Luiz Moreira, que acompanhou processo como observador internacional, afirma: “A imagem do que ocorre na Venezuela é profundamente distorcida pela mídia internacional”. (Foto: Agência Câmara)

do Sul21
Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista
por Marco Weissheimer
Há um consenso tanto no Direito quanto na Ciência Política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação pelo poder político originário de uma Assembleia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressa previsão que permite ao presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. A avaliação é do professor universitário, doutor em Direito Constitucional e integrante do Conselho Nacional do Ministério Público entre 2009 e 2015, Luiz Moreira, que foi um dos 47 observadores internacionais que acompanharam a eleição constituinte realizada no dia 30 de julho, quando os venezuelanos foram às urnas para escolher 545 membros de uma Assembléia Constituinte, que serão encarregados de formular uma nova Constituição para o país.
Em entrevista ao Sul21, o jurista fala sobre o que viu na Venezuela, aponta a profunda divisão política no país e defende que a Constituinte pode ser uma oportunidade para firmar um novo pacto político no país. Luiz Moreira, porém, considera improvável que a oposição venezuelana, apoiada pelos Estados Unidos, caminhe nesta direção.
“O capital não se sujeita à democracia. É improvável que os interesses do capital, dos quais a oposição venezuelana é portadora, se submetam a algum tipo de Estado de bem estar social. A tática utilizada caminha para o confronto entre perspectiva inconciliáveis: um tipo de constitucionalismo popular, cujo projeto político dialoga permanentemente, através de eleições, etc., com a soberania popular, e um outro, cujo submissão aos interesses das empresas petrolíferas é evidente”.
A percepção sobre o que está acontecendo na Venezuela, acrescenta, “é profundamente distorcida pela mídia internacional, alinhada à determinação do governo do Estados Unidos de derrubar os governos populares na América Latina”.
Um grupo de 47 observadores internacionais (sendo quatro do Brasil) acompanhou a eleição constituinte na Venezuela. (Reprodução/Facebook)
Sul21: Qual sua avaliação, como observador internacional, do processo constituinte realizado na Venezuela?
Luiz Moreira: Há duas perspectivas a tratar. Em primeiro lugar, do ponto de vista eleitoral, trata-se de processo absolutamente consistente, inclusive muito mais moderno e avançado em termos tecnológicos do que o brasileiro. Toda urna é dotada de uma impressora, que fica no interior da urna eletrônica, que, após o voto do eleitor, imprime-o, permitindo que o cidadão o confira e o deposite em urna de papelão. Encerrada a votação, há auditoria, conferindo-se uma a cada sete urnas. Assim, a urna eletrônica, a ser auditada, emite relatório que será confrontado com os votos depositados na urna de papelão. Trata-se de sistema muito sofisticado, que desenvolveu mecanismos de segurança ao longo das 21 (vinte e uma) eleições que ocorreram na Venezuela, desde 1999, mecanismos que foram desenvolvidos para assegurar aos partidos políticos, em permanente disputa, a lisura do processo eleitoral.
Em segundo, do ponto de vista político, há uma profunda divisão no país. De um lado, a posição defendida pelo governo Maduro, que obteve vitória maiúscula, apesar do boicote da oposição ao processo constituinte, expressa com o voto de mais de 8 milhões de votos, em universo de 19 milhões de eleitores. Ocorre que o voto na Venezuela não é obrigatório e a atmosfera não era favorável ao comparecimento dos cidadãos, pois havia e há todo um ambiente de confronto que desestimulava o voto. De outro, a vitória da oposição nas eleições parlamentares de 2015 suscitava a perspectiva de sua ascensão ao poder Executivo. No entanto, sua vinculação à política de intervenção promovida pelos Estados Unidos e seus protestos violentos geraram a percepção que o desabastecimento da população é a forma política encontrada para desestabilizar o governo Maduro. Essa escolha política da oposição acabou por fortalecer o governo e parece ser a responsável pela legitimação da população ao processo constituinte.
