
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (4), do lançamento do programa Gás do Povo, que prevê a gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) para 15,5 milhões de famílias brasileiras, benefício que deve impactar diretamente cerca de 50 milhões de pessoas.
Para ter direito à retirada de gás gratuitamente, a família deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), além de renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759). Terão prioridade no novo programa as famílias que recebem Bolsa Família, cuja renda per capita não ultrapassa o valor de R$ 218.
A distribuição dos botijões de gás está prevista para 30 de outubro.
“Um botijão desse sai da Petrobras, com 13 quilos de gás, a R$ 37. Ele chega em muitos lugares a R$ 150, R$ 140, a R$ 130. É um absurdo a diferença entre o preço da Petrobras e o preço que o gás chega”, afirmou Lula.
Mais que ampliar o alcance do Auxílio Gás, que atende 5,4 milhões de famílias, Lula estima ainda que o Gás do Povo vai chegar a 17 milhões de famílias em todo o país.
As famílias beneficiadas, então, poderão retirar os botijões gratuitamente em 58 mil postos espalhados pelo país, apresentando o aplicativo ou o cartão do programa, QR code impresso, retirado em lotéricas ou agências da Caixa, e o cartão do Bolsa Família.
O benefício varia de acordo com o número de integrantes da família. Aquelas que têm dois integrantes terão direito a até três botijões por ano. As compostas por três integrantes podem receber até quatro botijões. Já as que possuem mais de quatro integrantes terão direito a até seis botijões por ano.
Caberá ao beneficiário apenas o pagamento do frete, caso opte por receber o botijão em casa.
Ao longo do discurso, Lula lembrou um episódio da infância em que teve de lidar com a falta de gás. Na ocasião, aos 12 anos, sua mãe lhe deu 50 centavos para que fosse à casa do tio, pedir cinco cruzeiros, que seriam usados para comprar o botijão.
Criança, Lula se perdeu no caminho e teve de contar com a solidariedade do cobrador para voltar para casa. Ao chegar e anunciar que tinha se perdido, viu a mãe chorar.
O presidente reafirmou, ainda, que governa para as pessoas mais pobres, uma vez que “o Brasil tem dinheiro, o que falta é tratar o povo com dignidade”.
Por fim, a primeira-dama, Janja Silva, agradeceu ao governo federal pela iniciativa que impacta, especialmente, mães solo de todo o país. “Atrás de cada botijão de gás tem uma mãe de família ralando na cozinha para alimentar os filhos. A gente não vai mais precisar ver crianças morrendo por causa de fogão improvisado com álcool”, finalizou.
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