Antes de deixar a Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL) teria conversado, por meio de uma ligação telefônica, com o então chefe da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gome sobre a liberação das joias sauditas.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, fontes com conhecimento sobre o episódio confirmaram que o telefonema ocorreu em dezembro passado. Este é “o primeiro indicativo de participação direta do então presidente da República na tentativa de liberação do material avaliado em R$ 16,5 milhões”, destacou a reportagem.
No entanto, apesar da confirmação da ligação, esses relatos apresentam contradições sobre quem teria tido a iniciativa da ligação e também sobre o teor da conversa.
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Em uma das versões, afirmaram que foi Vieira Gomes quem ligou para Bolsonaro. Na ocasião, o ex-chefe da Receita teria informado a existência das joias apreendidas no Aeroporto de Guarulhos. Neste caso, o ex-presidente não teria conhecimento das joias até a ligação.
Contudo, vale ressaltar, que o conjunto milionário foi apreendido em outubro de 2021 e desde então documentos apontam que ministros de Bolsonaro passaram a atuar para recuperar o material.
Já a outra versão sobre o telefonema, afirmou que foi Bolsonaro quem ligou para Vieira Gomes, após o seu homem de confiança, o coronel Mauro Cid, ter feito um telefonema inicial pedindo uma apuração sobre a existência de joias apreendidas pela Receita.
Tal ligação telefônica contradiz a versão do ex-presidente sobre o caso. Neste final de semana, Bolsonaro afirmou que não tinha conhecimento sobre os suposto presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro, apreendido na alfândega de Guarulhos (SP), em outubro de 2021.
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Rui
10 de março de 2023 8:14 amO Suino tava doidinho prá gerenciar as pedras preciosas. Takei, não foi dessa vez.
Fábio Fábio de Oliveira Ribeiro
11 de março de 2023 3:02 pmAlgumas pessoas influentes estão dizendo que a situação do capitão genocida ficou complicada. Na verdade o que se complicou foi a noção que o Brasil tem de justiça. Os genocídios pandemico e Yanomami são crimes muito mais graves cometidos por Bolsonaro. Mas todo mundo se limita a exigir a prisão dele por causa de um punhado de jóias, como se as vidas de centenas de milhares de brasileiros tivessem menos valor.