Sul21: A oposição ao governo de Nicolas Maduro contesta a legitimidade do processo constituinte. Qual sua opinião sobre esse tema da legitimidade?
Luiz Moreira: O Poder Eleitoral da Venezuela, por intermédio do Conselho Nacional Eleitoral, realizou 21 eleições nos últimos 18 anos, inclusive a eleição de 2015, que resultou na maior derrota da situação desde a ascensão de Hugo Chavez. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. Por que? Porque é consenso tanto no direito quanto na ciência política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação, pelo poder político originário, de uma Assembléia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressão previsão que permite ao Presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Nesse caso, a reação é grotesca, pois os críticos do processo pregam justamente a preservação da Constituição de Hugo Chavez e o contorno à soberania popular.
Governo Maduro, diz Moreira, obteve vitória maiúscula, apesar do boicote da Oposição ao processo constituinte, expressa com o voto de mais de 8 milhões de votos. (Foto: Governo da Venezuela)
Sul21: Pelo que testemunhou nestes dias em que passou na Venezuela como definiria a situação vivida pelo país?
Luiz Moreira: Tanto a oposição, em 2015, quanto o governo Maduro, em 2017, entendem ser a Constituinte a oportunidade de estabelecimento de novo consenso político. Ocorre que as posições políticas parecem hoje ser irreconciliáveis. A imagem do país, no entanto, é profundamente distorcida pela mídia internacional, alinhada à determinação do governo do Estados Unidos de derrubar os governos populares na América Latina. Por exemplo, foi amplamente divulgado no Brasil a situação de caos e de violência existente na Venezuela, materializada com a morte, em quatro meses, de cerca de 100 pessoas, dez somente nas vésperas das eleições constituintes. Somente no Rio de Janeiro, no primeiro semestre deste ano, morreram cerca de 5500 pessoas, quase 100 delas policiais assassinados. Então, do que exatamente estamos tratando?
Sul21: Você acredita que a Constituinte pode ser uma solução para a crise política que a Venezuela vive?
Luiz Moreira: A Constituinte é uma oportunidade para que seja estabelecido novo pacto político. Também é a forma encontrada no Ocidente para fundar sistemas jurídicos legítimos. No entanto, o capital não se sujeita à democracia. Desse modo, é improvável que os interesses do capital, dos quais a oposição venezuelana é portadora, se submetam a algum tipo de Estado de bem estar social. A tática utilizada caminha para o confronto entre perspectiva inconciliáveis: um tipo de constitucionalismo popular, cujo projeto político dialoga permanentemente, através de eleições etc., com a soberania popular, e um outro, cujo submissão aos interesses das empresas petrolíferas é evidente.
Sul21: Como observador, presenciou episódios de violência nestes dias em que passou na Venezuela? Quais os principais protagonistas dos atos de violência?
Luiz Moreira: Para nós, brasileiros, os atos de violência existentes na Venezuela não assustam nem impressionam. Entretanto, essa atmosfera de desestabilização social lá existente situa-se no mesmo movimento de contestação às políticas de inclusão do povo pobre da América Latina. Diferentemente do que ocorre no Brasil, porém, a esquerda venezuelana não tem nenhum fetiche com o sistema de justiça nem com a toga. É por essa razão que a Constituição de Chavez, a mesma que os detratores da soberania popular venezuelana agora buscam conservar, criou o Poder Eleitoral, situando-o com poder autônomo, independente do Judiciário.
Sul21: Quantos observadores internacionais (e de quantos países) acompanharam a eleição no último domingo?
Luiz Moreira: Éramos 47 (quarenta e sete); do Brasil éramos quatro, os desembargadores Alice Birchal (TJ MG), Rui Portanova (TJ RS), o juiz do Trabalho Jônatas Andrade (do Pará) e eu. Havia observadores europeus, da Áustria, da França, da Itália e da França, e de todo o continente americano.
Sul21:Qual sua avaliação sobre a suspensão da Venezuela do Mercosul? A clausula democrática, utilizada para aplicar essa suspensão, justifica-se neste caso?
