O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, informou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que não disputará uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A desistência ocorre em meio ao agravamento do cenário judicial de Castro, após novas revelações sobre conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que reforçaram a pressão interna no partido para que ele abandonasse a corrida eleitoral.
Castro havia sido anunciado como pré-candidato ao Senado ainda em fevereiro, como parte da chapa do PL no Rio de Janeiro, que tinha o senador Flávio Bolsonaro como principal nome. Desde o início, porém, a viabilidade da candidatura estava atrelada à situação jurídica do ex-governador.
Ele respondia a processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder nas eleições de 2022, ação que resultou em condenação e declaração de inelegibilidade. Mesmo assim, manteve a pré-candidatura por algum tempo. Nos bastidores, dirigentes do PL já avaliavam que as sucessivas investigações e operações da Polícia Federal tornavam sua permanência na disputa politicamente insustentável.
Pagamentos investigados
As investigações da PF apontam que Castro e Vorcaro se encontraram em maio de 2023 durante um evento em Nova York. Logo após o encontro, o então governador enviou ao banqueiro uma mensagem dizendo: “Amigo, foi uma experiência incrível.”
Os registros indicam que, pouco antes da mensagem, Vorcaro efetuou um pagamento de US$ 13.313, cerca de R$ 66 mil, no restaurante Nusr-Et, conhecido pelos preços elevados.
Um ano depois, em 2024, os dois voltaram ao mesmo restaurante. Em conversa, Castro pergunta pelo nome do estabelecimento e Vorcaro orienta sobre a escolha de pratos sofisticados, incluindo cortes de carne cobertos com folhas de ouro, que podem custar até US$ 2 mil.
A PF também identificou que Vorcaro pediu a um interlocutor que incluísse o nome de Castro em uma reserva e confirmou o pagamento das despesas do grupo.
Como desdobramento das investigações, a Polícia Federal realizou nesta semana uma operação de busca e apreensão na cobertura onde Castro reside, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
Defesas
A defesa de Cláudio Castro informou que está analisando o material reunido pela investigação e que apresentará esclarecimentos ao STF, sustentando que não houve irregularidade em sua conduta. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar.
O Rioprevidência, por sua vez, declarou que não há risco para o pagamento de aposentados e pensionistas e que adota medidas para recuperar recursos aplicados em fundos ligados ao Banco Master.
*Com informações do g1.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
31 de maio de 2026 8:39 amEsse mané foi cassado, portanto, ele não poderia desistir de ser candidato.
Na verdade ele se tornou inelegível e não poderia se candidatar.
E para piorar a situação, o PL condeceu a Cláudio Castro um salário de 38 mil reais.
Desde quando o dinheiro do Fundo Partidário pode ser utilizado para criar esse tipo de privilégio?
Chega de vagabundagem premiada, porra.