "são corruptas", mas tem gente corrupta dentro delas (geralmente ligada à oposição ou aos "aliados").

A oposição trata de aparelhar, sugar e destruir/sucatear tais instituições, para sua desmoralização institucional e privatização de seus patrimônio e resultados. É a festa geral (onde só não participa o interesse público).

A situação trata de tornar estas instituições mais fortes no interesse público (do país), apesar de ter que negociar apoio e colocar gente corrupta indicada pelo apoio dentro delas.

Ou seja: no modelo da oposição, tudo é festa: apoio da míRdia, da compra ("natural") dos aliados, da aparelhagem dos próprios no poder e dos empresários envolvidos, estes babando por tomar negócios públicos lucrativos, transformandos-os em monopólios e cartéis privados, com receitas obrigatórias e garantidas (luz, gás, telecom, estradas, minérios e recursos naturais essenciais ou estratégicos) e tudo o mais que for "excepcional negócio".

Na situação, além do natural desafio de tentar fazer com que estas instituições funcionem bem (o melhor "possível"), precisam enfrentar todo este aparato mafioso da própria oposição, dos interesses aliados escusos, dos infiltrados internos, pela aparelhagem inevitável, da campanha de míRdia (associada ao esquema) e do empresariado que se faz de morto, sabota e faz beicinho quando não tem moleza..

Este é o verdadeiro "modelo" que tem que ser equacionado.

Ou prevalece o interesse particular deles em detrimento do público.

Ou eles um dia vão entender que o interesse público também pode ser de interesse deles.

Num, só se prioriza um lado (minoritário e poderoso)

Noutro, se prioriza todos.

 

Zanchetta

- 2014-04-12 15:14:48

Inclusive a CPI dos Pedágios

Inclusive a CPI dos Pedágios instaurada em São Paulo?

martins

- 2014-04-12 15:11:34

Enquanto isso o ministro

Enquanto isso o ministro Gilmar...Pede vista .Só rindo mesmo!

Jossimar

- 2014-04-12 15:06:53

Para o Nassif: CPIs =

Para o Nassif: CPIs = Comissão Parlamentar de Inquérito 

Para mim: CPI = Certeza Pública de Impunidade

Alberto Porem Jr.

- 2014-04-12 15:00:05

A pá de cal em Pasadena.

Os holofotes se viraram agora para o caso do ex-diretor preso da Petrobrás e o doleiro.

Mas como você disse, não irá prosperar porque uma investigação mais aprofundada chegará até FHC na compra das termeletricas e também em Aécio e a Cemig.

Sobre Pasadena, sumirá rapidamente dos noticíários porque não tem fundamentação.

É o que diz uma esclarecedora reportagem feita por Jeb Blount na Reuters na sexta-feira a qual a grande mídia não repercutiu porque é contra tudo que disseram até agora:

ANÁLISE-Brasil investiga Pasadena, mas Refinaria do Nordeste é problema maior

Reuters - sexta-feira, 11 de abril de 2014 13:52 BRT

Por Jeb Blount

SÃO PAULO, 11 Abr (Reuters) - A compra de uma refinaria nos Estados Unidos pela Petrobras por 1,2 bilhão de dólares virou tema de campanha eleitoral, com a oposição afirmando que a estatal pagou 20 vezes mais que o valor justo pela unidade no Texas e que Dilma Rousseff errou ao aprovar o negócio quando era presidente do Conselho da empresa em 2006.

A investigação, porém, está provavelmente mirando na refinaria errada: mesmo que a Petrobras tenha pago caro, a refinaria de Pasadena, com capacidade para processar 100 mil barris por dia, pode ter sido o melhor negócio em refino que a petroleira já fez em pelo menos três décadas.

A Petrobras está pagando bem mais por novas refinarias no Brasil. É o caso da Refinaria do Nordeste (Rnest), perto do Recife, a primeira a ser construída no Brasil desde 1980. Com capacidade de 230 mil barris por dia, deverá custar 20 bilhões de dólares até ser inaugurada, dentro de alguns meses.

Cada barril de nova capacidade de refino da Rnest custará cerca de 87 mil dólares à Petrobras, sete vezes mais do que em Pasadena, e duas a três vezes mais do que em refinarias modernas semelhantes que estão sendo construídas em outras partes do mundo.

Desde que Dilma aprovou a construção da refinaria no Nordeste, no período em que foi presidente do Conselho da empresa (2003-2010), seu custo mais do que quadruplicou.