Luiz Moreira: O ato de suspensão da Venezuela do Mercosul, sob o fundamento de violação à cláusula democrática, não tem qualquer fundamento jurídico. A democracia no Ocidente se funda na soberania popular. Esse ato de violência se alinha às pretensões estadunidenses de interferir nos países da América Latina e os subordinar aos seus interesses e aos da indústria do petróleo, que não reconhecem que o povo venezuelano possa determinar seu destino.
Andre Araujo
6 de agosto de 2017 7:08 pmEuropa, Estados Unidos e
Europa, Estados Unidos e America Latina estão enganados, a Venezuela é uma democracia, há limites na NEGAÇÃO DA REALIDADE. O pais é um caos absoluto economico, social, politico e institucional. Negar o caos não o faz desaparecer.
135 mortos de manifestantes em protestos de rua é sinal de democracia ?
Eleições presidenciais, de governadores e de prefeitos previstas na Constituição e canceladas é o que?
Lideres de oposição repetidamente presos é democracia?
Seria mais sobria e credivel uma analise da realidade venezuelana, com prós e contras do que simples apologia
de um regime em decomposição, os leitores deste blog são de alto nivel e não idiotas.
Vanderli
6 de agosto de 2017 10:10 pmLógico que não. Democracia é
Lógico que não. Democracia é o BRASIL que no mesmo período morreram 100 policiais no RIO DE JANEIRO.
Andre Araujo
6 de agosto de 2017 11:02 pmSão questões completamente
São questões completamente distintas. Soldados que morrem em guerras ou policiais assassinados por criminosos são
resultados de outro tipo de luta. Estamos falando de repressão à manifestantes de atos politicos.
ronaldo santos cardeal
7 de agosto de 2017 11:56 amFico surpreso com sua
Fico surpreso com sua paciêcia argumentativa André. As suas colocações sobre a situação da Venezuela soam como pregação no deserto neste blog. Aos olhos dos negacionistas da realidade, vc sempre estará errado quanto ao que se passa no país vizinho. Todo o caos político, econômico e social ou a quase totalidade dele sempre será creditado à direita opressora, à burguesa entreguista do país ou ao imperialismo dos EUA. Sei que os EUA tem um histórico de desalinhamento em questões de política internacional, mas existem limites para impor àquele responsabilidade pelos fatos. Não dá pra colocar a incompetência de um simulacro de governante na conta daquele país! Fazer alguma crítica externa ao Maduro, para os que professam a mesma ideologia do governante, é como um cristão ortodoxo tecer comentários a alguns pontos da Bíblia, vale dizer, uma verdadeira heresia, ainda que no seu íntimo compreendam haver algumas antinomias no livro cristão.
É neste ponto que a esquerda e a direita se assemelham muito: na incapacidade de reconhecer e fazer alguma crítica a eventual câncer que exista em seu meio. Mas sigamos!
Let's Rock the rats
6 de agosto de 2017 10:56 pmAndré, q tal procurar fontes mais isentas para comentar Pol.Ext?
André,
Já comentei que vc tem melhorado o conteúdo de seus comentários, principalmente no que tange ao bréZil, e fica até parecendo que vc tem um discuroso nacionalista e patriota (ainda não confio… rs), mas ainda não percebo muita sua vontade em elogiar o período Lula-Dilma (até o 1o. mandato).
Agora….
No que tange à Venezuela, vc parece um cão hidrófobo, um bolsonaro patético, e perde totalmente sua boa capacidade analítica para ficar brincando de fazer raivinha para Chaves e Maduro…
>> fica parecendo torcedor fanático de futebol, que está obsessivamente comentando a mesma ladainha monotonicamente, a soldo do DoS ou da C!A (ou qquer daqueles lixos sabotadores de agências de 3 letrinhas, bem como suas ONGs, que tramam não só contra outros países, mas tbém contra sua própria população).
Se a Venezuela está passando por momentos difíceis, agradeça EM GRANDE PARTE à colômbia (capacho anglo-zion) e aos USraHell (united slaves of israHell, controlados e TOTALMENTE SUBSERVIENTES à aipac e ao lobby siniosta no knesset da beltway, vulgarmente conhecido como congresso americano).
