Missão evangélica aponta senador como ‘dono’ do DSEI yanomami

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Relatório da Missão Evangélica Caiuá ainda aponta ligação de autoridades com garimpo e desvio de medicamentos destinados aos indígenas

Relatório da Missão Evangélica Caiuá ainda aponta ligação de autoridades com garimpo, desvio de medicamentos destinados aos indígenas – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A missão evangélica que mais recebeu recursos do governo Jair Bolsonaro (PL) para atuar junto aos indígenas na Amazônia não apenas reconhece a influência política na administração dos recursos, como aponta a ligação de autoridades com os garimpeiros.

No dia 24 de janeiro, a Missão Evangélica Caiuá, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil e que recebeu R$ 872 milhões ao longo do governo Bolsonaro, elaborou um relatório onde lista uma série de denúncias creditadas a “colaboradores que não querem nem podem ser identificados, pois suas vidas estariam em risco”.

A primeira denúncia é que o DSEI – Distrito Sanitário Especial Indígena – é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por desvio de medicamentos por parte do coordenador.

“O coordenador é cargo político, e o dono da pasta da saúde indígena que controla o DSEI Yanomami, é o Senador Mecias de jesus (sic)”, afirma o documento, citando o senador do Republicanos.

Vale lembrar que Mecias e seu filho – o deputado Jhonatan de Jesus, escolhido como representante da Câmara no Tribunal de Contas da União – foram responsáveis pela escolha dos últimos gestores do distrito.

De acordo com a missão, “o próprio presidente do controle social tem envolvimento com o garimpo” e “existem relatos sobre a troca de medicamento por ouro”.

O documento também destaca os casos de desnutrição grave na região do Surucucu e em outras comunidades, e também a ocorrência de “casos de malária, verminoses, diarreia e doenças do trato respiratório, como pneumonia”, em todo o território.

Leia abaixo a íntegra do relatório elaborado pela Missão Evangélica Caiuá

7 Comentários

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  1. Que novidade , um grupo de corruptos usando a moralidade como fachada para enriquecimento . O bolso foi derrotado , mas a corrupçao e a impunidade continuam no pais . Vai dar em nada, comm semrpe

  2. O espantoso é que o bozo tanto promoveu, fabricou e comprou o anti-malárico cloroquina para covid, que “faltou” para combater a malária dos indígenas.

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