O ano de 2026 terá diversas disputas eleitorais com possíveis impactos geopolíticos, com as votações nos Estados Unidos, Brasil, Israel, Hungria e Peru testando líderes estabelecidos em meio a crises econômicas e tensões internacionais.
Tais embates revelam polarizações domésticas que ecoam no cenário geopolítico, influenciando alianças como OTAN, BRICS e UE em um ano sem grandes cúpulas.
Veja abaixo algumas das disputas mais importantes do ano.
Brasil: Lula busca legado
Presidenciais e legislativas em outubro colocam Lula contra bolsonaristas como Flávio Bolsonaro, com o Senado como prioridade para esquerda e direita.
Doméstico: Inflação, corrupção e reformas fiscais polarizam eleitores.
Geopolítico: Vitória de Lula reforça BRICS e Mercosul; revés fragiliza Lula no G20.
EUA: Midterms trumpistas
Legislativas em novembro desafiam maiorias republicanas, com Trump promovendo gerrymandering para travar oposição.
Doméstico: Agenda protecionista enfrenta resistências judiciais e econômicas. Geopolítico: Resultado define apoio à OTAN e rivalidade com China, sob presidência Trump.
Israel: Netanyahu no fio da navalha
Legislativas em 2026 projetam Likud com 27-34 cadeiras, mas coalizão instável após conflitos em Gaza.
Doméstico: Protestos por reformas judiciais e segurança erodem apoio.
Geopolítico: Pleito molda alinhamento com EUA de Trump e negociações com Arábia Saudita.
Hungria: Orbán x oposição
Parlamentares testam Viktor Orbán após 15 anos, com Fidesz em 40-47% contra Péter Magyar.
Doméstico: Corrupção e recessão alimentam descontentamento.
Geopolítico: Derrota acelera sanções da UE; vitória fortalece bloco iliberal com Polônia.
Peru: Saída da crise
Gerais em 12 de abril sucedem seis presidentes em seis anos, com Dina Boluarte neutra em meio a violência.
Doméstico: Narcotráfico e protestos demandam estabilidade.
Geopolítico: Novo governo impacta integração andina e relações com Brasil e Chile.
Deixe um comentário