5 de junho de 2026

Tarcísio de Freitas e a transferência de culpas pelo apagão, por Luís Nassif

Detalhe relevante: a diretoria atual da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) inclui Sandoval Feitosa como diretor-geral.
Bruno Ribeiro - Metrópoles

É patética a reação do prefeito Nunes e do governador Tarcísio de Freitas, cobrando posição da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) no caso dos apagões de São Paulo.

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Como ambos não são muito chegados nas formas de administração municipal e estadual, um pequeno bê-a-bá:

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) é um órgão do governo estadual responsável por regular e fiscalizar diversos serviços públicos essenciais para a população paulista.

Suas principais funções são:

  • Regulação e fiscalização dos serviços de saneamento básico: A ARSESP deveria garantir  que os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos sejam prestados de forma adequada e eficiente, cumprindo os padrões de qualidade estabelecidos.  
  • Regulação e fiscalização dos serviços de energia elétrica: A agência atua em parceria com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para garantir a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia elétrica no estado.
  • Regulação e fiscalização de outros serviços delegados pelo Estado: Além dos serviços de saneamento e energia, a ARSESP pode ser responsável por regular outros serviços públicos, como gás canalizado, por exemplo.

Pressiona-se a ANEEL para cassar a concessão da Enel. Detalhe relevante: a diretoria atual da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) inclui Sandoval Feitosa como diretor-geral. Ele foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com mandato vigente de 14 de agosto de 2022 até 13 de agosto de 2027. 

Além dele, outros diretores nomeados e confirmados para a diretoria colegiada incluem Fernando Luiz Mosna (mandato até 2026), Agnes da Costa (até 2028), Ricardo Tili (até 2025) e Hélvio Guerra, que teve mandato reconduzido até 2024.

Ou seja, quem deveria decidir sobre o caso Enel é a turma de Tarcísio de Freitas, ex-Ministro de Bolsonaro.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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8 Comentários
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  1. Jotapagãomarceenel

    14 de outubro de 2024 10:16 am

    Kkkkkkk o Nassifão precisa dizer o óbvio aqui,já a mídia CORPORATIVA empresarial bilionária sempre esconde as sujeiras e informações corretas relevantes sempre em detrimento dos 99 por cento das prssoas incluibdo ralé e empresários,esse jogo de meter o louco e sempre culpar o outro(rimou)vem desde o golpe na Dilma,o pt estava a seis anos fora do governo e as pessoas culpando Dilma,Lula e o Pt de tudo aff me entedia,depois dizem q o pt deveria ter crescido mais ora é um milagre ainda existir esse partido,culpar os outros é uma tática de lavagem cerebral mas NÚ NES SEI Q NADA SEI !!!

    1. SÓJOTAMESMO

      14 de outubro de 2024 1:21 pm

      SIM JOTA POR ISSO NÃO VOU VOTAR NO BOULOS,ELE VAI INVADIR A MINHA ELETRICIDADE E CONTRATAR SÓ GAY E LÉSBICA PARA FAZER MANUTENÇÃO !!!Obs:Já pensariam eu em casa,bate na porta uma mulher e quando fala,falar bem grosso”VIM FAZER A MANUTENÇÃO “,sai fora !!!

      1. Jotapontomarcelo

        14 de outubro de 2024 3:58 pm

        A decadência civilazional ocorre a partir do momento q se decidiu acabar com o bem estar social pois a ralé estava invadindo o espaço dos egoístas mimados abastados,virou a sociedade dos números seja dos lucros ou dos algoritmos,Biden e sua megafone ensaiou algo mas logo foi chantageado,ameaçado,pressionado aqueles q forçaram a decadência americana não poderiam deixar as coisas sairem do eixo novamente,culturalmente pra quê michaels,barry white e etc…vamos dominar e controlar tudo,impor ao mundo nossa visão mesquinha,cadê os jovens idealistas q forjaram,formaram e estabilizaram a internet?Foram corrompidos ou escanteados pelo poder económico q compra tudo,não sabe administrar nada só ganhar dinheiro sabe se lá como sem mais muito obg ggn !!!

  2. Anônimo

    14 de outubro de 2024 10:37 am

    As concessionárias de energia elétrica dependem de autorização da área ambiental para poda ou manejo das árvores, que no caso foram responsáveis pela grande extensão do problema e administração desta área ambiental é do município e do estado.
    Examinando o conjunto das causas entretanto, já é hora de articulação de todos os envolvidos visando estudos técnicos e custos, planejamento e programação do tipo de rede de distribuição, uso múltiplo de suporte de redes, uso aéreo ou subterrâneo para evitar este atual descontrole sem normalização com que convivemos após o modelo de privatizações sem normas e responsabilidades. Vamos evitar as desculpas por indefinições e o desperdício de materiais e mão-de-obra e melhorando o visual civilizado de nossas cidades´.

  3. Antonio Rodrigues

    14 de outubro de 2024 10:57 am

    Obrigado, Nassif! Só você para nos fazer ter memória!

  4. Vladimir

    14 de outubro de 2024 12:21 pm

    É evidente que o filhote do ex-ocupante do Palácio do Planalto usa dos mesmos artifícios que o papa,ou seja,lançar fumaça.
    Este caso,em que pese a ineficiência e ineficácia da concessionária, a privatizada ENEL,fica patente a inexistência da defesa civil,tanto estadual como municipal.
    Caberia a ela,em primeiro lugar,articular,inclusive com poder de intervenção, as atividades necessárias para evitar e diminuir os efeitos da tragédia.

  5. Gilson Garcia

    14 de outubro de 2024 7:13 pm

    Enquanto discute-se responsabilidades e providências, o que se deixou de dizer é que sempre as privatizações de setores como água/esgoto e energia elétrica são danosas para a população. Essa deveria ser a discussão do momento. O atual caso é exemplar.

    1. Milton

      15 de outubro de 2024 8:04 am

      É o centro da questão. A privatização de serviços essenciais e monopolísticos favorece o aumento do custo aos usuários e de redução da confiabilidade dos serviços prestados.
      Isto já foi comprovado na Inglaterra pós-Tatcher, a dama das privatizações.
      Aqui no Brasil onde a fiscalização é só discurso o resultado tenderia a ser pior:
      – redução nos investimentos e custeio e aumento das distribuições de lucros aos acionistas, no caso italianos na maioria.
      Segue viva a frase:
      – Brasil: quintal de uns e colônia de outros.

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