"Nunca ouvi falar de uma refinaria que custasse mais do que isso", disse Sam Margolin, analista de refino na empresa Cowan and Company, em Nova York.

"As refinarias são caras, e estouros de custos e (interferências) políticas são comuns, mas isso ainda está bem além de qualquer coisa que eu já tenha visto em qualquer lugar."

A Petrobras, incapaz de atender à demanda doméstica por combustíveis com as refinarias locais, precisa importar derivados de petróleo e sofre prejuízos com isso por causa dos controles de preços no mercado interno.

Por isso, é essencial para a empresa obter mais capacidade de refino a custo baixo, especialmente porque seu plano quinquenal de expansão, num valor de 221 bilhões de dólares, está mais focado na exploração de petróleo.

Os custos elevados contribuem para fazer da Petrobras a mais endividada e menos lucrativa entre todas as grandes companhias petrolíferas mundiais.

Dilma alega que não recebeu dados completos para a compra de Pasadena, e que por isso não pôde tomar uma decisão embasada.

A Petrobras já demitiu o diretor responsável pelo relatório que recomendou a compra, e o ex-diretor de operações de refino foi detido no mês passado em uma investigação sobre lavagem de dinheiro.

Críticos da compra afirmam que funcionários da Petrobras podem ter sido subornados para aprovar a transação.

A Petrobras não quis comentar sobre Pasadena, pois está conduzindo sua própria investigação, mas José Sergio Gabrielli, que era presidente da Petrobras na época da aquisição, disse nesta semana que a compra de Pasadena foi "um grande investimento".

Dilma até recentemente era vista como franca favorita para conseguir a reeleição em outubro, mas sua taxa de aprovação nas últimas semanas caiu de 42 para 36 por cento, e os escândalos do tempo da presidente na Petrobras podem prejudicá-la ainda mais.

CUSTOS ALTOS

É difícil comparar refinarias. A de Pasadena é uma instalação antiga, que precisava de modernizações, ao passo que a Rnest é uma refinaria nova e "limpa", com equipamentos tecnologicamente avançados e eficientes. Mas ainda assim é cara, mesmo em comparação a unidades novas.

O governo de Dilma Rousseff continua usando imagens da refinaria, uma vez chamada de Abreu e Lima, nos comerciais de TV que elogiam seus feitos, e a Petrobras atribuiu os estouros orçamentários à dificuldade de prever os preços e prazos para equipamentos, instalações e alvarás.

Para efeito de comparação, a saudita Aramco e a francesa Total construíram em Jubail (Arábia Saudita) uma refinaria para 400 mil barris diários por 10 bilhões de dólares, ou 25 mil dólares por barril --menos de um terço do custo da Rnest.

A chinesa Sinopec planeja concluir no ano que vem em Guangdong uma refinaria para 200 mil barris diários ao preço de 9 bilhões de dólares (45 mil dólares por barril), quase metade do custo da refinaria no Nordeste.

Em Port Arthur (Texas), a Aramco e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell gastaram 10 bilhões de dólares por uma refinaria para 350 mil barris/dia, o que também equivale a um terço do valor em Pernambuco.

Em nível mundial, refinarias novas para o processamento de petróleo pesado estão custando "no máximo" 38 a 45 mil dólares por barril, segundo um consultor de refino dos EUA que trabalhou em refinarias da América do Norte, Oriente Médio, América Latina e Ásia.

Esse consultor, que pediu anonimato, considerou "exorbitante" o preço da refinaria nordestina, mesmo levando em conta os atrasos habituais em projetos na América Latina. Uma refinaria semelhante da Ecopetrol na Colômbia teve um a dois anos de atraso e um aumento de quase 50 por cento no preço, mas mesmo assim não chegou a custar 35 mil dólares por barril/dia, o que ainda é menos da metade da Rnest.

No fim das contas, a refinaria de Pasadena tem uma boa chance de dar lucro, ao passo que a Rnest provavelmente nunca cobrirá seus custos.

As refinarias na costa norte-americana do Golfo do México, onde fica Pasadena, geralmente lucram cerca de 10 dólares por barril refinado, segundo Margolin, da Cowan and Company, e Alen Good, analista de ações de empresas de petróleo e refino na Morningstar, em Chicago.

Se a Petrobras conseguir reproduzir essa margem de lucro em Pernambuco, levará mais de 20 anos para cobrir os custos da refinaria. No entanto, a divisão de refino da Petrobras perdeu quase 11 dólares por barril refinado no Brasil em 2013 e quase 16 dólares por barril em 2012, segundo o balanço de 2013.

