11 de junho de 2026

Moraes telefonou para Lancellotti e mostrou apoio e solidariedade

Moraes teria dito ao padre que irá verificar as informações sobre a CPI na Câmara de São Paulo
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manifestou apoio ao padre Júlio Lancellotti, que foi colocado como alvo de uma CPI da Câmara Municipal de São Paulo.

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Lancellotti narrou em entrevista à CNN que Moraes teria dito que estava “juntando informações” sobre essa possível Comissão Parlamentar de Inquérito e que iria conversar com o presidente da Câmara, vereador Milton Leite (União-SP), sobre isso.

“Ontem à noite, o ministro Alexandre de Moraes me ligou, eu fiquei muito sensibilizado com essa ligação. Ele manifestou solidariedade, apoio, porque eu conheço o ministro Alexandre de Moraes há mais de 30 anos, desde o seu trabalho aqui em São Paulo, na Secretaria da Justiça e na Segurança Pública”, disse.

“Ele disse que está juntando todas as informações e, para isso também, ia conversar com o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, que manifestava apoio e solidariedade e, naquilo que fosse necessário, que nós o acionássemos”, completou o padre.

O diálogo do ministro com o presidente da Câmara Municipal, segundo Lancellotti, era para “entender como é que está funcionando, porque se fala da CPI, mas ela é uma proposta, ela não está nem ainda votada no colégio de líderes e nem no plenário”.

O sacerdote também afirmou que as CPIs são legítimas, mas que ele não pertence a nenhuma organização, ONGs ou OSC, e que o seu trabalho está submetido à Arquidiose de São Paulo.

Nesta quinta, a Arquidiocese emitiu nota, afirmando estar “perplexa” com a possibilidade de uma CPI contra o padre. “Padre Júlio não é parlamentar”, disse a entidade religiosa. “Perguntamo-nos, por quais motivos se pretende promover uma CPI contra um sacerdote que trabalha com os pobres, justamente no início de um ano eleitoral?”.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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