5 de junho de 2026

O inimigo oculto e o pacto social, por Sergio Medeiros

Capital rentista internacional está promovendo a desestabilização interna (inimigo, em tese, oculto), para que se desajuste o setor produtivo nacional e que se acirre a contraposição capital trabalho

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Por Sergio Medeiros

O inimigo oculto e um antídoto chamado pacto social

Em épocas pretéritas se falava em pacto social, e isso nunca se concretizava, pois as forças produtivas nacionais e os trabalhadores estavam em lados opostos.

Agora estamos, trabalhadores e empresários nacionais, sob fogo cerrado.

É chegada a hora, ou há uma união inédita que se contraponha a esta tentativa de nos roubarem o país, ou não haverá nada a ser partilhado, nem pão, nem terra, nem país, nem dignidade, nem nada.

Breves considerações.

Quando Lula estabeleceu a estratégia “lulinha paz e amor”, seus adversários, que também eram, em parte, seus parceiros, eram as grandes empresas brasileiras, representativas do capital produtivo que lograra se fazer poder, numa aliança com a classe trabalhadora representada por seu líder.

Estas grandes empresas nacionais, apesar de sua contrariedade com a priorização do projeto social, entenderam a necessidade da efetivação de um acordo nos moldes em que proposto, pois precisavam que a calma e a tranquilidade voltassem ao mercado (ao seu mercado), para assim poderem desenvolver suas atividades e seus planos de expansão, num cenário em que se estavam estabelecendo novas correlações de força e entabulados inéditos acordos políticos.

Eis, em breves linhas, a explicação do acerto daquela estratégia, frente a conjuntura então delineada.

Feitas estas considerações e nos transportando para o atual cenário. Pergunta-se? Porque esta mesma estratégia resulta totalmente inexitosa em sua tentativa de pacificação, na atual cena politico econômica.

A  resposta é simples.

No caso, a  briga é outra e outros são os personagens, com o devido reparo que, ao que parece, ainda não há uma clara compreensão desta situação, nem por parte do governo nem pelos demais componentes do setor produtivo, trabalhadores e empresários.

Trata-se de coisa simples, no atual cenário o adversário (aparentemente oculto), não quer paz nem tranquilidade, portanto, não adianta Dilma apostar nessa estratégia.

Explico.

É que, desta vez, é o capital rentista internacional que está promovendo a desestabilização interna (inimigo, em tese, oculto), para que se desajuste o setor produtivo nacional e que se acirre a contraposição capital trabalho.

Para atingir seus objetivos, além de incentivar e promover, através de setores (político-midiáticos) comprometidos com sua estratégia, uma crescente desestabilização social, interessa  a este grupo econômico que primeiro haja uma grande depreciação no valor das empresas nacionais, bem como a retirada do mercado de setores internos com suficiente poder econômico para competirem com os produtos das empresas por eles controladas.

Assim, se eles obtiverem sucesso, logo veremos as nossas empresas serem vendidas a preços irrisórios e assistiremos as gigantes americanas da construção civil e do setor petrolífero, aterrissarem em nosso país, tomando conta do mercado bilionário da construção pesada e da extração de nossas riquezas naturais.

E, que não se enganem os liberais de plantão, apoiando este verdadeiro saque que se esta tentando fazer no patrimônio nacional, pois ninguém esta a salvo de tais predadores.

Percam as ilusões, nenhum setor será poupado, nem a grande indústria, nem os conglomerados educacionais, de comunicação e serviços, e, por óbvio, menos ainda, o mais rentável , o setor financeiro nacional  e agroindústria.

Os grandes  bancos que se preparem, a prosseguir esta estratégia de terra arrasada em relação as forças produtivas nacionais,  eles serão os próximos, logo depois dos setores da indústria pesada.

O BTG Pactual, não foi um mero recado, foi um teste e, ao mesmo tempo uma confirmação, não há nenhum empresário grande o suficiente que não possa ser atingido de forma letal em sua atividade econômica.

Neste ponto, chegamos a uma imponderável  encruzilhada.

Por paradoxal que seja, nas atuais circunstancias, novamente é posta a necessidade da união deste setor empresarial ameaçado, com o governo que ai esta, à semelhança de 2002 e 2006.

E o motivo é simples.

A aliança selada entre a oposição golpista de Aécio Serra Alckmin e outros tucanos e demos, com a referida estratégia expropriatória externa, esta escancarada.

Resta fechada, portanto, esta saída ao setor produtivo nacional.

