Por ruyacquaviva
Comentário ao post “A lógica econômica dos rolezinhos“
Pode ser que tenha uma parte da esquerda que esteja vendo ativismo político nos tais rolezinhos, mas certamente não é ninguém de meu relacionamento.
O que eu ví foi pessoas de esquerda preocupadas com a questão da discriminação utilizada na abordagem dos shoppings para “enfrentar” a questão desses eventos e principalmente a anuência da justiça para esse tipo de ação discriminatória.
A questão para as pessoas de esquerda que eu conheço é a discriminação, não em relação aos rolezinhos em si, mas em relação à seleção de quem pode e quem não pode adentrar aos shoppings.
Eu não gosto de shoppings, não frequento e aconselho as pessoas que eu conheço a não frequentar. Também não tenho nada a ver com rolês, pequenos ou grandes. A questão é que os estabelecimentos abertos ao público não podem segregar seus clientes nem impedir o acesso usando critérios de classe social, raça, credo religioso, etc, conforme defiido na Constituição. A justiça dar aval a uma ação flagrantemente inconstitucional, que afronta os mais básicos principios de igualdade da República, é um fato extremamente preocupante.
Essa atitude dos shoppings, principalmente a partir do momento que um juiz toma a atitude absurda de permitir a discriminação, gerou protestos e OS PROTESTOS (e não os rolezinhos) são sim atos de ativismo político.
Pessoalmente acho que os shoppings estão tomando uma atitude burra provocada por puro preconceito. Os jovens que participam desses eventos são clientes dos shoppings e são bastante consumistas. Havia (e ainda há) um espaço enorme para os shoppings aproveitarem tais rolezinhos para ações de marketing, estimulando os jovens a consumir e levando-os a estimular o consumismo dos demais clientes. Esses jovens não são os clientes tradicionais dos shoppings. São da nova classe média que ascendeu recentemente um patamar de consumo que os permitem superar as barreiras urbanisticas e arquitetônics criadas pelos shoppings para restringir o acesso para as classes sociais com menor poder aquisitivo. MAs são clientes e poderiam gerar um bom aumento de lucro aos comerciantes. São jovens que querem aderir ao sistema e não ativistas políticos, muito menos criminosos. Excessos são comuns em encontros de jovens, então os shoppings teriam que reforçar a segurança de forma discreta, o que implica em custos maiores, porém esses custos podem ser recompensados pelo consumo dos jovens e pela transformação de um evento que poderia espantar clientes em um atrativo a mais.
Faltou senso de oportunidade, visão comercial e capacidade de adaptação a novas realidades. Sobrou preconceito, truculência e burrice.
walter araujo
24 de janeiro de 2014 6:02 pmEspero que os gerentes de
Espero que os gerentes de marketing desses shoppings leiam
o seu post e, na impossibilidade, pelo menos o último parágrafo.
Após, desse limão façam excelente limonada para servir a rolezeiros e
donos de lojas. Aliás, estes últimos, para aumentar a frequência,
poderiam até distribuir senhas numeradas nas comunidades para
sorteios mis.
Fulvia
24 de janeiro de 2014 6:07 pm(Sem título)
Carlos FM
24 de janeiro de 2014 7:12 pmA propaganda é mesmo a alma do negócio
O problema é que os shoppings realmente acreditam em suas propagandas, nas quais descrevem uma classe média brasileira toda branca, loira, magra e vestida em tons pastel. Aí, quando a realidade multicolorida bate às suas portas, pensam que “essa gente bronzeada” é alienígena. Aqui em Uberaba, estão construindo um cujos cartazes certamente fizeram o “casting” dos modelos na Dinamarca; só estou esperando o dia da inauguração para ver se os sonhos arianos dos proprietários vão se realizar. (Só que não.)
leonidas
24 de janeiro de 2014 9:35 pmEu nao sei o tipo de shopping
Eu nao sei o tipo de shopping que voce costuma freguentar mas nos que eu tenho tido oportunidade de conhecer vejo inumeros rostos que etao la e sempre estiveram e só foram barrados apos adotar comportamento vanda-lo
Logo nao ha razoabilidade nenhuma nas suas consideraçoes quando o assunto pretenda ser realista…
leonidas
24 de janeiro de 2014 7:48 pmTexto simplistaNão ha
Texto simplista
Não ha preconceito algum por parte dos shoppings contra os bardeneiros
Tanto que eles ja estiveram inumeras vezes nos mesmos shoppings
O que o Shopping nao aceita é que na condiçao de grupo eles queiram determinar a agenda do local e obstruir o acesso de pedestres e automoveis
Para nao falar da gritaria e correiria dentro de um espaço destinado a compras
Essa palhaçada que neste texto é representada com louvor nao tem nada de protesto
E apenas baderna de gente folgada que se acha no direito de coibir o sossego alheio
Tornar vagabundo em representante do povo só pode vir mesmo de uma mente obscurecida pela politicalha mais rasteira que tem na tutelação dos pobres seu compromisso numero um.
Para esses hipocritas ser pobre é sinonimo de nao saber se comportar
Achar que o shopping seja racista ou totalitario no trato com um bando de gente com objetivo em comum é o mesmo que achar que a policia seja autoritaria ao controlar o deslocamente de torcidas organizada
Oras qualquer bando é um risco em potencial à ordem publica ainda mais quando esse bando é composto de pessoas inimputaveis e ja de amplo historico de baderna e vandalismo
E so ver os videos de bailes funks na perifieria para saber qual é o objetivo
Mas esse tipo de texto é um monumento falacioso , e tem como objetivo romancear a realidade para que faça sentido os dellirios de gente supostamente democrata e preocupada com o bem estar de pobre
Por fim democracia nao é anarquia [e o o imperio da lei, nao é so feita de direitos e sim tambem de DEVERES
Nao podemos entrar no mercado sem camisa , questao de bom senso e pedir isso nao é ser totalitario é apenas manter um ambiente social saudavel…
wagner aparecido nogueira
24 de janeiro de 2014 9:00 pmA QUESTÃO…..ROLEZINHOS
A presunção de alguns certamente é a condenação de outros. O QUE FALTA, agora que apareceu esta realidade, os rolezinhos, é uma ARQUITETURA PLANEJADA para esse conceito. Se o espaço do shopping objetivar esse público com corredores generosos e ambientes mais espaçosos, talvez se resolva sem conflito, pois não há conflito, o que há é uma presunção de conflito o que leva a uma atitude de proteção. O inverso, baseado no texto, é uma oportunidade, até para se elevar as vendas. AGORA, se você quer tirar o maior proveito do espaço comercial sem oferecer corredores e espaços mais generosos, ficará sujeito a não poder captar novas oportunidades, pois, se tem que haver espaço nos estacionamentos para carrros, o que se pode falar de espaço nos corredores para quem não tem carro, mas tem poder de compra?
Paulo Gurgel Carlos da Silva
25 de janeiro de 2014 12:54 pmPor falar em rolezinho
De Gal Costa a Mamonas Assassinas, passando por Aviões do Forró e alguns MCs, a música brasileira está tinindo de rolês, rolés e rolezinhos. No site Vagalume, que reúne mais de 700 mil letras de músicas em português, rolê ou rolé aparece em 554 canções e rolezinho em, até agora, 13 canções. Divulga estes números o Ricardo Senra, da Folha, o qual também nos traz à memória a profética “Chopis Centis”, dos Mamonas:
“Esse tal “Chopis Centis / É muicho legalzinho / Pra levar as namoradas / E dar uns rolezinho”.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/01/festina-lente.html