O preço da ambição de Moro, por Antonio Uchoa Neto

Consultoria norte-americana poderia recompensar trabalho de ex-juiz de outras formas, mas e na cabeça do ex-ministro?

O ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia oficial realizada em 2019 – Foto: Marcos Corrêa/PR

Comentário sobre o post Xadrez do grande negócio de Sérgio Moro com a Alvarez & Marsal, por Luis Nassif

Por Antonio Uchoa Neto

Sim, existiriam muitas outras maneiras mais práticas de recompensar Moro, sem se expor. Isso, por parte da A & M. Isso, por parte dos americanos, que são profissionais e se movem dentro de uma legislação específica e própria.

Mas, e na cabeça de Moro, um néscio notório, com seríssimas limitações cognitivas? Não era ele o homem da cognição sumária? E não porque fosse a maneira mais rápida de definir uma ação, mas sim porque ele não conseguia ir além disso. Qualquer raciocínio mais complexo, e a caixa craniana do juiz começava a fazer água.

Para um mentecapto, 42 milhões seduzem tanto quanto 4,2 milhões. Seja qual for a quantia, caiu do céu, como os 30 mil do Magri.

Para um provinciano como Moro, antes um pássaro na mão que dois voando. Esperar de alguém como ele qualquer raciocínio mais complexo do que isso, é inútil. Ainda que sua conja tenha, olhando melhor, um certo ar de lady Macbeth.

Ora, tenho claro para mim que Moro pode ter sido induzido – achando que estava fazendo um grande negócio – a assinar o contrato com a A & M para receber seus trinta dinheiros rápida e legalmente.

Quanto a não despertar suspeitas, os americanos estão pouco se lixando para suspeitas nascidas nas mentes tupiniquins, e as consequências respectivas; os dois pilotos do jatinho que derrubou e matou mais de 200 pessoas que o digam.

Moro e sua lady Macbeth que se virem. Bolsonaro está a um passo de detonar aquele que julgam ser seu principal adversário na extrema-direita.

O Macbeth original só poderia ser morto por alguém não nascido de mulher; com todo o respeito à mãe recentemente falecida, mas Bolsonaro só pode ser filho de chocadeira.

“Tu serás presidente, Moro!”

Só que não.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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