5 de junho de 2026

Cerco ao Supremo: Aliança entre mídia, Centrão e extrema-direita mira Moraes para desestabilizar o País

Movimento reedita táticas da Lava Jato e utiliza embate contra as emendas Pix como combustível para um novo projeto de caos
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil
Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

O STF, com o ministro Alexandre de Moraes, está no centro de tensões políticas que podem levar a impeachments.

Lideranças da extrema-direita planejam CPI e pedido de impeachment contra Moraes após reportagem sobre Banco Master.

A ofensiva mira também Flávio Dino e o Centrão, com a extrema-direita buscando desestabilizar instituições democráticas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O cenário político brasileiro vive uma escalada de tensão que coloca o Supremo Tribunal Federal (STF), na figura do ministro Alexandre de Moraes, no centro da construção de uma tempestade perfeita que mira o caos no País. Segundo o cientista político e analista Pedro Costa Junior, o que se observa hoje não é um fato isolado, mas a articulação de um movimento que guarda semelhanças perigosas com os períodos do Mensalão e da Operação Lava Jato e que pode levar ao impeachment de autoridades.

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Nesta segunda (22), lideranças da extrema-direita no Congresso anunciaram que devem aproveitar o recesso parlamentar para organizar a instauração de uma CPI sobre o caso do Banco Master e o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A investida ocorre após a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, divulgar uma matéria onde afirma que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para supostamente interceder em favor da instituição. O ministro divulgou nota negando as informações.

Para Costa Junior, há tempos o Brasil atravessa “guerras híbridas” que visam a destruição de qualquer projeto nacional. Nesse tabuleiro, os papéis estão bem definidos: enquanto o presidente Lula se estabeleceu como a “figura amada”, Alexandre de Moraes ocupa o posto da “figura temida” na concepção maquiavélica de poder. É sobre esse binômio que a extrema-direita concentra seus ataques mais ferozes e visa construir uma narrativa para viabilizar seu retorno em 2026.

O analista alerta que a ofensiva ganhou corpo com a matéria de Malu Gaspar e outros posicionamentos de colunistas tradicionais da grande mídia. “Hoje Merval Pereira pede o impeachment de Moraes. É um movimento muito parecido com o que vimos no passado”, afirma Costa Junior, destacando que, embora abusos institucionais e questões éticas devam ser investigados — como propõe o ministro Edson Fachin através de um novo código de ética para o STF —, o uso político dessas pautas pela extrema-direita indica algo mais profundo, mais articulado, que visa o caos e a deterioração das instituições democráticas.

A análise aponta que o verdadeiro gatilho para a atual crise não são apenas as decisões de Moraes, mas a atuação de Flávio Dino no STF. Ao enfrentar as “emendas Pix”, Dino tocou no nervo exposto da governabilidade e nos interesses financeiros do Centrão.

“Quando o STF enfrenta interesses do Centrão, há um movimento coordenado que se intensifica. Se você desestabiliza a última frente de luta pelas instituições, você cria o ambiente de caos onde a extrema-direita prospera”, explica o cientista político.

A Estratégia do Caos

Segundo Pedro Costa Junior, a extrema-direita não possui força para agir sozinha. Ela depende de uma tríade que envolve o apoio do Centro (Centrão) e a ressonância de setores da mídia. O objetivo seria descredibilizar autoridades para minar a confiança nas instituições democráticas, repetindo a fórmula que levou ao colapso político da última década.

A reação do sistema é vista como uma resposta a uma série de movimentos do campo democrático e do próprio Judiciário. Dino deve ser o próximo a entrar na mira pelo combate às emendas pix. O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, deu sua contribuição ao limitar as prerrogativas do Senado no que tange o processo de impeachment de ministros do Supremo. Por fim, a retomada das ruas pelo povo, após 10 anos de domínio da direita, culminando em vitória na questão da anistia aos golpistas de 8 de Janeiro, também tem contribuído para tensionar o conflito com a extrema-direita.

Horizonte Eleitoral

Com a proximidade das celebrações do 8 de Janeiro e a chegada do ano eleitoral, o analista prevê que a pressão irá aumentar. “O coro está armado. Muitos colunistas estão embalando isso aí e a coisa vai apertar”, vaticina.

Para o analista, o momento exige denúncia imediata. O que está em jogo não é apenas a permanência de um ministro em sua cadeira, mas a manutenção da estabilidade democrática frente a uma nova tentativa de asfixia institucional por forças que se alimentam da desordem.

A análise de Pedro Costa Junior, que também é apresentador de programas no canal TVGGN, no Youtube, foi transmitida ao vivo durante o programa TVGGN 20 Horas, apresentado pelo jornalistas Lourdes Nassif e Ícaro Brum, na noite de segunda (22). Pedro Costa também analisou as investidas dos Estados Unidos contra a Venezuela, entre outros temas. Assista abaixo:

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3 Comentários
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  1. Jicxjo

    23 de dezembro de 2025 2:12 pm

    The Centrão Strikes Back. Será que a Globo também tinha muita grana em títulos do Master?

  2. AMBAR

    23 de dezembro de 2025 2:46 pm

    Certíssimo. As instituições deverão mostrar sua musculatura imediatamente , antes que a oposição se sinta suficientemente empoderada. O STF, a PF, o MPF, agora juntos e em sintonia já poderiam dar uma mostra de intimidação aos opositores em pontos estratégicos. A comunicação do governo também tem responsabilidade nisso. Uma coisa que tem chamado a atenção é o quanto a mídia se incomoda com Alexandre Moraes, é como se ele fosse o único ministro do STF e fizesse “justiça” sozinho. Não há nenhum outro, o supremo é dele. Assim sendo, ele poderia ir para trás dos bastidores. Num instantinho os ânimos se esfriariam. Até encontrarem um outro oponente para culpar, a oposição poderia se ver momentaneamente desarmada. A direita precisa de um Judas pra malhar. O Golbery do Couto e Silva, inimigo do povo sempre , militar e eminência parda do governo democrático desde antes da ditadura, sempre agiu atrás dos panos sem nunca ser incomodado. Governos progressistas têm muito o que aprender com esse tipo de inimigo, e principalmente agora, que vamos enfrentar conflitos não só internos mas externos também.

  3. Rogério Marques

    24 de dezembro de 2025 1:02 am

    Boa noite.

    Apenas lembrando: o lavajatismo é sobrinho-neto da campanha do “mar de lama”, que levou Vargas ao suicídio – o que adiou por 10 anos o golpe civil-militar de 1964.

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