11 de junho de 2026

Caso MEC escancara estrutura paraestatal, lembra Weiller Diniz

Em entrevista, jornalista lembra que acesso à verba era facilitado por conta de tráfico de influência – e que Ribeiro deixou claro em igreja
Prédio do Ministério da Educação. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O caso envolvendo o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os pastores lobistas Gilmar Santos e Arilton Moura escancara uma estrutura parestatal vigente no governo de Jair Bolsonaro.

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“Toda aquela questão de acesso a verba pública era facilitada em função de um privilégio, de um tráfico de influência que esses pastores, que o próprio ex-ministro da Educação chegou a confessar em um púlpito que ele imaginava secreto e viera a público, que era uma demanda do Presidente da República”, lembra o jornalista e assessor Weiller Diniz.

Em conversa com os jornalistas Luis Nassif e Marcelo Auler na TV GGN 20 horas, Diniz aponta ainda a manifestação do delegado que coordena o inquérito e do próprio Ministério Público Federal (MPF) no sentido de que existir a intenção de blindar a investigação.

“Além de tudo que foi exibido e demonstrado nesse contexto da questão do MEC, que o Bolsonaro ainda insiste em tentar fazer a PF da sua Gestapo, mas mostra também de outro lado que parte da corporação reage a isso”, afirma Weller Diniz.

“Existem vários elementos gravíssimos de delegados do Ministério Público, de conversas mostrando que houve uma tentativa de instrumentalização e de blindagem desse inquérito. Ou seja, é impossível politicamente você conter um CPI dessa magnitude, dessa gravidade”.

Mantra governista: o segredo

De acordo com Diniz, um dos mais religiosos e fundamentais mantras para o governo Bolsonaro é o secretismo. “Tudo que ameaça, tudo que representa algum tipo de problema é colocado imediatamente sob o sigilo sepulcral de 100, 15, 20 anos”.

Entre os sigilos colocados pelo governo federal estão os contratos da Covaxin e da AstraZeneca, além da própria carteirinha de vacinação do presidente Jair Bolsonaro.

“O segredo é a máxima desse Estado, a máxima desse governo aliado a alguns outros elementos que não é apenas os seletos que dificultam o acesso”, diz Weiller Diniz.

Veja mais a respeito do assunto na íntegra da TV GGN 20 horas. Clique abaixo e confira!

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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