22 de maio de 2026

Congresso conclui votação do Orçamento de 2026 e confirma salário mínimo de R$ 1.621

Texto aprovado pelo Congresso prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões e amplia espaço para emendas parlamentares
Congresso por Antônio Cruz - Agência Brasil

Congresso aprovou Orçamento de 2026 com R$ 6,5 tri em despesas, agora segue para sanção presidencial.
R$ 1,8 tri para refinanciamento da dívida; R$ 61 bi em emendas parlamentares, maioria impositivas.
Salário mínimo será R$ 1.621; fundo eleitoral terá R$ 5 bi; superávit primário projetado de R$ 34,3 bi.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026, que prevê R$ 6,5 trilhões em despesas totais. O texto segue agora para sanção presidencial e consolida as principais diretrizes fiscais do próximo ano, em meio a disputas políticas sobre gastos, emendas parlamentares e regras do arcabouço fiscal.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do total aprovado, cerca de R$ 1,8 trilhão está destinado ao refinanciamento da dívida pública, enquanto o restante cobre despesas obrigatórias e discricionárias do governo federal. O relatório foi apresentado pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) e aprovado em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

O Orçamento de 2026 projeta um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, mas, pelas regras fiscais em vigor, o governo poderá cumprir a meta mesmo com resultado zero. O texto também abriu uma margem fiscal de R$ 13,8 bilhões, após a exclusão de parte dos precatórios do limite de gastos.

Entre os principais pontos, o Orçamento confirma o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, com impacto direto sobre benefícios previdenciários e assistenciais. Também reserva cerca de R$ 5 bilhões para o fundo eleitoral, valor que deverá financiar as campanhas municipais e gerais subsequentes.

Um dos temas mais sensíveis da votação foi o volume de recursos destinados às emendas parlamentares, que somam aproximadamente R$ 61 bilhões no próximo ano. Desse total, a maior parte corresponde a emendas impositivas, de execução obrigatória pelo Executivo.

A votação ocorreu após semanas de negociação entre líderes partidários, governo e relator, em um cenário de pressão por mais recursos para investimentos e programas sociais, ao mesmo tempo em que o Executivo tenta manter o controle das contas públicas dentro das regras do novo arcabouço fiscal.

Parlamentares da base governista defenderam o texto como um equilíbrio possível entre responsabilidade fiscal e capacidade de investimento, enquanto setores da oposição criticaram o aumento do volume de emendas e os gastos previstos para o fundo eleitoral.

(Com Agência Câmara de Notícias, UOL e O Globo)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados