
Jornal GGN – Manifestações contra o sistema de Previdência privada no Chile tomaram conta das ruas do país, neste domingo (26). Desde as 11h da manhã, a população protestou contra os fundos de pensão, as chamadas AFP, que desde a ditadura do general Pinochet está nas mãos de empresas privadas e que se alimenta de, pelo menos, metade das arrecadações.
O protesto foi convocado pelo movimento Coordenação Não+AFP e mobilizou no mínimo 2 milhões de manifestantes, segundo as estimativas oficiais. Na capital chilena, Santiago, o protesto reuniu diferentes públicos, entre militantes, cidadãos comuns e famílias nas ruas da cidade, desde a manhã de domingo.
A campanha Não+AFP com o objetivo de chamar a população a retirar a afiliação de algumas empresas administradoras dos fundos (Provida e Cuprum) teve início em outubro do ano passado e já promoveu quatro grandes manifestações, incluindo a deste domingo. O dirigente do movimento, Luis Mesina, destacou que o fim destas duas empresas se aproxima.
“Com essas ações, golpearemos o coração do sistema e avançamos em direção ao nosso objetivo final, que é acabar com as AFP e instalar um sistema público de pensões, solidário e para todos os chilenos”, disse Mesina. Segundo a representante da Nã+AFP, Carolina Espinosa, a marcha deste domingo foi “a maior da história”.
Acompanhe algumas fotografias que registraram os atos, reproduzidas pela Telesur:




Antonio Carlos Silva - RJ
27 de março de 2017 3:37 pmPercebam o quanto o povo brasileiro encontra-se alienado :
1) Vinte milhões de chilenos nas ruas protestando contra o cruel sistema previdenciário
Chile = 20.000.000 hab
2) Menos de dois milhões de brasileiros foram às ruas contra a criminosa reforma da previdência instituída por um grupo de ladravazes
Brasil = 200.000.000 hab
Que desgraça a mídia brasileira fez com o cerebro dos brasileiros ?
rdmaestri
27 de março de 2017 6:34 pmBem pior do que a mobilização brasileira é o comentário!
Primeiro: O governo pseudo socialista do atual PS chileno não tem modificado nada disto, deixa correr e fica no discurso da corrupção de determinados fundos e não contra o sistema.
Segundo: A mobilização histórica do povo chileno era até Allendre muito superior a do povo brasileiro.
Terceiro: Com a fortíssima repressão do governo Pinocet ele conseguiu além de se manter no poder, ganhar os corações e mentes dos chilenos, tranformando-os num povo que mesmo depois da sua derrubada ainda o temia, repeitava o ditador assassino e pior acreditavam muitos no sucesso do neo-liberalismo.
Quarto: Precisou as pessoas começaram a morrer de fome para começar os protestos, isto num país que a fome já estava afastada há décadas.
Quinto: Existem amplos setores da pequena burguesia chilena que acredita no neo-liberalismo, e acham que estão somente numa pequena crise conjuntural.
Sexto: O chileno pequeno burguês é tão ou mais nojento que o brasileiro, pois além de nojentos são militaristas e NAZISTAS (mesmo, não o que chamamos de nazistas aqui no Brasil é nazista de suástica e tudo, o mito é um liberal perto deles).
Sétimo: Apesar da imensa crise social que leva a aposentadoria por capitalização, eles ainda acreditam no sistema, logo para mim que explodam.
João de Paiva
27 de março de 2017 4:30 pmResposta matadora
Caro rogério Mastri,
Eu ia postar um comentário crítico em relação ao leitor que desqualificou os brasileiros, enaltecendo os chilenos em relação à capcidade de se mobilizar. Mas depois dessa resposta sua nada mais é preciso dizer.