Por outro lado, ainda que sejam grandes as críticas a este governo, eles sabem que a proposta desenvolvimentista nacional ainda esta mantida, não há surpresas, sendo a tônica a conciliação, e a coalizão a regra, fatos estes que permitiram que houvesse uma certa simbiose e êxito, na conjunção entre um capital extremamente ambicioso  com um governo alinhado à uma tendência de bem estar social.

A descoberta do pré-sal e suas imensas potencialidades, num setor estratégico  que move trilhões de dólares, quebrou este pacto.

E, a quebra deste acordo com o governo, por parte deste setor empresarial, e sua aliança com o capitalismo produtivo e rentista norte americano, foi o maior erro a que a grande indústria nacional poderia ter incorrido.

Não compreenderam que com estes novos negociadores, não haviam regras nem acordos a serem respeitados e, assim que foram usados, no momento seguinte foram descartados e, agora, estão sendo destruídos.

Descobriram que, quem controla a mídia, controla o grande cenário, mas, tardiamente se deram conta que não estavam mais no controle.

Aliás, a grande mídia, na busca do controle absoluto, ao se ver, ainda que minimamente ameaçada pelos pequenos blogs na internet, não hesita em usar toda sua força de coerção para anular estes pequenos baluartes de resistência à suas pretensões monopolistas e hegemônicas.

Pois bem.

Ainda que possa haver pequenas variações, o cenário, em linhas gerais, é este.

Com efeito, isto, a princípio é algo que nos traz sentimentos de quase impotência, para enfrentarmos com êxito esta formidável máquina de moer toda forma de oposição ao seu poder que se pretende absoluto.

O cerco esta se fechando, e a semelhança da trilogia Senhor dos Anéis, a era dos homens pode estar chegando ao seu término.

Mas, antes que desça esta negra cortina sobre nosso mundo, talvez tenhamos forças para um último embate, mas isso não pode ser feito somente por um grupo senão por toda a coletividade.

Sabemos também, que uma eventual saída somente se dará através de um efetivo enfrentamento destas forças, que tem a mídia por seu braço mais robusto.

Desta forma, o governo, os trabalhadores e o empresariado nacional, de forma conjunta, primeiro precisam dar nome aos bois, para que todos saibam quem é o verdadeiro inimigo, quem lhe protege, e a quem interessa o atual desmonte das grandes empresas brasileiras.

Deve ficar absolutamente claro que é o capital rentista internacional e suas grandes empresas transnacionais, em conluio com políticos entreguistas e setores definidos da elite econômica e midiática, que buscam se apropriar do setor produtivo nacional, sendo que, para isso, não hesitarão em usar todo seu dinheiro falso e seus executivos, políticos e mercenários, pagos com moedas de Judas.

Esse é o inimigo a ser derrotado.  

Mas, neste movimento, queira ou não, o governo, o PT, o PC do B e as demais forças progressistas, vão precisar defender, não só as empresas estatais, mas também as empresas nacionais privadas e suas conquistas, pois elas também são parte indissociável do progresso social e econômico alcançado nestes últimos anos…  são igualmente responsáveis pela melhora na vida da parcela pobre da população brasileira e estão igualmente sob ataque neste momento.

Faço um novo parenteses.

Entendam, neste momento o que podemos buscar é um estado do bem estar, não uma nova experiência socialista, cuja tentativa, vã, na atual conjuntura, seria feita sob uma tragédia social e humanitária sem precedentes.

Em épocas pretéritas se falava em pacto social, e isso nunca se concretizava, pois as forças produtivas nacionais e os trabalhadores estavam em lados opostos.

Agora estamos, trabalhadores e empresários nacionais, sob fogo cerrado.

É chegada a hora, ou há uma união inédita que se contraponha a esta tentativa de nos roubarem o país, ou não haverá nada a ser partilhado, nem pão, nem terra, nem país, nem dignidade, nem nada.

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  1. Abdo

    27 de fevereiro de 2016 2:06 pm

    Vamos encontrar o problema

    Capital e trabalho são lados opostos da mesma moeda, porém, aquilo que engorda um mata o outro.

    Daí, não há que se falar em pacto. É necessário administrar e mediar os interesses. Justamente para isso e que existe governo. Porém, quando um governo assume aberta e insistentemente um perfil populista, desviando recursos via sistema tributário para praticar assistencialismo exagerado, quem acaba esvaziado é o caixa.

    E a solução encontrada foi e continua sendo aumentar os impostos, para continuar assistindo e assim não decepcionar sua base eletiva.