Vou refrescar suas fontes de leituras, pois parece q vc só fica assistindo a rede golpe (seja aberta, a cabo ou satélite), rede esta que não passa de um corneteiro da imprensa de guerra, de PROPAGANDA descarada, despejada pela máfia midiática mundial contra alvos específicos).
>>André, a ÚNICA coisa que não deve ter conteúdo ideológico na rede esgoto é a previsão do tempo… nem os programas de turismo e viagens escapam!
Nos demais programas da emissora golpista-sabotadora (qquer programa!) o TOM e COMO deve ser criticado certo alvo, é dado pelo establishment israelo-americano, não pelo boneco de ventríloco que ocupa a cadeira de presidente da vez nos USraHell, e a imprensa ALINHADA de todo mundo, como a rede golpe, repercute, sincronizada, as mesmas diretrizes do establishment… que interessante, não?
Repare que o tom é sempre o mesmo, NO MUNDO TODO, contra alvos específicos nas mídias de vários paíse, sejam esses alvos nacionais, sejam estrangeiros (caso da Venezuela), ou seja, a rede globoMENTE dá o tom para coordenar as ondas de desinformação no bréZil, CQD!
Vou tentar dar mais 3 notícias para vc melhorar sua capacidade analítica…
EM TEMPO: procure por “Venezuela” nos links abaixo, e vc encontrará o motivo das mortes provocadas pela OPOSIÇÃO, não pelo Estado na Venezuela… a oposição ** controlada externamente ** ADORA (recebe $, treinamento e logística de fora) guerrilha urbana, como foi o maindan na ucrânia, e queimar VIVAS pessoas pró-situação.
(como estes sites são para público de língua espanhola, tem mais notícias HONESTAS sobre a Venezuela que os mesmos sites em inglês)
https://mundo.sputniknews.com/
http://www.elespiadigital.com/
https://actualidad.rt.com/
ANDRE, POR FAVOR, FAÇA A BUSCA SUGERIDA E LEIA AS NOTÍCIAS RELACIONADAS PARA MELHORAR UM POUCO SUA BAGAGEM FORA DO ÂMBITO DA MÁFIA MIDIÁTICA…
Por favor, não pense que quero o monopólio da verdade, mas esses seus comentários sobre política externa QUEIMAM totalmente sua credibilidade adquirida nos seus bons comentários sobre economia e política interna.
Reiterando, por favor, faça a pesquisa com a palavra sugerida nos blogs supra indicados e abra um pouco mais seu horizonte sobre política externa.
Fico torcendo para vê-lo ser reconhecido na política externa como é reconhecido na economia e política nacional!!!
Andre Araujo
7 de agosto de 2017 3:18 amhttps://jornalggn.com.br/notic
https://jornalggn.com.br/noticia/a-primavera-gerou-o-isis-por-andre-araujo
Minha opinião sobre o papel dos EUA em intervenções no exterior, vide artigo acima.
Quanto a fontes de informação, eu as tenho diretamente da Venezuela, não preciso da midia.
Andre Araujo
7 de agosto de 2017 3:25 amhttps://wikileaks.org/plusd/c
https://wikileaks.org/plusd/cables/04SAOPAULO493_a.html
Quanto ao apoio ao governo Lula no 1º mandato, vide acima relatorio do Departamento de Estado onde meu nome é citado em
gestões para auxiliar o governo Lula em Washington, muito mais que opinião, ação efetiva por mim organizada.
leonidas
7 de agosto de 2017 12:42 amAdmiro sua disposição em
Admiro sua disposição em tentar encontrar sanidade nas praias socialistas André!
De fato os leitores deste Blog não são idiotas, eles sabem perfeitamente o que esta acontecendo.
O único porém desta história é que para um esquerdista cultivar a negação da realidade é imperativo, eles simplesmente não tem escolhas.
