5 de junho de 2026

Brasil negocia acordo agrícola na OMC

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Jornal GGN – Os países membros da OMC aprovaram um acordo agrícola no qual países industrializados vão eliminar imediatamente os subsídios à exportação de produtos agrícolas. O acordo foi negociado entre o G5 ­( Estados Unidos, União Europeia, Brasil, China e India)­, e aceito pelos demais membros da OMC.

Negociadores de diferentes regiões disseram ao Valor Econômico que o Brasil foi uma peça fundamental nas negociações.”Nós devemos a você isso”, disse a ministra das Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohamed, agradecendo ao diretor­ geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevedo.

Um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, o Brasil ficou satisfeito com o acordo.

Do Valor Econômico

OMC faz acordo agrícola e consegue evitar novo fiasco

Por Assis Moreira

 Nairobi – (Atualizada às 16h12) Os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) aprovaram um acordo agrícola que tem sua importância, sobretudo para evitar uma nova crise forte no sistema multilateral de comércio.

Pelo acordo, duramente negociado, os países industrializados vão eliminar os subsídios à exportação de produtos agrícolas imediatamente. Haverá exceção para Suíca, Canadá e Noruega, os que no momento mais concedem esse tipo de subsídio, com mais prazo para acabar essa prática considerada uma das que mais distorcem o comércio agrícola global. Para os países em desenvolvimento, o prazo será até 2018. Os subsídios para marketing e transporte nas exportações agrícolas, que beneficiam por exemplo a Índia, vão ser eliminados ao final de 2023.

O volume atualmente de subsídios à exportação agrícola é pequeno, mas os EUA conseguem dar inclusive de modo disfarçado de ajuda alimentar, que agora será ligeiramente mais controlado.

Negociação

O acordo foi negociado entre o G.5 ­ Estados Unidos, União Europeia, Brasil, China e India ­, e aceito pelo resto dos membros da OMC.

Um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, o Brasil ficou satisfeito com o acordo. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, retornou ao Brasil imediatamente para seguir para a cúpula do Mercosul, em Assunção.

Negociadores de diferentes regiões dizem que o Brasil foi uma peça­chave para arrancar um compromisso agrícola. ”Nós devemos a você isso”, disse a ministra das Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohamed, agradecendo ao diretor­geral da OMC; o brasileiro Roberto Azevedo.

Um pequeno pacote tambem foi aprovado para ajudar países mais pobres do planeta.

O acordo agrícola prevê outras medidas, que negociadores estão tentando colocar num texto final para submeter a todas as delegações.

Doha

Sobre o futuro da Rodada Doha, os países continuaram sem se entender. Na prática, a rodada está morta.

O professor Carlos Braga, de economia internacional do IMD; de Lausanne, e presente em Nairobi, afirmou: “O Artigo 30 da declaração ministerial é um exemplo de ambiguidade diplomática. Reconhece, porém, que alguns membros da OMC não estão dispostos a reafirmar o mandato de Doha. Na teoria isto significa que há apoio para a continuidade das negociações, particularmente, entre países em desenvolvimento. Na prática, que Doha é na melhor das hipóteses um ‘zombie’, já que membros importantes como os EUA não estão dispostos a aceitar a continuidade dos mandatos negociados desde 2001”.

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