    O governo, que deveria trabalhar pelo equilíbrio de forças, opta pela parte não produtiva da economia, abastecendo e edificando em terras de pouco ou nenhum interesse econômico. Isto se faz drenando recursos das regiões industrializadas, via impostos ou via dotação orçamentária.

    Não precisamos de nenhum pacto. Precisamos é de um governo que entenda que sim, deve-se praticar a assistência e desenvolver regiões menos favorecidas, mas dentro dos limites do que a economia pode fazer, sem mergulhar em crise.

    O problema precisa ser identificado onde ele está. E ele não está na sociedade civil.

    1. Luiza

      27 de fevereiro de 2016 4:44 pm

      Vamos detectar os problemáticos?

      Abdo, é ignorancia, má fé ou militancia virtual em prol da campanha de desinformação?? O seu país está sofrendo forte intervenção externa sobre as intituiçoes da república, autoridades públicas e está em vias de um golpe de Estado, ruptura institucional, além do atual desvirtuamento das leis e garantias constitucionais, e voce vem falar que a solução da situação atual deve-se a “medação de interesses” pelo governo??? Nao, voce só pode estar de brincadeira e apostando que esse seu discurso vai “grudar”, Leia o artigo e releia quantas vezes for necessário. Voce nao leu ou entendeu a gravidade da situação.

      O País Brasil está cercado e o seu governo detido e tornado refém. Em primeiro, o Brasil pertence a nós brasileiros e querem nos excluir do destino e do controle do nosso próprio país. A situação atual é especial porque não estamos vivendo dentro da normalidade democrática intitucional nem constitucional. Só um pacto social será capaz de devolver o destino do país e o controle de suas riquezas naturais e do seu patrimonio ao seus legítimos proprietários – todos nós brasileiros. 

      Com esse seu trololó dissimulado e vazio dizendo que “O governo, que deveria trabalhar pelo equilíbrio de forças, opta pela parte não produtiva da economia, abastecendo e edificando em terras de pouco ou nenhum interesse econômico. Isto se faz drenando recursos das regiões industrializadas, via impostos ou via dotação orçamentária”, aproveito para lhe dizer uma coisa: a quantidade de besteria e idéias vazias que voce excreta, só nesse trecho, entrega as suas verdadeiras intençoes.

      Srs comentaristas, abram os olhos, a campanha de desinformção para interditar o debate e evitar que o brasileiro compreensa com clareza a gravidade da situação nao está só na imprensa conhecida como PIG, ela atua na rede de forma velada e conta com um verdaderio exército de colaboradores. Isso naõ é teoria conspiratória, é uma realidade concreta.

      A defesa contra a desinformação é submeter tudo o que voce lê a um controle, uma filtragem de informaçoes com base em fontes confiáveis, portanto, busquem jornalistas com credibilidade, reportagens com procedência insuspeita e idéias fundamentadas..  

       

       

    2. Mary Rose

      27 de fevereiro de 2016 5:14 pm

      Arranque dos seus olhos a lente do Cidadão Kane

      Sr. Abdo, o senhor revela uma visão de mundo muito restrita, que incorpora evidentes erros elementares induzidos propositalmente no senso comum dos brasileiros pelo cartel da mídia.

      Se não nos dispusermos a buscar outras fontes de conhecimentos e informações fora desse cartel midiático, ficamos reduzidos a papagaios do PIG, a reproduzir acriticamente todas as suas mentiras.

      Esclareço:

      1. O Brasil NÃO TEM “a maior carga tributária do mundo”, como apregoa a Rede Goebbels; o verdadeiro problema é a má distribuição da carga tributária que onera as classes inferiores e desonera o andar de cima (aí incluídos os barões da mídia);

      2. Os programas sociais NÃO comprometem partes significativas do orçamento da União (veja o gráfico do orçamento da União);

      Gráfico do site auditoriacidada . org . br – Orcamento 2014 executado.

      Portanto, adjetivar esse governo de “populista” é menosprezar a nossa inteligência, adotando linguagem típica do udenismo.

      Interpretar a realidade pela lente do cartel da mídia só te conduz a erros. E todos nós sofremos as consequências deles.

    3. lenita

      27 de fevereiro de 2016 5:35 pm

      Abdo

      Não mesmo, ele está nos milhões desviados para fora do Brasil, nos milhões que nos devem de impostos. Nos milhões que vão para as mãos dos corruptos do Carf,,,,

      Ora bolas! É sempre a mesma ladaínha ! Virem o disco, por favor. Ou abram as cabeças !