Muitos deles ainda acham que Cuba não é uma ditadura, que dirá a Venezuela rs.
Lembre-se de uma coisa muito importante quando o assunto envolver a esquerda!
Para eles, execuções, repressão, prisão arbitrária, censura, tortura, ou ditadura só é algo condenavel se feita por alguém que NÃO SEJA MARXISTA.
Mas se o nego ou regime comungar dessa ideologia tudo será justificavel.
Absolutamente tudo, sem exceção…rs
MarFig
7 de agosto de 2017 1:43 amQue merda. Achei que você
Que merda. Achei que você tivesse morrido.
Cintra Beutler
8 de agosto de 2017 7:40 pmEu também. Esses chorumes com
Eu também. Esses chorumes com pouco argumento são o tipo de gente que o GGN permite comentar para tentar dar ares de imparcialidade no site. No fundo esse Zé Ruela só está aí porque é fácil contra-argumentar com ele.
Roberto Monteiro
7 de agosto de 2017 5:34 pmO zumbi voltou.
Neste período de ausência deve ter ido ensinar os venezuelanos a ser oposição. A oposição brasileira era a melhor do mundo, tanto que colocou temer no poder.
peregrino
6 de agosto de 2017 7:19 pmquanto ao mecanismo do voto…
mais um 7 a 1 no Brasil
e dessa vez logo de quem, da Venezuela
peregrino
6 de agosto de 2017 7:35 pmquase o mesmo que acontece no Brasil…
cada um tirando da Constituição o que possibilita contornar o caos desfavorável a todos
principal diferença é por aqui o que uma das partes tira é a própria Constituição
Vanderli
6 de agosto de 2017 9:43 pmDesestabilização da America Latina – Venezuela
A Rede NoWar em Roma emitiu uma declaração, publicada LINK abaixo, que afirma que os eventos atuais na Venezuela foram mal informados nos meios de comunicação de massa e nas declarações governamentais de praticamente todos os países da OTAN.O objetivo é claro, diz a declaração NoWar: apresentar o governo de Maduro de esquerda como ditatorial (ou aspirar a se tornar ditatorial) e apresentar a oposição de direita como um movimento de resistência popular e espontâneo, que merece nosso apoio.Cenários semelhantes foram apresentados antes das invasões da OTAN do Iraque e da Líbia, antes da guerra de procuração da Otan na Síria, e antes do golpe de Estado apoiado pela OTAN que derrubou o governo de Yanukovych, na Ucrânia. Este é o mesmo cenário a ser jogado, mais uma vez, na Venezuela?fonte.: https://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2017/08/venezuela.html#comment-form
Let's Rock the rats
6 de agosto de 2017 11:22 pmp/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (I)
Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe…
>>>>O futuro da Venezuela está em jogo
Let's Rock the rats
6 de agosto de 2017 11:51 pmp/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (II)
Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe…
>>>>A CIA e a contra-revolução na Venezuela
Let's Rock the rats
7 de agosto de 2017 12:18 amp/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (III)
Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe…
>>>>Opositores venezolanos queman 8 personas en 100 días y ya hay más de 90 muertos desde que empezaron las protestas de la oposición
Let's Rock the rats
7 de agosto de 2017 12:36 amp/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (IV)
Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe…
(o título e a tradução são em português de Portugal, então não sei se a grafia e pontuação estão corretos, mas o texto é excelente!)
———————————————————————————
>>>>Como os media inventam a “repressão” na Venezuela
Severino Fernandes
7 de agosto de 2017 1:06 amVenezuela
Os EUA estão doidos para invadir a Venezuela (com ou sem aval da chamada “comunidade internacional” – seja o lá o que diabos isso venha a representar)… Mas a questão não é de preservar democracia alguma, mas sim abocanhar o petróleo venezuelano, tirando-o das mãos das autoridades bolivarianas…Não faço aqui juízo de valor se as coisas na Venezuela estão ou não descontroladas… A depender apenas das informações da imprensa pró-EUA realmente o caos reina. Mas estando ou não, os EUA seguramente não são santinhos. E seguramente são parte do problema, porque não deve ter faltado propaganda (da CIA) para enfraquecer o chavismo, que incomoda não pelo autoritarismo, mas muito mais pelo nacionalismo…O custo dessa invasão pode ser um novo banho de sangue (como já aconteceu no Afeganistão e no Iraque) e a mais completa desorganização do país, que passaria a ser governado por meros fantoches do imperialismo norte-americano. Mas quem diz que os norte-americanos se preocupam com banhos de sangue quando seus interesses geopolíticos e geoeconômicos estão em jogo?
