A eleição de Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil em 2018 recebeu uma “inconfidência sugestiva”, nas palavras do articulista Jânio de Freitas, com o ex-conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, John Bolton, afirmando que “já ajudou a planejar golpes de estado, não aqui, mas, você sabe, em outros lugares”.
Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Freitas lembra que duas articulações golpistas ocorreram na América Latina até a demissão de Bolton, em setembro de 2019, sendo uma delas na Bolívia.
Freitas aponta “inúmeras denúncias de interferência americana na conturbação do país”, assim como a atuação “fraudulenta” da OEA (Organização dos Estados Americanos), com o secretário-geral da entidade, o paraguaio Luiz Almagro, sendo responsável por articular “a alegada observação e as conclusões golpistas da OEA”.
No caso brasileiro, Bolton veio ao país antes mesmo da posse de Bolsonaro para uma conversa a portas fechadas com o presidente eleito no Rio de Janeiro. Até hoje não se sabe o tema da reunião, realizada a portas fechadas e testemunhada apenas por um tradutor.
Outros pontos que levantam questionamentos foram as diversas viagens do então juiz Sergio Moro aos EUA no auge da Lava-Jato, além da descoberta de ao menos 16 procuradores e promotores norte-americanos que vieram ao país a título de colaboração com a operação.
“Achar que John Bolton, alegados procuradores e promotores americanos, Trump, Bolsonaro, Lava Jato e trapaças judiciais, juiz declarado “sem imparcialidade e suspeito”, Sergio Moro e Deltan Dallagnol, se vistos como partes de um conjunto, formam mera teoria da conspiração, é coisa de impostor ou merece perdão”, ressalta o articulista.
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