  2. Jossimar

    27 de fevereiro de 2016 2:08 pm

    É como afirmo: Se não

    É como afirmo: Se não acabarmos com o Grupo Globo o Grupo Globo acaba com o Brasil.

    Só há uma saída e seria com apoio das forças armadas, porque os golpistas já tem uma força armada com poder de prender, a polícia federal.

    Então, estes setores nacionalistas teriam de ter apoio das forças armadas e acusar abertamente os pessoal da lava jato, políticos como josé serra e seua apoiadores, setores inteiros do judiciário, MPF, PF e principalmente o Grupo Globo de traidores e crime de lesa pátria(repare que a lava jato parece determinada a destruir todo e qualquer sinal de progresso neste país; já atacou e debilitou a petrobrás, as nossas empreiteiras, o nosso programa de defesa, nosso programa nuclear, os programas de transferência de tecnologia(onde seríamos grandemente beneficiados – caso grippen) agora parte para cima das ferrovias que poderiam integrar o país e baratear o custo do tranporte de cargas. Uma hora irá sobrar para os bancos nacionais que devem ter investido muito no pré-sal e infra estrutura através de fiananciamento às empresas. As vezes penso que a selic de 14.5% é para salvá-los,

    E também tenta prender e desmoralizar todos aqueles, políticos e empresários,  que durante os oito anos do governo Lula trabalharam para melhorar este país.

    Um imbecil de um procurador ainda teve a cara de pau de declarar que a lava jato havia conseguido recuperar R$ 2 bilhões. Esqueceu de falar que para isto deu um prejuízo ao país de mais de R% 200 bilhões, queda de quase 3% no PIB, milhões de desempregados e um pavor de ser preso em qualquer empreeendedor deste país.

    Se isto não for crime de lasa pátria não sei mais o que é.

  3. Helio Mello de Oliveira

    27 de fevereiro de 2016 2:42 pm

    Análise extremamente

    Análise extremamente coerente, no entanto, há uma questão principal não mencionada: existe uma parcela da burguesia nacional aliada a este capital rentista internacional, que atua em outro campo e não quer aliança interna.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      27 de fevereiro de 2016 6:45 pm

      Forças ocultas, que mostram a mão de gato quando agem

      Não são muitos, 50 conglomerados pelo mundo todo, camuflados como polvos, mas 50.

  4. Rpv

    27 de fevereiro de 2016 3:03 pm

    O desafio de forjar uma Pátria

    Repito o comentário anterior.

    Somos 200 milhões, temos terra, água, alimentos, energia, minérios.

    Não temos conflitos de fronteira, nem religiosos (embora alguns queiram transformar a política numa religião – dos dois lados diga-se de passagem).

    CONTRA o desenvolvimento nacional minimamente autônomo e amplamente includente, há dois grandes adversários. A chamada “grande  mídia” capitaneada pela Globo e os grandes bancos (mercado rentista).

    Esses dois agentes se valem agora do protagonismo do aparato judicial como instrumento de luta política, para retroceder ao modelo anterior.

    Altas taxas de juros, 20% de desemprego, privatização do passivo nacional. Isso tudo sustentado por um mercado monopolista e uma política fiscal focada no consumo e não taxação da alta renda e na transferência geracional do patrimônio. Tudo oposto ao que fazem os países desenvolvidos e democraticamente maduros.

    O que falta ao Brasil é se enxergar como Pátria. 

    Somente a partir dessa percepção será possível ver além dos interesses imediatos.

    Crise internacioal + Interesses geopolíticos das grandes potências + Grande Mídia/Globo + Mercado financeiro + Aparato judicial (instrumentalizado pela disputa política) = Mais recessão.

    Corpo Estatal + Lideranças políticas + Empresariado + Movimento sindical + Sociedade civil = Desenvolvimento nacional

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      27 de fevereiro de 2016 6:43 pm

      Excelente diagnóstico falta os percalços do futuro

      A todas as preocupações que já existem devemos não olvidar o que está pela proa.

      Temos uma robotização crescente de indústrias e serviços, que exigirão uma requalificação de nossa mão de obra a partir da infância, com um ensino voltado às novas exigências do mercado de trabalho, uma mudança na ênfase da segurança econômica que advirá não do emprêgo e sim de uma disposição empreendedorista e de uma viabilização deste empreendedorismo generalizado com as reformas fiscais e tributárias.

