Novo integrante da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos exalta torturador e ex-chefe do DOI-CODI

Coronel reformado do Exército Weslei Antonio Maretti também defendeu tiro para revidar cusparada de Jean Wyllys

Em 2014, CNV confirmou em relatório mais de 200 desaparecidos políticos durante a ditadura militar. Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Jornal GGN – O governo Bolsonaro escolheu para integrar a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos o coronel reformado do Exército Weslei Antonio Maretti. Levantamento no Blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo, revela que o novo integrante do grupo, que tem como missão promover o reconhecimento dos mortos e desaparecidos em razão das violações aos direitos humanos durante a ditadura civil-militar, exalta torturadores e métodos pouco convencionais para um Estado Democrático de Direito.

É nas redes sociais que Maratti revela seu lado pouco republicano. Ele gosta, especialmente, de divulgar sua adesão a abaixo-assinados promovidos em plataformas como a ‘change.org’. Ao compartilhar um deles, que pedia a cassação do mandato do então deputado federal Jean Wyllys por ter cuspido em Jair Bolsonaro, quando também era parlamentar, Maretti escreveu:

“Estou assinando porque se cuspir em um semelhante é comportamento de um parlamentar no Plenário da Câmara, atirar em alguém revidando a cusparada seria também uma atitude aceita. Não estamos no Velho Oeste”.

Reprodução/Facebook

Em outro texto, escrito em maio de 2013, logo após o coronel Brilhante Ustra prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade, Maretti declarou:

“A história e os dados econômicos do período dos governos militares são incontestáveis, para verificá-los é só saber ler. O comportamento e a coragem do coronel Ustra servem de exemplo para todos os que um dia se comprometeram a dedicar-se inteiramente ao serviço da pátria. Apesar de travar uma luta de Davi contra Golias, a sua vitória é certa porque no final o bem prevalece sobre o mal”.

Leia também:  A ditadura militar na ficção contemporânea brasileira: Bruno Leal entrevista Berttoni Licarião

O governo Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (1º) no Diário Oficial da União (DOU) mudanças na composição da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, entre elas está a substituição da procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga, na presidência do órgão, pelo advogado filiado ao PSL e assessor da ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, Marco Vinícius.

Clique aqui para ler a matéria no blog de Lauro Jardim na íntegra.

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4 comentários

  1. É o que se paga para o Brasil ser aceito como país aliado de Trump…
    na química do entreguismo pleno, humano e tecnológico, é o ato de adicionar certos elementos que alteram o que se reconhece internacionalmente com método americano para incendiar as relações sociais de um país

    é o que Bolsonaro mais deseja, dividir o país para manter relações somente com a parte que o apoia, a mais violenta e desumana

    E pensar que em alguma página da Constituição deve constar claramente que ele é obrigado a governar para todos, e não apenas para pessoas violentas e desumanas

  2. O que importa é o lucro dos bancos ……..

    Não fosse isso já teriam derrubado até anjo querubim da presidência…..

    Enquanto não falarem isso para o povo com todas as letras a escravidão continuará…….

  3. Como pode?
    É muito escárnio, desrespeito, na verdade monstruosidade…
    Onde vamos parar?
    Luís, o que diremos as nossas netas e netos?
    Estou me distanciando do verbo ESPERANÇAR, preciso recuperar, os ABUTRES estão usurpando a ESPERANÇA

  4. Esse genocida nomeado,tem esse pens….(não,vou chama-lo de pensamento esses genocidas desprezam o pensamento)essa atitude porque a organização genocida a que pertenceu se orgulha até hoje de ter torturado e assassinado opositores políticos BRASILEIROS sem ter tido NENHUMA PUNIÇÃO.
    Pior! todo por ordem e em benefício dos seus mandantes ,o imperialismo yanquee.

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