Militares gastam R$ 6 milhões simulando guerra na Amazônia

Segundo a reportagem, "os militares decidiram criar um campo de guerra em que um suposto país Vermelho invadiu um país Azul, sendo necessário expulsar os invasores."

Jornal GGN – O Exército brasileiro gastou ao menos R$ 6 milhões somente em combustíveis, horas de voo e transporte para realizar “jogos de guerra” na região da Amazônia. A ação, revelada pelo O Globo desta quarta (14), ocorreu em setembro passado, na semana em que Mike Pompeo visitou a fronteira do Brasil com a Venezuela e fez um discurso belicoso.

Segundo a reportagem, “os militares decidiram criar um campo de guerra em que um suposto país Vermelho invadiu um país Azul, sendo necessário expulsar os invasores.”

De acordo com as Forças Armadas, a operação foi inédita. Embora outras simulações tenham sido feitas no passado, nenhuma teve a mesma escala. O Ministério da Defesa não quis informar quanto gastou em toda a produção.

A chamada “Operação Amazônia” incluiu o lançamento de mísseis com alcance de 80 quilômetros, segundo o jornal. Cerca de 3,6 mil militares foram deslocados para a simulação nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas. Participaram as brigadas do Comando Militar da Amazônia, o grupo de artilharia de Rondonópolis (MT), o grupo de mísseis e foguetes de Formosa (GO), o comando de operações especiais de Goiânia, a brigada de artilharia antiaérea de Guarujá (SP) e a brigada de infantaria paraquedista do Rio.

Segundo o Comando Militar da Amazônia, “20 foguetes foram disparados pela artilharia do Exército no dia 15” de setembro. “O Exército diz que trabalha na elaboração de lançadores de foguetes com alcance de 300 quilômetros.” O projeto Astros terá em 2021 um orçamento de R$ 141 milhões para mísseis. Neste ano, a previsão é de R$ 120 milhões.

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