5 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro crava vitória de Trump e tenta capitalizar atentado

Deputado relembrou, outra vez, o atentado sofrido pelo pai em 2018, atribuiu a facada ao PSOL e afirmou que Trump fala o que muitos gostariam de dize
Agência Brasil

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou o atentado sofrido pelo candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump para garantir a vitória do republicano e também tentou promover a família a partir do incidente. 

No X, o também conhecido como 03 disse que Trump já está eleito. “Acredite em mim: ele já está eleito. Temos experiência com uma situação como esta, conhecemos o inimigo – e você também”, publicou em inglês.

O deputado federal afirmou ainda que “Trump fala o que uma multidão censurada gostaria de dizer, algo que os jornais deveria (sic) fazer também”.

Eduardo, claro, não podia deixar de trazer à tona, novamente, a facada que Jair Bolsonaro (PL) recebeu durante um comício em 2018, ano em que foi eleito presidente.

Outras percepções

Ex-presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho postou no X que está nos EUA e que, no momento, a emoção tomou conta o país. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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4 Comentários
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  1. DOUGLAS BARRETO DA MATA

    14 de julho de 2024 10:42 am

    Atirou no que viu, acertou no que não viu…

    Na década de 50 do século passado, um episódio semelhante ao atentado a Trump na Pensilvânia aconteceu na política brasileira.

    Homens que estavam a mando de Gregório Fortunato, chefe da guarda presidencial de Getúlio Vargas, tentaram matar o líder mais estridente da oposição, Carlos Lacerda, e não só falharam, como mataram o segurança do “Corvo”, como era conhecido Lacerda.

    Lacerda foi atingido no pé, mas a morte do Major Vaz levou Vargas a dizer a seguinte frase: “Esse tiro me acertou pelas costas”.

    Depois do trágico evento, Vargas foi acossado pela chamada “República do Galeão”, um enclave golpista que assumiu para si a investigação do assassinato, e a oposição, aí incluindo Lacerda, explorou como pode o desgaste do Presidente, que jurou que de nada sabia.

    É possível, mas o fato é que tudo acabou com o suicídio do acuado Vargas.

    Essa introdução serve apenas para ilustrar o momento histórico que presenciamos no atentado estadunidense.

    A despeito da tradição dos EUA em matar ou tentar matar presidentes, os tiros disparados ontem, ao que tudo indica, por um jovem de 20 anos, a partir de um M16 (AR 15) acabaram por atingir o já cambaleante Joe Biden.

    São fortes as imagens de Trump saindo do local, punho em riste, emulando seu sacrifício a turba ensandecida, como se estivesse em um espetáculo, “fight” (lutem, ou luta) repetia o candidato atingido.

    É disso que se trata.

    Naquele átimo de segundo, enquanto os agentes do serviço secreto se amontoavam sobre ele, Trump teve sua revelação, e previu: esse pedaço de orelha é meu passaporte para a Casa Branca.

    Impressionante também a cumplicidade dos agentes, que, ao contrário do padrão de conduta nesses casos, deixaram o alvo bem exposto, mesmo ainda sem saberem se havia outro atirador posicionado em outro lugar.

    A imagem de uma agente loira, 20 cm mais baixa que o alvo, tentando colocar os braços na frente do gigante laranja foi de pasmar.

    Tudo isso reforça a imagem da indestrutibilidade e total falta de prudência do candidato, que projeta um destemor e virilidade caras ao imaginário estadunidense, que vai do Far West até os justiceiros dos comics books e do cinema.

    Atônitos, os líderes de outros países, adversários políticos, enfim, todos que têm, direta ou indiretamente, algo a ver com o que vai acontecer nos EUA, ou seja, o mundo todo, encaixam sua hipocrisia, dizendo os mesmos adjetivos de sempre: “inaceitável”, “monstruosidade”, ou frases feitas, tipo, “não há lugar para esse tipo de violência”.

    Não, isso é mentira, tanto há espaço que aconteceu.

    A receita de violência verbal de extrema direita, pouco controle de armas, ou nenhum controle, histórico de atuação militar dos EUA, em suma, o caldo de cultura do confronto fermentado ao longo dos séculos da História dão contornos exatos ao que aconteceu.

    Por outro lado, apesar das manifestações de pesar e de espanto, não há como ignorar que o mundo seria bem melhor se figuras como Trump não tivessem a chance de disputar (e ganhar) a Presidência dos EUA, e pudesse encaminhar o mundo para becos sem saída, inclusive o nuclear.

    Desejar a morte dele, e lamentar a péssima pontaria do atirador?

    Não, por óbvio não, até porque, de nada adiantará.

    O problema da política atual não reside em nomes, embora ela revele (a política) seus piores humores com figuras desse tipo, como Zelensky, Trump, Bolsonaro, Le Pen, etc.

    A questão não é a existência física de Trump ou de Hitler, embora a História também se faça através desses agentes, claro.

    Há detalhes pessoais que mudam tudo, é certo.

    Esta foi a brilhante idéia de estudantes alemães que criaram um polêmico vídeo, como proposta de propaganda da Mercedes Benz, veja aqui:

    https://br.video.search.yahoo.com/search/video?fr=mcafee&ei=UTF-8&p=propagando+mercedes+hitler&type=E210BR826G0#id=3&vid=4db979da2ed19a2215920e4b7666a057&action=click

    O problema são os contingentes históricos, isto é, a realidade histórica que nos trouxe até esse lugar, ou pior dizendo, não-lugar.

    O poder político e a política se divorciaram do fazer (político), como disse Bauman, e tanto à direita, quanto à esquerda, a representatividade e capacidade de intervenção dos agentes políticos na realidade parece confinada em ambiente virtual, que reproduz uma guerra de costumes e culturais, enquanto as sócio reproduções do modelo econômico são controladas por enormes conglomerados financeiro-digitais.

    Se antes, a noção de democracia no capitalismo era uma distração (ler Ellen Meiskins Wood), mas que, de certa forma, organizou as instituições necessárias ao funcionamento, ainda que mais ou menos precário das sociedades (a depender de que parte do planeta estavam instaladas essas superestruturas), hoje, parece que tal fio condutor se desprendeu completamente, opondo personagens políticos que nada simbolizam, ou, não conseguem mais conectar suas bases de apoio às verdadeiras demandas desses estratos sociais.

    Então, lá vamos nós, se a vida imita a arte:

    “Respeitável público”, ou no caso de Trump: “You are fired”…

    1. joão negreiros

      14 de julho de 2024 4:47 pm

      texto seria bom se vc tivesse mencionado um genocida carniceiro chamado Putin. como pode alguém levar a sério seus argumentos sem vc citá-lo?
      patética e assassina sua peleguice.

      1. Palestina Livre

        15 de julho de 2024 11:57 pm

        Como vc ousa citar Putin sem citar Mileikowsky o polones supremacista ladrao e genocida mais conhecido como Bibi Netanyahu e sua trupe de nazistas.. faça-nos o favor!!

  2. Edison

    14 de julho de 2024 10:44 am

    É Trump querendo usar a tática de Bolsonaro da facada.
    Quem duvida que ele é capaz disso?

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