Luiz Paulo Vellozo Lucas é um dos grandes quadros revelados pelo setor público brasileiros nos anos 80. Em meu “Os Cabeças de Planilha” relato vários episódios relevantes para o país, que contaram com sua participação. Depois, foi prefeito de Vitória, inovador, um turbilhão de novas ideias. Quando ele e outros companheiros tentaram salvar o Espirito Santo do crime organizado, foram abandonados à própria sorte por FHC.
Finalmente foi indicado para presidir o Instituto Teotônio Villela, o think tank do PSDB. Poderia ter surgido ali a renovação das ideias do partido, que se perdeu na falta de projetos e de vontade política da era FHC.
Mas, aí, houve a ascensão de Serra e Luiz Paulo entrou no clima terrível, rancoroso, sufocante irradiado pelo candidato. Em vez do pensador, Luiz Paulo tornou-se um templário radical, indo contra sua própria natureza.
Agora, com o fim da era Serra no plano federal, ocorre a volta de Luiz Paulo para o boa política. Provavelmente será eleito prefeito de Vitória. O resgate de Luiz Paulo será um dos bons momentos das próximas eleições, bom para a política e para o municipalismo brasileiro.
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