5 de junho de 2026

Coreia do Norte ataca ilha sul-coreana

Do Estadão.com.br

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Coreia do Norte dispara contra ilha sul-coreana e viola armistício

Dois militares sul-coreanos morrem; Seul evita escalada de violência, mas não descarta resposta

23 de novembro de 2010 | 5h 38

estadão.com.br

Atualizado às 8h11

SEUL – O Exército da Coreia do Norte realizou nesta terça-feira, 23, uma série de disparos de artilharia em sua costa ocidental contra o território sul-coreano na zona fronteiriça do Mar Amarelo. Os disparos deixaram ao menos dois soldado sul-coreanos mortos e 17 militares e três civis feridos, informou a agência sul-coreana Yonhap. 

As autoridades sul-coreanas declararam que o ataque norte-coreano viola o armistício firmado entre as nações após a guerra na Península Coreana, em 1953. Além disso, o Ministro da Unificação de Seul disse que as negociações com a Cruz Vermelha, nas quais seriam discutidas as ajudas a Pyongyang, foram adiadas indefinidamente.

SeguSegundo fontes militares da Coreia do Sul, por volta das 14h24 da hora local (3h24 de Brasília) os norte-coreanos dispararam várias vezes, atingindo as águas da Coreia do Sul e a ilha sul-coreana de Yeongpyeong, onde vivem entre 1.200 e 1.300 habitantes. Segundo a agência, as pessoas estão aterrorizadas e evacuando a ilha. Entre 60 e 70 casas foram incendiadas por conta do bombardeio.

O Exército da Coreia do Sul respondeu com outra rajada de disparos contra a Coreia do Norte. Além disso, foi elevado o alerta na região após o ataque norte-coreano, disse o porta-voz do Estado Maior do Exército sul-coreano.

A ilha sul-coreana de Yeongpyeong fia próxima da linha que divide as águas das duas Coreias, no Mar Amarelo. Desta vez, porém, os disparos norte-coreanos alcançaram o local. O Exército verifica se há vitimas civis.

Os disparos norte-coreanos coincidem com manobras rotineiras das Forças Armadas sul-coreanas em águas próximas a essa ilha e com o aumento das críticas a Pyongyang pela suspeita de ter ampliado seu programa nuclear com o enriquecimento de urânio.

O aumento da tensão com o incidente levou o governo de Seul a considerar a evacuação dos sul-coreanos da zona industrial conjunta de Kaesong (Coreia do Norte), no que parece ser um dos ataques mais graves desde o afundamento, em março, da corveta sul-coreana Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes.

Seul quer evitar conflito

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, disse que está tentando evitar que o ataque norte-coreano torne-se uma escalada para um grande conflito entre os dois países vizinhos, reportou a agência de notícias Yonhap.

A televisão YTN reportou que Seul está em alerta para uma grande resposta, caso a Coreia do Norte continue com as provocações. O governo sul-coreano inclusive encaminhou para a região do conflito vários aviões de guerra F-16.

Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada com um armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.

Com informações das agências Efe, Reuters e Associated Press 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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