O ex-prefeito e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a campanha do adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez uso “oportunista” do tiroteio que interrompeu comício em Paraisópolis, na zona sul da capital de São Paulo, nesta segunda-feira (18).
“Eu vejo com muita preocupação [esse episódio]. Eu mesmo, às 13h, eu liguei para o Tarcísio, que me retornou seis horas depois. E ele me relatou descartar qualquer vinculação política. Então, eu acho que os bolsonaristas estão fazendo uso oportunista, o fato de já levar para a TV, de mudar [o perfil] na Wikipedia, já tornar o Tarcísio uma vítima de ataque político. Eu acho que revela uma pressa que já causa apreensão”, disse Haddad durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.
“Esse tipo de coisa coloca em risco a vida do Tarcísio e a minha. Porque quando você estimula esse tipo de compreensão do debate, você faz com que algumas pessoas… eu não ando com segurança armada, nem com segurança à paisana. Então, isso coloca em risco a vida dos candidatos, a partir do momento que você faz um alarde dessa natureza, de forma oportunista, para ganhar algum dividendo eleitoral”, completou Haddad.
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Ontem, Tarcísio chegou por volta de 10h30 para a inauguração de um polo universitário na comunidade de Paraisópolis. Cerca de uma hora depois, dezenas de tiros foram disparados do lado de fora do prédio.
No momento do tiroteio, Tarcísio estava no terceiro andar do prédio com integrantes do projeto. Um andar abaixo, estava a imprensa , que aguardava para uma entrevista coletiva.
Em meio ao episódio, o policial federal Danilo Campetti (Republicanos), que concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e estava na comitiva de Tarcísio, desceu do prédio armado.
Segundo a polícia, oito suspeitos participaram do tiroteio e houve confronto armado com a segurança da campanha e também com policiais militares.
Até o momento, a polícia identificou Felipe Silva de Lima, 27, como o suspeito morto na troca de tiros e Rafael de Almeida Araujo, que estava na garupa da moto de Lima.
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