Após um ano de derrota, Bolsonaro medirá o bolsonarismo neste domingo

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Com o primeiro ano do governo Lula chegando ao final, Jair Bolsonaro quer sondar quanto apoio ainda é capaz de mobilizar.

Foto: Reprodução/Redes

Com o primeiro ano do governo Lula chegando ao final, Jair Bolsonaro quer sondar quanto apoio ainda é capaz de mobilizar. O palco será a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (26), aonde está sendo preparado um ato bolsonarista.

A convocação foi feita pelo pastor Silas Malafaia, nesta terça-feira, em vídeo divulgado nas redes sociais, com o mote da defesa dos presos dos atos golpistas de 8 de janeiro.

A decisão de preparar o ato foi após um dos detentos, Cleriston Pereira, morrer de infarto fulminante, nesta segunda (20), no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O líder evangélico disse que o protesto será em memória do bolsonarista e em “defesa do estado democrático de direito e dos direitos humanos”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro encontrou na manifestação o termômetro que precisava para medir quanto apoio ainda é capaz de mover, passados 11 meses de sua derrota e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em vídeo gravado e divulgado junto a apoiadores, na tarde desta quinta (23), Bolsonaro diz apoiar o ato e convoca seus seguidores. “Eu apoio”, diz ele, ao lado de Malafaia e os parlamentares bolsonaristas senador Magno Malta (PL-ES), os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE).

O líder evangélico Silas Malafaia é investigado em um mesmo inquérito de Jair Bolsonaro e parlamentares sobre ameaças ao Estado Democrático, assim como os denunciados dos atos de 8 de janeiro, com a invasão à praça dos Três Poderes, tentativa de intervenção militar para a derrubada de Lula e a destruição dos patrimônios públicos.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

2 Comentários

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  1. Ou o Brasil começa a discutir o papel dessas supostas igrejas evangélicas e seus “pastores” na política, ou estaremos em um caminho sem volta.
    Esses picaretas tem acesso livre à ignorância e ao desespero de milhões de desvalidos psicológicos e produzem milhares de zumbis. Quantos presos no dia 08/01 foram incentivados e orientados dentro dessas “igrejas”? Esses picaretas já compraram canais de TV, jornais, partidos políticos e ainda tem imunidade tributária e religiosa. Nada disso é religião. Isso tudo é um grande negócio, isento de imposto e de fiscalização. É preciso reagir ou vamos nos transformar em um estado neopentescostal aos moldes do estado islâmico.

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