Andre Araujo
7 de agosto de 2017 1:32 pmO foco militar-diplomatico do
O foco militar-diplomatico do governo americano está há vinte anos no Oriente Medio e ZERO na America Latina.
O governo Maduro não apresenta nenhum risco para os EUA em nenhum setor, os EUA são até hoje o maior parceiro comercial da Venezuela em importação e exportação, a maior reserva de petroleo do mundo, a Reserva do Orinoco com 567 bilhões de barris, está nas mãos da Chevron, hoje a maior empresa da Venezuela e que não é incomodada pelo governo chavista.
O maior patrimonio do governo da Venezuela no exterior é a empresa CITGO, no Texas, com 8 refinarias, maior produtora de asfalto dos EUA e 14.000 postos de combustiveis. Se os EUA quisessem derrubar Maduro bastava embargar a importação de petroleo por um mês e confiscar a CITGO, principal fonte de dolares da Venezuela.
Marcos Marques de Sousa Trindade
7 de agosto de 2017 2:07 pmParece que essa conversa não
Parece que essa conversa não é bem assim…
http://money.cnn.com/2017/07/30/news/economy/trump-venezuela-oil-sanctions-options/index.html
Andre Araujo
7 de agosto de 2017 4:10 pmHá um protocolo diplomatico
Há um protocolo diplomatico a ser cumprido pelo Departamento de Estado em situações de evidente derrubada de democracia
em paises no arco de influencia dos EUA. A Casa Branca ameaça sanções que podem ser ou não cumpridas em graus diversos, com ou mais vlocidade e vontade, o que não vem ocorrendo com o governo em Caracas.
Nenhum Pais das Americas pode ficar indiferente à situação de caos e iminente desintegração de um Pais da importancia da Venezuela e é evidente que alguma coisa os EUA vão ou ameaçam fazer em termos de sanções, até agora apenas individuais,
confiscando 500 milhões de dolares em contas bancarias do Vice Presidente e processando 9 pessoas de sua familia por trafico de drogas, tambem há processo nos EUA já ha alguns anos contra Diosdado Cabello, mais importante politico depois de Maduro, tudo isso faz parte do arsenal diplomatico obrigatorio da Casa Branca MAS se realmente quisessem derrubar Maduro as ações seriammuito mais duras e efetivas, a maior das quais seria o EMBARGO da importação de petroleo da Venezuela,
o que asfixiaria o governo de Caracas em um mês, essa exportação é a UNICA fonte de dolares da Venezuela hoje,
uma vez que a exportação para a China já foi paga abtecipadamente para dez anos futuros.
Cintra Beutler
8 de agosto de 2017 7:33 pm“O foco militar-diplomatico
“O foco militar-diplomatico do governo americano está há vinte anos no Oriente Medio e ZERO na America Latina.”
Risível. Desconsidere intervenções militares, mas sabotagens via opositores dos governos de esquerda, essa é a estratégia para a LATAM.
Com efeito, pode até se considerar que não esteja dentro do planejamento da CIA intervenções militares (aos moldes da Síria e da Líbia), mas é demonstrar no mínimo desconhecimento que os EUA não têm nenhuma influência no que acontece na Venezuela hoje.
Milton Murilo
7 de agosto de 2017 2:18 amDemocracia e repressão a manifestações
Se o metro para medir democracias são as repressões as manifestações então vivemos em ditaduras estaduais.
No Paraná, democraticamente o pau desceu como sempre nos chicos.