      O desemprego será o grande desafio dos países emergentes no médio e longo prazo e não pode ser deixado de lado nas discussões de hoje.

  5. Luiza

    27 de fevereiro de 2016 3:04 pm

    Leiam e releiam o artigo acima e pensem bastante !!

    Srs comentaristas, prestem muita atenção na análise análise extremamente lúcida que foi exposta acima. A situação atual é gravíssima e exige muita maturidade e realismo para se elaborar uma resistencia. Não subestimem a tragédia que estão anunciando para um futuro próximo. Nao aceitam reduzir o seu raciocínio a uma compreensão rasa, rasteira e romantica acerca de teroias e ideologias, debates vazios sobre marxismo, neoliberalismo, liberralismo e/ou siglas partidárias e suas nuances e ramifiações. Este não é o momento para este tipo de debate. Estamos perdendo o controle sobre o nosso país. O Brasil não pertence a nenhum partido polítcoe  nem a nenhuma das instituiçoes da república. O Brasil é de propriedade do seu povo, do povo brasileiro, que deve dele se apropriar para o seu bem estar, e enquanto há tempo para isso..

    A existencia da maioria deu-se dentro de um Estado Laico e sob o regime democrático. O paralelo dessa realidade está muito bem explicado nos livros da história do Brasil, mas que a maioria nao tem suficiente conhecimento. Ditadura e dominação externa não é coisa do passado, como muitos pensam, Na atualidade, a ditadura assumiu roupagem nova, foi repaginada, mas tem o mesmo DNA do passado, só que com mecanismos requintados de camuflagem.

     Os mecanismos de controle social e obediencia civil não fazem parte do repertório dos brasileiros de hoje, mas esses mecanismos estao implementados sem que os brasileiros se deem conta disso. O nosso país está se preparando para um xeque-mate, uma pilhagem sem precedente na história do Brasil. O nível do debate foi reduzido a pequenas mazelas políticas, fofocas de bastidor etc, mas isso não é atoa. Há uma campanha de desinformação sistemática para excluir e neutralizar o povo do verdadeiro debate e realidade que está sendo implementada no país à custa de requintadas técnicas de engenharia social.

    Um povo submetido a estas técnicas não consegue se defender por faltar-lhe conhecimento dos mecanismos utilizados contra si. A isso muitos chamam de “idiotização” , “midiatização” e outros nomes. Na verdade, o nome nao importa, porque se o tico e o teco conversarem o véu cai e a pessoa consegue enxergar a realidade como ela é e aí tudo passa a fazer sentido.

    Dilma ou o Brasil não vai sair dessa verrdaderia armadilha, teia, sem que o próprio povo assuma o protagonismo que é dele nessa luta. O país está cercado e o brasileiro ainda nao se deu conta da gravidade dessa realidade. O véu ainda não foi suspenso, e o tempo está se esgotando..

    Se continuarmos ignorando a realidade e tratando as deúncias como “teoria da conspiração”, nao seemosr donos nem do nosso próprio corpo futuramente, entaõ o momento é de arregimentar forças, de apostar na união – o pacto social de que fala o Sergio Medeiros -,  de ,engajamento e militancia apartidária para enfrentar essa situação.

    Países que conspiram contra outras naçoes adotam essa prática como política de Estado e torcem para que os nacionais desses países-alvo rejeitem e desmoralizem os denunciantes. Esses países gastam rios de dinheiro para controlar a opinião pública e os sentimentos das suas vítimas – a populaçao do país-alvo.

    De que lado vocês estao ou querem ficar?? Ainda há tempo mas não muito.. 

  6. ML

    27 de fevereiro de 2016 3:15 pm

     As dificuldades são

     As dificuldades são enormes.

    Sou a favor do pacto nacionalista, mas precisamos entender as profundas transformações da mentalidade das nossas mal denominadas elites. Concordo que a desnacionalização afetará todos os setores, um após o outro. Primeiro, os ativos do estado, depois o que resta das empresas produtivas nacionais, e, por fim, a imprensa e o sistema financeiro. Mas, e daí, para essas “elites”? O capitalista nacional tornar-se-á um mero rentista. Rico, embora não fazendo parte da verdadeira classe dirigente do capitalismo internacional.

