21 de maio de 2026

O que se sabe sobre a reunião e reforma ministerial de Lula?

A primeira reunião com os 39 ministros foi um norte para o presidente sobre que passos tomar para o mais novo ano de gestão
O presidente Lula durante a reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert / PR

Uma reforma ministerial ainda está latente e pode ocorrer até fevereiro deste ano pelo presidente Lula. Enquanto isso, a primeira reunião com os 39 ministros ocupou a agenda desta segunda (30) e foi um norte para o presidente sobre que passos tomar para o mais novo ano de gestão.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Um dos focos de importância da reunião, que durou das 9h até as 17h de forma ininterrupta, foi a recente crise comunicacional. Por isso, o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, usou o espaço para “prestar contas” do seu plano na área que vem sendo a principal crítica do governo Lula.

O plano apresentado aos ministros envolve ações para os próximos 90 dias, ou seja, para o primeiro trimestre do ano. Nesse período, Sidônio pretende ter mudanças significativas na comunicação do governo e, consequentemente, na imagem.

Uma das medidas será a abertura de maior diálogo e entrevistas do presidente com a imprensa. “Precisamos colocar os fatos e a verdade. Que a mentira corra atrás da verdade e não o contrário”, resumiu sobre a estratégia o ministro da Casa Civil, Rui Costa, na noite desta segunda (20).

Recados de Lula: “orquestra”, “mais rua” e “não inventar”

Em meio às discussões de trocas de Ministérios, Lula deu recados aos ministros sobre as suas expectativas para o ano. Ele falou que eles deveriam trabalhar como “orquestra” junto a ele, pedindo unidade.

O presidente também afirmou que quer ver os ministros “mais na rua e menos no Palácio”. Como já dado o tom no último ano, a expectativa de Lula para o terceiro ano de mandato era levar o governo às ruas e visitar, com maior força, os municípios brasileiros. E esse recado foi passado também aos ministros.

Segundo Lula, as falhas na comunicação também estão nos erros de transmitir o que já foi feito à população. O presidente afirmou que este ano é mais de “coletar os frutos”, comunicar o que já foi feito, e “não inventar” novas medidas.

A fala foi um referência à crise comunicacional gerada pela medida do Pix anunciada. “Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer portaria que depois crie confusão para nós, sem que essa portaria passe pela Presidência da República, pela Casa Civil.”

“Não temos o direito de falhar”

Mas em tom otimista, o presidente afirmou que “o ano de 2025 é o ano da grande colheita”, porque “nem tudo que foi anunciado já deu frutos”.

“Posso dizer pra vocês que a entrega que nós fizemos para o povo ainda não foi a entrega que nos comprometemos a fazer em 2022. Porque muitas das coisas que nós plantamos ainda não brotaram, não nasceram. Esse ano será de definição”, esclareceu.

Ao quase concluir a sua fala aos ministros, o presidente disse que, neste momento, “não temos o direito de falhar”. “Nós não podemos falhar, não temos o direito de falhar. Não podemos errar, não temos o direito de errar.”

A mudança de parte dos comandos dos Ministérios deverá ocorrer após fevereiro, quando ocorrem as eleições na Câmara e no Senado. Há pressões por parte de aliados do governo no Congresso para um maior espaço no primeiro escalão do governo. Alguns ministros ouvidos na reunião desta segunda (20) poderão ter que deixar o cargo para mudanças.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. ATOJJOTAATOJ

    21 de janeiro de 2025 1:53 pm

    Putz Faerwoman,pois.deveria ter um dia de ministério MONTADO NA RUA,mesa de escritório e ministro respondendo e dando satisfações ao povão,PRONTO !JÁ FIZ ALGUMAS COISAS Q O EXCELENTISSIMO FUSCÂO 79 NÃO QUERIA !!!

  2. Nelson Viana dos Santos

    21 de janeiro de 2025 2:16 pm

    Dois anos depois do início do mandato o Presidente toma as primeiras medidas para se comunicar melhor com seus eleitores e combater o uso da mídia digital pelos neofascistas. Dois anos! A queda na aprovação do governo vem sendo apontada em várias pesquisas, de institutos sérios, inclusive na região Nordeste, entre os mais pobres, responsáveis diretos por impedir a vitória do genocida. Lula precisa agir. O que ocorreu com o governo Biden não é apenas um exemplo mas um alerta gravíssimo do que está por vir. Desde a campanha …. de Haddad essa falha vem sendo apontada por especialistas. A hora de falar, fazer discursos, etc. já passou faz tempo.

  3. JOSE DE ALMEIDA BISPO

    21 de janeiro de 2025 2:21 pm

    “Que a mentira corra atrás da verdade”. Perfeito. Mas, como?

  4. Douglas da Mata

    21 de janeiro de 2025 5:08 pm

    Bem, é o fim mesmo.

    Primeiro, o novo “mago” da SECOM disse que vai ceder e pagar o resgate de 50 milhões em peças publicitárias.

    Depois, Lula dá um pito no Haddad, tudo combinado, é claro, mas mal combinado, como tudo nesse governo.

    Mais uma vez o presidente favorece a quem disse que ia haver tributação no PIX, ao dizer que não pode ter “portaria” que gere confusão…

    Rsrsrssr, falara em tributos virou heresia, uauuuu, isso era um governo de esquerda? Quando?

    Só falta Lula mandar vir o pato amarelo, e o impostômetro para a sala ministerial.

    É o fim, mesmo…

  5. Douglas da Mata

    22 de janeiro de 2025 7:30 am

    Um exemplo singelo, simplista, e em escala muuuuuuito menor.

    Guardadas as proporções, como dissemos acima, pegue o prefeito de Cabo Frio, destino de 1 milhão de turistas em festas, feriados e férias de verão.

    A indústria do turismo arrasou a cidade, loteou praias, com as barracas, trânsito cheio de ônibus de turismo vindos de Minas, Rio de Janeiro, SP e outras origens.

    Caixas de som na praia.

    O caos.

    Todos diziam ser impossível regulamentação, que aquilo afastaria o turista.

    O prefeito atual assumiu, mandou proibir a entrada de ônibus de turismo, caçou caixas de som, acabou com a máfia das barracas.

    Fez um funk, uma metáfora do funk da felicidade (acho que foi esse), ao lado de centenas de caixas de som apreendidas.

    Viralizou.

    Eduardo Paes copiou e foi para as areia proibir caixa de som.

    O prefeito de Cabo Frio, cumprindo a lei, quem diria, tomando medidas todas como impopulares (e foi atacado), ganhou coisa mais importante: credibilidade e tempo para desviar dos problema de caixa, que o impedem de pagar o funcionalismo, pela herança recebida da antecessora.

    É um cara do PL, de direita, mas um bom exemplo que inteligência é fundamental.

    Sugiro Lula e seu bando de semoventes uma visita a Cabo Frio.

    Ou as redes sociais de Dr Serginho.

Recomendados para você

Recomendados