O terceiro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior número de mulheres em ministérios da história do país.
Com isso, Lula bate o recorde do governo de Dilma Rousseff, que chegou a ter 10 ministras ao mesmo tempo.
Ao todo, o País teve 38 ministras desde a redemocratização. Agora, a lista chega ao total de 48.
“Eu estou feliz porque, nunca antes na história do Brasil, teve tantas mulheres ministras. Nunca antes. E estou feliz porque nunca antes na história do Brasil, tivemos uma indígena ministra dos Povos Indígenas“, disse Lula ao completar os anúncios de ministros nesta quinta-feira (29).
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Ontem, foram anunciados os 37 ministérios da gestão. A partir de segunda-feira, 2, serão 11 ministras no comando de pastas estratégicas e com orçamento significativo. Confira quem são elas:
Planejamento – Simone Tebet (MDB-MS)
A senadora Simone Tebet se destacou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, em 2021. Este ano foi a escolhida do MDB para disputar a Presidência da República e ocupou o terceiro lugar no primeiro turno das eleições.
No segundo turno, Tebet declarou apoio ao presidente eleito e em meio a aliança, a senadora passou a ser cotada para ocupar um ministério na nova gestão federal.
Meio ambiente – Marina Silva (Rede -AC)
Ex-senadora e deputada federal eleita, Marina Silva é conhecida por sua luta ambiental. Ela foi a 13ª Ministra do Meio Ambiente do Brasil, entre 2003 e 2008, durante os dois primeiros governos Lula. À época, apresentou resultados positivos, por exemplo, com a redução do desmatamento.
Povos Indígenas – Sônia Guajajara (PSOL-SP)
Liderança dos povos originários e deputada federal eleita por São Paulo, a futura ministra entrou para a lista de pessoas mais influentes da revista Time em 2022. Guajajara é a primeira índigena a assumir a pasta de direito do próprio povo.
Confira a entrevista de Guajajara ao GGN.
Ministério da Igualdade Racial – Anielle Franco (PT-RJ)
Ativista e irmã da vereadora assassinada Marielle Franco, Anielle Franco integrou a equipe de transição do governo na pasta de Mulheres.
Ela também é presidente do Instituto Marielle Franco, que preserva a memória da vereadora assassinada e reúne jovens e mulheres negras, da periferia e LGBTQIA+.
Ministério da Cultura – Margareth Menezes (Sem partido-BA)
Grande nome da música brasileira, a cantora Margareth Menezes integrou o grupo de transição da Cultura, para o qual foi convidada após criticar a ausência de negros nos trabalhos de avaliação do setor na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Esporte – Ana Moser (Sem partido-SP)
Medalhista olímpica de vôlei, Ana Moser e a primeira mulher da história a comandar a pasta. A ex-atleta, participou do grupo de transição do Esporte é uma das diretoras da organização “Atletas pelo Brasil”, iniciativa que luta por melhorias em modalidades esportivas e avanços sociais no país.
Ana Moser também criou o Instituto Esporte & Educação (IEE), em 2001, que já atendeu a 6 milhões de crianças e jovens e capacitou mais de 55 mil professores e educadores pelo Brasil.
Ministério da Ciência e Tecnologia – Luciana Santos (PCdoB-PE)
Luciana Santos é presidente nacional do PCdoB e vice-governadora de. Ela será a primeira mulher e pessoa negra a ocupar a posição no ministério de forma efetiva.
A engenheira foi eleita deputada federal por dois mandatos, entre 2011 e 2019. Integrou comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Desenvolvimento Urbano e de Cultura. Ela também doi secretária estadual em Pernambuco no governo de Eduardo Campos (PSB) de 2009 a 2010.
Ministério da Saúde – Nisia Trindade (Sem partido-RJ)
Nísia Trindade Lima é presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desde 2017 e será a primeira mulher a assumir o Ministério da Saúde.
Ela foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz (1998-2005), unidade da Fiocruz voltada para pesquisa e memória em ciências sociais, história e saúde. Participou da elaboração do Museu da Vida, da Fiocruz. Na Editora Fiocruz (2006-2011) atuou na implementação da Rede SciELO Livros. Além disso, foi vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz (2011-2016).
Turismo – Daniela Souza Carneiro (União Brasil-RJ )
Pedagoga, Daniela Moté de Souza Carneiro é mais conhecida como Daniela do Waguinho, em referência ao marido, Wagner dos Santos Carneiro, o atual prefeito de Belford Roxo.
Nas eleições de 2018 foi eleita para o cargo de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Em 2022, foi reeleita para seu segundo mandato, sendo a deputada mais votada.
Entre fevereiro de 2017 e março de 2018, foi secretária de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo.
Ministério da Gestão – Esther Dweck (PT-RJ)
Esther Dweck é economista e professora do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ela atuou no Ministério do Planejamento no governo Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. Foi chefe da Assessoria Econômica da pasta e depois secretária de Orçamento Federal.
Na transição, ela integrou o grupo de Planejamento, Orçamento e Gestão, ao lado do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa.
Ministério da Mulher – Cida Gonçalves (PT-M)
Especialista em gênero e violência contra a mulher. Cida Gonçalves integrou a equipe de transição das mulheres. Nos últimos anos atuou como consultora em políticas públicas para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Durante os dois primeiros mandatos de Lula e também na gestão Dilma Rousseff, Cida ocupou o cargo de secretária nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres. Ela também foi assessora da Coordenadoria à Mulher da Secretaria de Assistência Social, Cidadania e Trabalho do Mato Grosso do Sul em uma das gestões de Zeca do PT, no início dos anos 2000.
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AMBAR
30 de dezembro de 2022 3:08 pmEnfim, uma administração cidadã!