10 de junho de 2026

Boulos lidera em SP, mas Nunes é quem venceria Marçal no 2º turno, mostra Atlas Intel

A pesquisa divulgada hoje mostra que Pablo Marçal bateu Nunes e garantia o segundo lugar nas eleições. Segundo turno traz riscos
Foto: Divulgação

Apesar do expressivo avanço do candidato Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, ultrapassando o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), o candidato Guilherme Boulos (PSOL) continua na liderança é o que detém a maioria das intenções de votos nas eleições da capital paulista.

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O cenário foi exposto pela pesquisa Atlas Intel, divulgada nesta quarta-feira (11). Boulos aparece com 28% das intenções de voto, a maior quantidade. Em seguida, Marçal detém 24,4%, e em terceiro Nunes aparece com 20,1%.

No limite da margem de erro, Boulos estaria empatado com Marçal na liderança e, em seguida, Marçal também empataria com Nunes.

Os dados mostram que, em comparação a 20 de agosto, data do último levantamento, Guilherme Boulos se manteve estável na liderança da disputa eleitoral, e Pablo Marçal cresceu 8,4 pontos percentuais: 3 semanas atrás, ele detinha 16% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Nunes caiu quase 2 pontos percentuais.

O levantamento traz instabilidade para os três primeiros colocados na disputa. Isso porque, à medida que as eleições vão se aproximando, os demais candidatos vão perdendo votos para eleitores que devem se concentrar entre os líderes do confronto.

Depois de Nunes, Tabata Amaral (PSB) apresenta 10,7%; José Luiz Datena (PSDB) tem 7,3% e Marina Helena (NOVO), 4,7%. Seguindo o perfil, os eleitores de Tabata podem se manter estáveis na cadidata ou migrar para Guilherme Boulos ou Ricardo Nunes. Já os eleitores dos dois últimos – Datena e Marina Helena – podem angariar votos para Marçal.

A pesquisa Atlas Intel tampouco traz segurança sobre os resultados de um segundo turno. Caso a disputa seja entre Boulos e Marçal, o levantamento mostra possível empate técnico, com 44,1% para o candidato do PSOL e 43,2% para o empresário.

Já com o atual prefeito garantindo a vaga do segundo turno, ele venceria Boulos ou Marçal, com maior diferença para este último confronte: 45,7% para Nunes contra 38,5% para Boulos, e 48,2% para Nunes contra 29,2% para Marçal.

A pesquisa ouviu 2.200 pessoas entre os dias 5 e 10 de setembro, por meio do Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. UelsouoJotadooglobocerebral

    11 de setembro de 2024 5:10 pm

    Como Tabata se elegeu dizendo q é da perferia e aonde morava ng conhecia ela ou viu um panfleto sequer dela?Agora tá com 10 por cento huuun sei!!!Segundo pesquisa do o UEL e o Globo cerebtal ela não tem tudo isso não !!!

  2. Carlos Lima

    12 de setembro de 2024 12:33 am

    Nassif, isso, era notório, equação matemática, tanto do Lula quanto do Boulos em opiniões e atitudes ideológicas, foram erradas e não captou eleitorado de centro direita, fez foi afastar a base que nas horas cruciais faz a diferença, estão todos desmobilizados, a questão venezuelana foi e é um grande erro, a questão previdenciária, era um expectativa de muitos trabalhadores e pessoas acima de 60 anos, sem mercado de trabalho, e nem se aposentam, mesmo tendo contribuído a vida inteira, em um dos maiores roubos da história do Brasil, o STF, lavou às mãos, e o atual governo que já devia ter revogado essas reformas, finge que não é com ele, é incapaz de ver o caos que é a vida dessas pessoas que humilhantemente viram dependentes de outros ou viram mendigos, ouvindo blá blá blá, de preferência em fila, andar de ônibus sem dinheiro e etc. Aí está o passivo que desmobilizou a base.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de setembro de 2024 6:50 am

    Boulinhos paz e amor não funcionou. Pablo Marçal guerra verbal ganhará a eleição. A esquerda segue apostando em fórmulas antigas e menosprezando a radicalização da população por algoritimos que favorecem discursos absurdos e radicais. Curiosamente, quando o PT nasceu os discursos dos petistas eram considerados absurdos e radicais demais pela imprensa. Portanto, os petistas precisam recordar sua própria origem ao invez de se deixar derrotar por uma direita que se apropriar do modo de ser antigo do PT.

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