IBGE: indústria cresce 0,3% em abril, mas acumula queda de 2,7% no ano

Produção está 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011; desemprego forte reflete no ritmo menor da demanda, aponta especialista

Produção da indústria extrativa cai 9,7% em abril e tem o quarto mês negativo no ano - Foto: Ricardo Teles/Vale

Jornal GGN – A produção industrial brasileira cresceu 0,3% em abril, na comparação com março, mês em que a produção no país recuou 1,3%. A informação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta terça-feira (4). Apesar do registro, nos quatro primeiros meses do ano, o setor ainda acumula queda de 2,7%.

Em comparação com abril do ano passado, a indústria caiu 3,9%. No geral, a produção está 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Das 26 atividades pesquisadas, 20 apresentaram crescimento, em abril, comparado ao mês de março. Esse foi o resultado de crescimento mais disseminado para o setor industrial desde junho de 2018, quando 22 das 26 atividades apresentaram alta. “Isso em um mês após a intensa queda promovida pela greve dos caminhoneiros. A indústria havia crescido 12,5% em junho do ano passado”, relembra André Macedo, gerente de pesquisa do IBGE.

Os setores que mais se destacaram no crescimento foram: veículos (7,1%); máquinas e equipamentos (8,3%); produtos químicos (5,2%) e alimentos (1,5%). Graças a eles, houve reversão do resultado negativo em relação a março.

“Veículos automotores vêm mostrando um comportamento de maior volatilidade, em função de uma demanda doméstica que não consegue acompanhar essa produção. Ainda há a crise na Argentina afetando as exportações desse setor, então se regula a produção para atender a demanda”, explica Macedo.

Três das quatro grandes categorias econômicas também influenciaram na ligeira alta de abril em relação a março: bens de consumo duráveis (3,4%); bens de capital (2,9%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,6%). Já o setor de bens intermediários (empregados na produção de outros bens intermediários ou de produtos finais) apresentou queda de 1,4%, a quarta seguida, acumulando -4,2% entre março e abril.

Macedo explica que a queda na indústria de transformação como um todo é reflexo do ritmo menor da demanda, ou seja, da compra de produtos pelo país devido “à taxa de desocupação do mercado de trabalho”, portanto ao elevado índice de desemprego.

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No dia 31 de maio, o IBGE divulgou resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mostrando que a taxa de desocupação (desemprego) passou de 12,0% para 12,5% entre os dois últimos trimestres, encerrado em abril. Em números, são 13,2 milhões de pessoas com idade economicamente ativa e a procura de emprego.

O levantamento revelou ainda um aumento recorde da população subutilizada na série histórica iniciada em 2012. A taxa de subutilização da força de trabalho refere-se à soma de pessoas desocupadas ou subocupadas (que trabalham menos de 40 horas semanas), portanto, todas àquelas disponíveis no mercado ou que não conseguem emprego.

Na soma total, são 24,9% de brasileiros (28 milhões) em todo país em situação de desemprego ou subocupação, impactando diretamente no ritmo da demanda de produtos e serviços.

Impactos de Brumadinho

A maior influência negativa do setor extrativo decorre do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro. O IBGE destaca que, por conta do desastre, a indústria extrativa caiu 9,7% e teve o quarto resultado negativo seguido na comparação com o mês de março. O acúmulo da queda foi de 25,7% no ano. Em relação a abril de 2018, o recuo foi de 24%.

Segundo Macedo, se o setor extrativo não fosse considerado na pesquisa, o crescimento na indústria geral seria de 1,2%. “Há um efeito de queda em sequência do setor por conta de Brumadinho, e isso vem trazendo impactos negativos na indústria como um todo”.

1 comentário

  1. Indústria? Que Indústria? No Golpe Civil Militar Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Fascista Esquerdopata de 1930, voltamos ao Império e ao Coronelato. Voltamos a ser Colônia. Como mostra a foto, retirar Minérios da terra para entregá-los à alguma Nação Estrangeira. A Sociedade era formada entre a Elite e a Escravidão. Tal Elite explorou de tal forma a Nação e a entregou covardemente, de tal forma, que os Britânicos que eram os Monopolistas no Comércio de Ouro, se tornaram Donos das Minas. Alguma semelhança com a foto, a extração de Minério de Ferro e as PRIVATARIAS entregando Economia, Empresas, Território e Soberania à alguma Nação Estrangeira?!!!! Elite e Escravidão numa farsante Redemocracia de Voto Obrigatório sem Nenhuma Representatividade !!! E Brasileiros dizem não entender o Atraso, a Miséria, o Analfabetismo, o Corporativismo, a Ditadura?!! 40 anos que apenas prolongaram o Caudilhismo Fascista Esquerdopata que se perpetuava desde 1930. Notáveis com a visão progressista, republicana, evoluída, liberal da 1.a República, República Paulista, como Monteiro Lobato, mesmo presos, perseguidos e ou deportados, ainda conseguiram preservar alguma coisa da Industrialização Brasileira em Empresas como a Petrobrás. O restante destes 88 anos foram apenas Parasitismo e Tragédia. Chegamos até aqui. Alguns dizem não entender. Pobre País Rico. Mas de muito fácil explicação.

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