Apesar dos desmontes sociais e econômicos, as restrições e cortes em programas sociais, Jair Bolsonaro fez o contrário de toda a sua gestão nos dias prévios às eleições e distribuiu recursos livremente aos mais pobres, com objetivos meramente eleitorais.
Uma dessas medidas foi o consignado do Auxílio Brasil, um empréstimo cedido pela Caixa Econômica e outros bancos atrelados ao governo oferecido aos beneficiários do programa. No segundo turno, para tentar derrubar Lula, Bolsonaro liberou R$ 9,5 bilhões de empréstimos a 3,5 milhões de beneficiários.
Na prática, se no primeiro turno os beneficiários do Auxílio Brasil geraram R$ 12,8 bilhões do governo, no segundo o montante foi para 21,1 milhões, ou seja, quase o dobro.
Há denúncias de que os valores chegaram a ser aprovados, mas não foram pagos após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições 2022.
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Os números foram obtidas por reportagem do Uol pela Lei de Acesso à Informação (LAI) junto ao Ministério da Cidadania. Segundo o levantamento, R$ 9,5 bilhões foram entregues no período de 22 dias, entre 10 de outubro e 1º de novembro. Os milhões de brasileiros que precisaram pedir o empréstimo corresponderam a 1 de cada 6 beneficiários do Auxílio Brasil.
A medida eleitoral de Jair Bolsonaro foi tomada em julho, por meio de medida provisória, e os créditos só começaram a ser liberados após o primeiro turno.
Após a derrota do mandatário, a Caixa Econômica – banco estatal e principal financiador do programa e dos empréstimos – mudou as regras e derrubou o consignado do Auxílio.
Edson do Bairro
9 de dezembro de 2022 6:32 pmO des-gra-ça-do não soube nem disfarçar que agiu de má fé.
Edson do Bairro
9 de dezembro de 2022 6:32 pmO des-gra-ça-do não soube nem disfarçar que agiu de má fé.