    O brasileiro da classe privilegiada, e isso inclui a classe média, não se pensa propriamente como brasileiro. Ele julga fazer parte de uma elite internacional capitaneada pelos EUA. Isso ocorre inclusive com os europeus, que, no entanto, ainda mantêm algumas ilusões, apesar da constante subordinação à política externa e econômica dos EUA. O maior orgulho da classe média brasileira é falar inglês sem sotaque. Suas férias preferidas são em Miami e Nova York. Sonha em emigrar para a sede do império. No fundo, bem lá no fundo, sente que não passará de um cidadão de segunda classe do império, independentemente da sua posição financeira como rentista, pois é tratado como brown quando viaja aos EUA, revistado nos aeroportos, olhado com suspeitas pelos controles de emigração. Aqui no Brasil, no entanto, sente-se como legítimo representante da elite internacional.

    Isso se aplica inclusive às nossas novas elites acadêmicas. Escrever? Só em inglês. Paulatinamente, nossas revistas passaram a aceitar submissões apenas nessa língua, pois é a “língua da ciência”. Mesmo que aceitemos o argumento da facilidade de comunicação, isso não justifica a proibição de haver versões dos artigos em outras línguas a não ser a do império. Um colunista econômico da Folha chegou a afirmar que “pensava (?) melhor em inglês”. Nossos diplomatas esforçam-se para falar em inglês mesmo em pronunciamentos na ONU. Não vemos isso ocorrer com os russos, os chineses, e mesmo com os franceses, a não ser em entrevistas. Putin, que fala alemão perfeitamente, deu uma entrevista para BILD acompanhado de um tradutor (que ele, ironicamente, por vezes corrigia).

    Há um depoimento muito bom do Paulo Nogueira Batista Jr. sobre o que é ser um cidadão da periferia do império nos organismos internacionais dominados pelos EUA. Se o periférico se comporta adequadamente, ele é tratado com certa condescendência, que, por vezes, erroneamente interpreta como um reconhecimento de igualdade. Mas se ousa defender interesses nacionais, rapidamente é colocado no seu devido lugar.

    O pacto nacionalista é o que nos resta… mas não será fácil.

  7. Alexandre Weber - Santos -SP

    27 de fevereiro de 2016 3:19 pm

    A idéia do pacto e do que está por trás dele foi discutida aqui

    Numa resposta minha, a um comentário do Clever no comentário do Junior50.

    https://jornalggn.com.br/comment/853453#comment-853453

  8. Jorge Leite Pinto

    27 de fevereiro de 2016 3:47 pm

    Apesar do texto apresentar um

    Apesar do texto apresentar um tom meio dramático, concordo com sua analise… É mais ou menos por aí.

  9. era republicana

    27 de fevereiro de 2016 4:16 pm

    perfeito o chamamento para um

    perfeito o chamamento para um acordo nacional….

    é por essas e outras que nunca concordei com as críticas acirradas

    à presidenta dilma, pois isso só municia esse tal inimigo

    descaradamente óbvio denunciado nesse excelente post…

  10. Mary Rose

    27 de fevereiro de 2016 4:46 pm

    Parabéns, Sr. Sérgio Medeiros

    Em poucas linhas, o autor traçou um perfil claro e coerente das “forças tectônicas” que movem a política nacional.

    O esboço desnuda as verdadeiras razões dos movimentos políticos articulados desde a “Operação Mentirão” (AP-470) e que ganharam celeridade avassaladora nos últimos anos. 

    A verdadeiro enxurrada de dinheiro que inundou a política nacional desde 2013-14, irrigou todos os setores oposicionistas de direita (DEM-PSDB, cartel da mídia , PMDB de Cunha e Calheiros até pequenos grupos fascistas como o MBL e VemPraRua), dando-lhes fartos recursos para montar uma série de operações de guerra contra as posições do Partido dos Trabalhadores e seus aliados.

    A título de exemplo, lembro as campanhas promovidas a milhões na grande mídia, em 2013, como “O Gigante Acordou” (Johnie Walker) e “Vem, Vamos pra Rua” (FIAT), antecedendo as mobilizações contra o Governo Federal às vésperas da Copa das Confederações.  Não foi coincidência ou acaso.  Aquele evento movimentou recursos de grande monta originados, em boa parte, de multinacionais estrangeiras e de grandes empresários “brasileiros”.  [Brasileiros entre aspas, porque nem moram no Brasil, nem se pejam de prejudicar o País em prol de seus interesses particulares, segundo o lema “capital não tem pátria”.]

    Já no início de 2014, promoveu-se o lockout do transporte rodoviário, que o cartel midiático disfarçou sob a denominação de “greve dos caminhoneiros” e em que se descobriram as digitais do maior magnata de nacionalidade brasileira (ele é domiciliado na Suíça e controla a maior frota rodoviária do Brasil), dentre outros empresários do setor.

