
O segundo dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados no Supremo Tribunal Federal, realizado nesta quarta-feira (03/09) foi marcado pelas sustentações orais das defesas dos quatro últimos réus, incluindo o próprio Bolsonaro, na ação penal que apura um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Em linhas gerais, o segundo dia evidenciou o embate entre defesa e acusação, com críticas à condução do processo e aos elementos probatórios, enquanto o STF manteve sua postura de cautela e segurança durante um julgamento considerado histórico.
Principais acontecimentos
A sessão ocorreu apenas pela manhã e terminou por volta das 12h53, com falas dos advogados de defesa de Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Todos os advogados atacaram a falta de provas e contestaram as delações e provas apresentadas pela acusação, pedindo a absolvição de seus clientes.
- O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, argumentou que não há provas que liguem o ex-presidente diretamente ao planejamento do golpe e pediu sua absolvição; também questionou a confiabilidade da delação de Mauro Cid.
- A defesa de Braga Netto apontou supostas inconsistências nos depoimentos do delator e dos outros envolvidos, alegando que não há evidências concretas que comprovem participação no plano golpista.
- O advogado de Augusto Heleno alegou afastamento do general das decisões do governo ainda durante o mandato e negou envolvimento em atividades ilegais, refutando a denúncia de espionagem pela Abin.
- O advogado de Paulo Sérgio Nogueira, único réu presente, negou envolvimento dele na trama golpista e afirmou que o ex-ministro tentou, inclusive, dissuadir Bolsonaro de tomar medidas excepcionais.
Segurança e clima em Brasília
O STF manteve esquema de segurança reforçado, com uso de cães farejadores e varredura por drones, mas não houve registro de grandes protestos nas imediações.
Pequenos grupos de apoiadores e opositores de Bolsonaro se concentraram em frente à residência do ex-presidente, onde houve discussões, mas sem maiores incidentes.
Próximos passos
Com a finalização das sustentações das defesas, o julgamento foi suspenso e será retomado na semana seguinte, quando o relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentará seu voto, seguido pelos demais ministros da Primeira Turma.
São necessários três votos para definir a condenação ou a absolvição dos réus.
Rui Ribeiro
4 de setembro de 2025 9:00 amDefesa diz que pena de 30 anos “não seria razoável”.
Então de quanto tempo seria razoável a pena? 27,5 anos? 29 anos e 7 dias?
Aponta qual o tempo de pena razoável
Rui Ribeiro
4 de setembro de 2025 10:06 am“Ninguém vai dar golpe com um general da reserva e meia dúzia de oficiais. Da minha parte nunca houve discussão de golpe”. – Bolsonaro
Foi a insuficiência de golpistas ou foi a iniciativa do Paulo Sérgio que demoveu o Ratonaro de medidas extrema?
Rui Ribeiro
4 de setembro de 2025 10:32 amCid e Paulo Sérgio rasgaram a chita. Ei, San Franciscano, me lembrei de ti com a expressão “rasgar a chita”. Kd tu, Criatura?
Rui Ribeiro
4 de setembro de 2025 11:26 am$ilas Malacheia faz críticas a pastores que não o apoiam e diz que, se for preso, ‘será a maior covardia’.
O $ilas Malacheia quer apenas os bônus do Cristianismo, recusando os ônus respectivos.
Olha as palavras de Jesus Cristo, $r. $ilas Cafetaia:
“Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.
“Lembrem-se daquilo que vos disse: nenhum servo é maior que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos hão de perseguir. E se eles fizeram tão pouco caso da minha palavra, o mesmo vai acontecer convosco”.
Rui Ribeiro
4 de setembro de 2025 12:39 pm“Defesa de general joga Bolsorato no centro do golpe e enfurece aliados”.
“Defesa do general Paulo Sérgio rifa Bolsonaro, coloca ex-presidente no centro do golpe e enfurece aliados”.
Quem jogou o Bolsonaro no centro do golpe não foi a defesa do general, foi o próprio general, pois a defesa não age em nome próprio, ela recebe poderes do seu constituinte para, em seu nome e por sua conta, praticar atos ou administrar interesses.