4 de junho de 2026

O Roda Viva de Roberto Freire

Nassif e malungos.

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Acabo de assistir o Roda Viva com o Roberto Freire.

Confesso que só assisti a parte final do programa, comento o que vi.

À parte o esperado tricô de direita com Noblat e Augusto Nunes, o entrevistado desfiou um arrazoado de elocubrações, interpretações enviesadas de fatos históricos, lugares-comuns, frases feitas e aquelas críticas manjadas dos conservadores às políticas do governo, sem base argumentativas, sem referências nos fatos e nas estatísticas. Enfim, proselitismo puro.

Pra variar, os melhores momentos do programa foram do Paulo Moreira Leite, que, este sim, contestou os argumentos frouxos de Freire, deixando o moço em algumas saias justas, enrubescendo sua face, inclusive.

Principalmente quando Freire, querendo enfrentar os números e os fatos, dizer que nada mudou no Brasil, que não há melhora real na vida dos brasileiros, especialmente no nordeste, que só há transferência de renda no Bolsa-Família, sem desenvolvimento real dos beneficiados, negando-se a aceitar que há menos pobres no Brasil, que a migração para o sul é negativa atualmente, fiemando também que o Brasil não está crescendo.

Outro jornalista convidado que, perdoem-me, não lembro do nome, também contestou Freire.

Mas, não posso deixar de destacar que o cidadão é uma contradição ambulante. O moço ataca o MST, falando com doçura dos latifundiários e aconselhando o seu aliado DEM a se assumir como direita conservadora…

Ah, e ainda comparou Lula a Médici(!!!), ao ser perguntado sobre os 80% da popularidade do presidente.

E depois de tudo isso ele se disse ainda ser de esquerda!!!

É mole?

Tev um momento que alguém citou a música Metamorfose Ambulante, no que prontamente, e visivelmente incomodado, Freire refutou a atribuição, como se vestindo a carapuça.

Um Dom Quixote às avessas. Sem a grandeza do Fidalgo de Cervantes. Lutando contra moinhos de vento caricatos, falseados. e sem poesia. Do imortal personagem, Freire assimilou apenas a triste figura.

Mais um momento lamentável de Freire, apesar da presença de dois escudeiros como Augusto Nunes e Ricardo Noblat.

Triste figura.

EVOÉ!!! 

Por Anderson Oliveira

Você assistiu, fingiu que assistiu ou realmente não entendeu nada do que disse Roberto Freire?

O deputado expôs de modo didático as contradições relacionadas aos termos “direita” e “esquerda” no mundo contemporâneo. Porém, os jornalistas, em sua peculiar simplicidade, insistiram que ele apontasse o dedo a políticos brasileiros, dividindo-os entre direita e esquerda.

Quando Freire falou em MST, ele citou ações progressistas e não progressistas do movimento – o que, para ele, seriam ações de esquerda e de direita. O mesmo ele fez com o PT, denotando que o Bolsa-Família é uma medida conservadora.

Por gustavo antonio

Um momento mágico do programa foi qdo falavam de eleições – performance de Serra e Gabi afirmou que faltou agressividade ao Serra e R.F. defendendo seu chefe falou que Serra não é agressivo no estilo UDN. Aí o Augusto nunes sentindo-se ofendido interrompeu e interpelou RF tipo “o que tem o estilo UDN?”. RF voltou atrás e disse que nada, era só um estilo. Foi hilário como RF treme e teme diante de jornalistas de direita. No mais foi tro-lo-ló de serrista. Realmente é triste ver o desmonte de outroras potenciais lideranças – RF, Gabeira, Serra, etc . Foram para o fosso da mediocridade, de mãos atadas diante de Lula. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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