5 de junho de 2026

Chile mobiliza milhões nas ruas contra a Previdência privada

Miles de chilenos marcharon este domingo en Valparaíso en una gigantesca manifestación convocada en rechazo al sistema privado de pensiones que se mantiene como herencia de la dictadura de Augusto Pinochet.
 
Jornal GGN – Manifestações contra o sistema de Previdência privada no Chile tomaram conta das ruas do país, neste domingo (26). Desde as 11h da manhã, a população protestou contra os fundos de pensão, as chamadas AFP, que desde a ditadura do general Pinochet está nas mãos de empresas privadas e que se alimenta de, pelo menos, metade das arrecadações.
 
O protesto foi convocado pelo movimento Coordenação Não+AFP e mobilizou no mínimo 2 milhões de manifestantes, segundo as estimativas oficiais. Na capital chilena, Santiago, o protesto reuniu diferentes públicos, entre militantes, cidadãos comuns e famílias nas ruas da cidade, desde a manhã de domingo.
 
A campanha Não+AFP com o objetivo de chamar a população a retirar a afiliação de algumas empresas administradoras dos fundos (Provida e Cuprum) teve início em outubro do ano passado e já promoveu quatro grandes manifestações, incluindo a deste domingo. O dirigente do movimento, Luis Mesina, destacou que o fim destas duas empresas se aproxima.
 
“Com essas ações, golpearemos o coração do sistema e avançamos em direção ao nosso objetivo final, que é acabar com as AFP e instalar um sistema público de pensões, solidário e para todos os chilenos”, disse Mesina. Segundo a representante da Nã+AFP, Carolina Espinosa, a marcha deste domingo foi “a maior da história”.
 
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Acompanhe algumas fotografias que registraram os atos, reproduzidas pela Telesur:
 
Las AFP administran los fondos de pensiones de unos 10 millones de trabajadores, entregando pensiones bajísimas a sus afiliados, muy lejos de su promesa de retribuir el 70 por ciento del último salario.
 
Los manifestantes piden la extinción del Sistema de Capitalización Individual, que entrega la administración de los fondos acumulados por los trabajadores a las privadas Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP).
 
En Santiago, miles de familias marcharon por la céntrica avenida Alameda para exigir el fin de las llamadas Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP).
 
 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. Antonio Carlos Silva - RJ

    27 de março de 2017 3:37 pm

    Percebam o quanto o povo brasileiro encontra-se alienado :

     1) Vinte milhões de chilenos nas ruas protestando contra o cruel sistema previdenciário 

    Chile =   20.000.000 hab 

    2) Menos de dois milhões de brasileiros foram às ruas contra a criminosa reforma da previdência instituída por um grupo de ladravazes  

    Brasil = 200.000.000 hab

    Que desgraça a mídia brasileira fez com o cerebro dos brasileiros ?

     

     

    1. rdmaestri

      27 de março de 2017 6:34 pm

      Bem pior do que a mobilização brasileira é o comentário!

      Primeiro: O governo pseudo socialista do atual PS chileno não tem modificado nada disto, deixa correr e fica no discurso da corrupção de determinados fundos e não contra o sistema.

      Segundo: A mobilização histórica do povo chileno era até Allendre muito  superior a do povo brasileiro.

      Terceiro: Com a fortíssima repressão do governo Pinocet ele conseguiu além de se manter no poder, ganhar os corações e mentes dos chilenos, tranformando-os num povo que mesmo depois da sua derrubada ainda o temia, repeitava o ditador assassino e pior acreditavam muitos no sucesso do neo-liberalismo.

      Quarto: Precisou as pessoas começaram a morrer de fome para começar os protestos, isto num país que a fome já estava afastada há décadas.

      Quinto: Existem amplos setores da pequena burguesia chilena que acredita no neo-liberalismo, e acham que estão somente numa pequena crise conjuntural.

      Sexto: O chileno pequeno burguês é tão ou mais nojento que o brasileiro, pois além de nojentos são militaristas e NAZISTAS (mesmo, não o que chamamos de nazistas aqui no Brasil é nazista de suástica e tudo, o mito é um liberal perto deles).

      Sétimo: Apesar da imensa crise social que leva a aposentadoria por capitalização, eles ainda acreditam no sistema, logo para mim que explodam.

      1. João de Paiva

        27 de março de 2017 4:30 pm

        Resposta matadora

        Caro rogério Mastri,

        Eu ia postar um comentário crítico em relação ao leitor que desqualificou os brasileiros, enaltecendo os chilenos em relação à capcidade de se mobilizar. Mas depois dessa resposta sua nada mais é preciso dizer.

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