O jornalista Luís Nassif revisitou momentos decisivos da trajetória de Fernando Collor de Mello durante transmissão ao vivo da TV GGN 20 Horas, nesta sexta-feira (25). Com vasta experiência na cobertura política nacional, Nassif acompanhou de perto os bastidores da ascensão e queda do ex-presidente. [Assista ao relato completo ao final da matéria].
Seu primeiro contato com a história de Collor ocorreu ainda no início dos anos 1990, por meio do irmão do ex-presidente, Pedro Collor, que mais tarde se tornaria peça-chave nas denúncias que levaram ao impeachment.
Durante a campanha presidencial de 1989, Nassif já fazia críticas ao governo da época e aos movimentos políticos que culminaram na eleição de Collor. No início do mandato, o jornalista também se posicionou contra o polêmico Plano Collor, uma tentativa de conter a hiperinflação que ficou marcada, sobretudo, pelo confisco de depósitos em cadernetas de poupança. Como consequência de suas críticas, Nassif sofreu retaliações.
Agora, Collor enfrenta um novo e dramático capítulo em sua conturbada carreira. Na quinta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cumprimento imediato de sua pena pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em um caso envolvendo a BR Distribuidora.
A prisão do ex-presidente reacende memórias de seu impeachment em 1992. Na época, acusado de corrupção, Collor renunciou ao cargo antes do julgamento final, mas ainda assim foi considerado culpado pelo Senado e teve seus direitos políticos suspensos por oito anos. Sua queda foi impulsionada justamente pelas denúncias do irmão, que revelou um esquema de corrupção liderado por Paulo César Farias (PC Farias), tesoureiro da campanha presidencial.



José de Almeida Bispo
27 de abril de 2025 7:58 amO Pacto de Moncloa foi de uma engenharia política impecável; e formatou a Espanha de hoje. “Comunistas” (os sindicatos), esquerda em geral, capitaneada pelo PSOE conseguiram chegar a um acordo com a hiperdireita espanhola – a nobreza – quase toda de “numerários” e “extranumerários” do Opus Dei (os que efetivamente mandam), que miraculosamente “se humilhou” ao sentar com reles publicanos, e deu na maravilha que temos visto, ao longo de quase cinco décadas, de crescimento da economia e do prestígio espanhol.
Mas no Brasil de 1990 algo parecido seria impossível. Mesmo depois de acordado o engenhosíssimo Plano Real, quatro anos depois, ainda apareceu espírito de porco com poder de melar e jogo… tentando melar.
Se no lugar de Collor eu estivesse, jamais faria aquela loucura. Por puro medo.
Porém, foi preciso um inconsequente para preparar o país, a fórceps, para o Plano Real.
Julio Cesar
28 de abril de 2025 10:42 pmNaquele entorno ali do Nordeste tem uns políticos que meteram a mão em valores
bem maiores do que o valor do qual condenaram Collor. São amigos, gente da extrema-direita,
entre Pernambuco, Alagoas. Conseguiram se livrar, foram mais espertos que Collor,
talvez porque roubaram mais dinheiro e gastaram bem mais com séquitos de advogados;
dez, vinte, bancadas inteira de uma vez além de assessoria jurídica, assessoria de jornalistas e mídia para amanear-lhes os crimes e as acusações. O silêncio é regra-de-oouro
. E fez-se prescrever os crimes, as acusações, com ajudazinha de amigos no judiciário.
Todos, é bom que se diga, bolsonaristas e dentro do governo bozo.
Mas, pelo menos um foi pêgo.