Com base no desembolso de 1,2 bilhão de dólares, a Petrobras provavelmente conseguiria reaver o investimento de Pasadena em cinco anos, segundo Good.

Isso pode se dever mais à sorte do que a um investimento inteligente. Quando a compra foi aprovada, em 2006, a Petrobras estava procurando formas de refinar seu petróleo nos EUA, pois havia a expectativa de que esse país passaria a comprar mais petróleo bruto do Brasil.

Desde então, o boom do petróleo de xisto nos EUA aumentou a demanda pelo refino de petróleo, tornando mais valiosas as refinarias na costa do Golfo.

A cifra de 1,2 bilhão de dólares também pode representar um valor superestimado em relação ao verdadeiro custo de Pasadena, já que o total incluía 595 milhões de dólares em outros itens, como uma parte do estoque de petróleo da empresa Astra já presente na unidade, além de multas e taxas legais. Good e Margolin disseram que esses custos deveriam ser excluídos da avaliação da refinaria.

Quando isso é feito, chega-se ao valor de 486 milhões de dólares pela refinaria propriamente dita, ou 4.860 dólares por barril --valor que pode ser recuperado em um ano de operação a plena capacidade. Ainda para efeito de comparação, 18 vezes menos que a Rnest.

"Faz pouco sentido se comover com Pasadena quando você considera o que a Petrobras está pagando mais pela capacidade de refino no Brasil", disse Good. "Com esses preços, faz mais sentido para a Petrobras comprar refinarias nos EUA do que construí-las no Brasil."

Gabrielli também questionou a cifra de 1,2 bilhão de dólares, alegando que na verdade a refinaria texana custou menos de 500 milhões de dólares.

GASOLINA POLÍTICA

Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, de São Paulo, disse que os investigadores deveriam se voltar muito mais para a Rnest do que para Pasadena.

"Todas as refinarias da Petrobras são, de alguma forma, fora da norma, e tenho poucas dúvidas de que, se uma CPI for realmente instalada, isso vai aparecer muito claramente", disse ele. "Houve uma séria má gestão."

A refinaria Rnest surgiu de um acordo entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela.

A ideia inicial era que a unidade recebesse 60 por cento do petróleo do Brasil e 40 por cento da Venezuela, numa demonstração de amizade internacional e como forma de impulsionar a indústria regional.

Mas para lidar com petróleo venezuelano, que é mais pesado e com poluentes tóxicos do que o produto brasileiro, a Petrobras precisava de duas linhas de refino separadas, e por isso foi preciso acrescentar instalações adicionais.

Funcionários do governo já alertaram aos críticos de Pasadena que uma investigação mais ampla poderá respingar sobre eles próprios. Pernambuco, afinal, é um Estado que já foi governado por Eduardo Campos, ex-aliado e hoje rival eleitoral de Dilma.

"A investigação sobre Pasadena deve continuar, mas Pasadena é apenas a ponta do iceberg", disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, uma consultoria energética com sede no Rio.

Assis Ribeiro

- 2014-04-12 14:55:43

Poucos jornalistas tem a

Poucos jornalistas tem a coragem de escrever um texto tão denso, preciso e certeiro

Isso é para os que são levianamente chamados de "Polianas"

A eles dedico

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que veem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os veem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam"

 

Raí

- 2014-04-12 14:52:45

Estaríamos numa República hipócrita ?
Se levarmos ao pé da letra, as palavras do Nassif(o pior é que ele tem razão) vamos verificar, que estamos vivendo numa democracia sem representatividade num parlamento desmoralizado, por CPIs, que vão do nada ao lugar nenhum, e que a cada CPI criada e arquivada(para atender a todos) vamos caminhando para o fim do pôço, e perdendo a confiança no Poder Legislativo. Haveria retôrno ?

Raí

- 2014-04-12 14:52:34

Estaríamos numa República hipócrita ?
Se levarmos ao pé da letra, as palavras do Nassif(o pior é que ele tem razão) vamos verificar, que estamos vivendo numa democracia sem representatividade num parlamento desmoralizado, por CPIs, que vão do nada ao lugar nenhum, e que a cada CPI criada e arquivada(para atender a todos) vamos caminhando para o fim do pôço, e perdendo a confiança no Poder Legislativo. Haveria retôrno ?

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