    O site Brasil247 registrou, em março de 2015, os movimentos sorrateiros de empresários por trás de grandes eventos políticos ditos “espontâneos”.  Reproduzo títulos e trechos a seguir:

    1. Jorge Paulo Lemann é quem financia o golpismo?

    Trecho da matéria publicada em 10/03/2015:

    “[…] em dezembro, o site Vermelho, do PCdoB, realizou uma pesquisa e descobriu que o domínio vemprarua.org.br estava registrado em nome da Fundação Estudar, do bilionário Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do País, com uma fortuna de US$ 29 bilhões, em parceria com seus sócios Marcel Telles e Beto Sicupira, além do BTG Pactual, de André Esteves.”

    […]

    “Além do registro do vemprarua.org em nome da fundação que lhe pertence, Lemann também vem sendo acusado, num texto que começa a viralizar na internet, de ter apoiado o recente locaute dos caminhoneiros, que provocou desabatecimento e alta de preços em diversas regiões do País. Trata-se do post “Quem financia campanha do Impeachment e protesto de Caminhoneiros?”, escrito por Marcos Lemos.

    Lemos lembra, em seu texto, que empresas controladas por Lemann, como Ambev, Lojas Americanas, ALL e B2W (antigo Submarino), possuem imenso poder sobre a logística nacional. Coincidência ou não, em diversos posts, o movimento vemprarua pediu solidariedade aos ‘amigos caminhoneiros’…”

    2. A disputa entre Davi e Golias pela narrativa da crise

    Trecho da matéria de Najila Passos, publicada originalmente no portal Carta Maior  e reproduzida em 12/03/2015 pelo Brasil247:

    “Quem financia o golpe?
     
    Na convocatória do ato do dia 15, os grupos organizadores estão muito bem identificados, ao contrário do que ocorreu nos protestos de junho de 2013. As dúvidas, por hora, giram apenas em torno de quem os financia.
     
    Entre eles está o Vem Pra Rua, oficialmente criado pelo empresário Rogério Chequer, de 46 anos, que não defende o impeachment de Dilma, mas o maior engajamento da população, seja lá o que isso signifique em termos concretos. Levantamento do site 247, no entanto, revela que seu domínio no mundo virtual foi registrado em nome da Fundação Estudar, do empresário Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev e um dos mais ricos do Brasil. A fundação é a mesma que ajudou a financiar o locaute dos caminhoneiros contra o governo Dilma, nas últimas semanas.”

    —–

    É evidente que o empresário tentou, em vão, apagar os rastros da “operação vemprarua” na Internet, mas nada pode apagar da nossa memória as campanhas publicitárias “Vem, Vamos pra Rua” intensamente promovida pela FIAT e “O Gigante Acordou”, às vésperas dos distúrbios de 2013, em todos os meios de comunicação do Brasil.

    Nesse contexto golpista, a Operação “Vaza a Jato” é um capítulo à parte, onde se percebe a clara articulação de membros do Judiciário, do MPF, da PF, cartel midiático e políticos demotucanos, em evidente tentativa de reeditar o macarthismo e a República do Galeão.  Mas, como bem apontou o autor do texto, essa última ofensiva — arrasadora diga-se de passagem — não se restringiu a destruir membros do Partido dos Trabalhadores.  Visou claramente dinamitar todas as empresas nacionais que sustentaram a coalizão costurada por Lula, mirando especialmente a Petrobrás e o imenso setor petroleiro, que foi um dos alicerces mais importantes da política econômica nacional nos últimos tempos.

    Termino aqui esse post gigantesco, porque o assunto brilhantemente suscitado pelo Sr. Sérgio Medeiros certamente dará um grande livro que eu terei imenso interesse em ler.

  11. SergioMedeirosR

    27 de fevereiro de 2016 6:55 pm

    …reproduzo novamente um

    …reproduzo novamente um texto (publicado aqui neste espaço) nem tão recente, mas aonde já estava delineada toda a conjuntura acima explicitada….

    O obscuro Cartel por trás da mídia, por Sergio Medeiros

    Impressionante ninguém ter atentado ainda para a necessária correlação de forças que envolve a atual conjuntura politica brasileira.

    No sistema capitalista todo mundo sabe quem efetivamente detém o poder e quem comanda os acontecimentos com grande repercussão financeira.

    Entretanto, no Brasil, parece que esta acontecendo uma combustão espontânea no campo politico financeiro.  