Em São Paulo, tambem em demonstração de vigor democrático, o uso de balas de borracha contra manifestantes desarmados foi notório.
Casualmente em governos democraticos do PSDB.
De outro lado, nossa mídia publica apenas a opinião que interessa a seu grupo, os 1% ou menos ainda.
É incontrastável os interesses americanos envolvidos.
Iraque, Líbia, Egito, Síria, Afeganistão, etc. etc.
Nada de novo.
Andre Araujo
7 de agosto de 2017 3:15 amRepressão à manifestações no
Repressão à manifestações no Brasil? Quantos morreram? Na Venezuela foram 150. É igualzinho?
Milton Murilo
7 de agosto de 2017 12:18 pmRepressão as manifestações
Quem recebe 20 milhões na Suiça é tão corrupto quanto quem recebe 2 milhões no Brasil.
aureliojunior50
7 de agosto de 2017 4:52 amPouco importam…..
As considerações e supostamente embasadas analises do douto analista, o caminho já encontra-se traçado, uma guerra civil estará imposta a Venezuela, infelizmente acabou o espaço para qualquer negociação, e pequenos fatos REAIS são perceptiveis, até mesmo em Roraima, como por exemplo : ( O MJ/DPF irá negar , mas….. )
Há meses, tanto em nossa fronteira como na “outra” ( Colombia X Venezuela ), o fluxo de pessoas migrando/refugiando, majoritariamente era composto de mulheres, indigenas ( waraos/waimiris* ), familias nucleares/idosos/crianças e adolescentes ( grupos familiares “sem cabeças/varões ” ), ou seja : o normal destas situações, dá “familia” migrar/refugiar, mas o “cabeça/varão/mantenedor(ar)”, permanecer no País de origem.
Só que parte deste “fluxo” migrante/refugiado, recentemente ( < 90 dd ) foi em parte acrescido por jovens individuos ( 18 – 26 ), os quais em rapida analise de comportamento e mesmo postura, claramente são identificados como militares, de baixas patentes, mas bem enquadrados, e ao mostrarem documentação, estas são sempre antigas, portanto anteriores a suas incorporações aos varios ramos da FANB, esta na “cara” que desertaram.
A veiculada sublevação ( de acordo com a oposição ), ou o “assalto terrorista” ( de acordo com o governo ), ocorrida nesta noite contra o ” Forte Paramacay-Naguanagua “, proximo a Valencia, sede da IV Divisão / 41a Bgd Blindada ” Furacão da Patria ” ( a mais poderosa brigada do exército venezuelano ), independente de ter sido uma “sublevação” ou um “assalto terrorista”, é um sintoma sério da gravidade da situação.
P.S.: O proximo(a) sublevação ou atentado terrorista – depende de quem o defina – partirá de uma unidade da AMB ( Aviação Militar Bolivariana ).
* waimiris e waraos : São nações autoctones do mesmo tronco etno-linguistico ( “karib”/caribes ), espalhadas pelo norte da américa do sul, portanto é ERRADO classificar os waraos como “indios venezuelanos”, afinal “nossos” waimiri-atroaris deles são parentes.
Cintra Beutler
8 de agosto de 2017 7:28 pmNão há saída para a
Não há saída para a Venezuela
Ou o povo caraquenho aceita de bom grado a ingerência externa (leia-se norte-americana) ou então suportará novamente a resistência de um governo anti-americano e volta as moldes da década de 90, onde os exploradores do petróleo venezuelano eram quase que exclusivamente petroleiras estrangeiras.
Ignorar a influência estrangeira em solo venezuelano denota uma falta de senso crítico e de noção de história (como ignorar o Caracazo). Ignorar que os EUA têm auutoria direta nas manifestações e levantes contra o governo de Maduro também denotam a falta de razoabilidade e o rasterirismo de pensamento, pois é impossível dissociar os fatos.
Se a Venezuela não fosse alvo constante da mídia ocidental e a maior reserva de petróleo do mundo, talvez se pudesse considerá-la apenas um mero joguete e candidaro a títere estadunidense.