    No momento, foram levadas às cordas empreiteiras e poder politico e financeiro equivalente a algumas centenas de bilhões do capital nacional e, pasmem, ninguém ainda perquiriu quem está bancando toda esta manobra politica.

    Anoto, de pronto, que é inconcebível que toda esta efetiva guerra esteja sendo travada sem que haja expresso interesse – dos detentores do capital em si – em que tais fatos ocorram.

    Resta saber quem está patrocinando tal disputa por espaço.

    O motivo todos sabem …os trilhões de dólares da Petrobrás e das comodities brasileiras…

    A crise, como se diz no sistema capitalista, é uma oportunidade.

    E o capital financeiro – sem lastro – busca transformar seus dólares falsos em empresas com existência real e, nesse caso, a Petrobrás é um prato cheio,  bilhões de barris de petróleo, plataformas de petroleo, navios, postos de combustível, know how em prospecção e exploração de petróleo em águas profundas, refinarias… e um mercado de consumo cativo… é o paraiso…

    As empreiteras devem saber de onde toca a banda…

    Sua inércia ainda é aparente??? Ou lhes cortaram as pernas – ou seja o poder de reação???

    A mídia, que se lhes apresentava capitalisticamente neutra, agora mostra sua cara da forma mais hostil possivel,  o capitalismo internacional rentista passou a dar as cartas de forma ostensiva e destrutiva, uma verdadeira declaração de guerra.

    Isto mostra-se de tal forma clara que custa crer que faltem análises sobre o tema.

    Pensem um minuto, a mídia brasileira bancando a derrocada de um terço do PIB brasileiro, justamente  no momento em que se esta discutindo o fim do monopólio da imprensa.

    Existe somente uma explicação, quem esta lhes dando suporte, quem esta determinando a pauta, tem um poder enorme.

    E a resposta é somente uma, existe somente uma “entidade” com tal poder, o grande capital internacional (Bancos) o que explica, em parte, o grande silêncio sobre o HSBC e suas fraudes bilionárias.

    Este é apenas o primeiro round.

    Mas que round demorado, ocorrerá o nocaute, ou o gongo vai soar a tempo.

    As apostas já estão abertas e ainda que o adversário não tenha tirado a máscara, é preciso reagir antes que seja tarde.

    Não podemos esquecer que isto é mais que uma mera disputa, o que esta em jogo não são somente bilhões de dólares, mas milhares de vidas e o futuro de nossos filhos e netos.

    O prêmio, um país inteiro chamado Brasil, ou somente os despojos que resultarem dele.

    Entretanto, fica o alerta, em primeiro lugar devemos ter claro contra quem e contra o que lutamos, para dai estabelecermos uma oposição efetiva e com boas possibilidades de êxito.

     

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      27 de fevereiro de 2016 7:18 pm

      Quando um perde, outro ganha.

      Excelente recordação Sergio. O texto é oportuníssimo mesmo, pois um Odebrecht fora de ação facilita muito para os açambarcadores de plantão.

      Vou falar de experiência própria, o poder destes caras que mandam mesmo é algo inimaginável, escapa nosso senso comum, certa vez vi uma pequena parcela dele, há mais de 10 anos atrás, até hoje é uma experiência unica.

  12. Assis Ribeiro

    27 de fevereiro de 2016 7:46 pm

    “Deve ficar absolutamente
    De tempos em tempos se faz essa transferência, ou entrega da riqueza do Brasil.

    Sangram as nossas veias, dá-se um tempo, e depois que elas se enchem novamente, mais uma sangrada.

    Mais recentemente, os dois grandes administradores do Brasil, FHC e Daniel Dantas, fizeram uma grande transferência de nossas riquezas para o capital internacional, via as privatizações. O maior escândalo nacional, e nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público e nem a imprensa se “preocuparam” em investigar; falsos moralistas de conchavo e dependência dos patrões estrangeiros.

    1. SergioMedeirosR

      27 de fevereiro de 2016 9:19 pm

      …Grande Assis…fazes falta

      …Grande Assis…fazes falta com tuas análises sempre lúcidas e suas intervenções que sempre trazem um pouco mais de luz às discussões….  

      1. Assis Ribeiro

        27 de fevereiro de 2016 9:25 pm

        Grande irmão, vou ver se
        Grande irmão, vou ver se volto aos poucos.
        Mas, não deixo de ler os comentarista daqui de Nassif.
        Um grande abraço nos colegas do blog

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