10 de junho de 2026

Onde estará Aras se as luzes da democracia se apagarem?, questiona Jamil Chade

Em artigo, jornalista questiona atuação do procurador-geral da República ao longo dos últimos três anos e meio
Fotos Públicas

O papel do procurador-geral da República, Augusto Aras, como defensor da democracia e das garantias de funcionamento das instituições, tem gerado uma série de críticas e questionamentos ao longo do governo de Jair Bolsonaro. 

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“Ao longo dos últimos três anos e meio, tenho me perguntado: existiria um sistema pelo qual todas as instituições continuam a existir teoricamente e, ao mesmo tempo, estão esvaziadas de suas funções? (…)”, diz o articulista Jamil Chade, em artigo publicado no portal UOL.  

Ao lembrar do papel de Aras como “um dos papéis mais relevantes em nossa República”, Jamil Chade busca uma resposta para a falta de investigação contra o atual presidente da República, lembrando ainda do arquivamento das denúncias obtidas pela CPI da Covid, além do arquivamento de 104 pedidos de investigação contra o atual presidente. 

O articulista cita ainda outros pontos que seriam alvo de investigação, como o vazamento de dados do inquérito da Polícia Federal, assim como os sucessivos ataques do atual presidente ao sistema eleitoral. 

“Hoje, a sensação o que reina no Brasil é de uma aura de impunidade, palavra repleta de dor. A impunidade como uma violação da obrigação do estado em proteger seus cidadãos. A impunidade como causa e consequência de outras violações de direitos humanos. A impunidade, enfim, como a violação em si”, diz Chade. 

O articulista lembrou ainda de outras falas de Aras que minimizavam as atitudes de Bolsonaro, considerando o discurso presidencial “parte da liberdade de expressão”, mesmo com o impacto que a fala presidencial pode exercer dentro de uma sociedade. 

“As próximas semanas definirão quem somos, quem serão eventualmente nossos repressores e seus cúmplices”, diz Chade, lembrando que o país vive momentos decisivos. “E eu lhe pergunto: onde estará o senhor se as luzes da democracia forem apagadas?”, diz o jornalista. 

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2 Comentários
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  1. jossimar

    31 de julho de 2022 4:25 pm

    Se as luzes da democracia continuarem acesas o lugar deste porco imundo e sua sub deveria ser uma cela de prisão.

  2. Antonio Uchoa Neto

    1 de agosto de 2022 9:12 am

    Há um equívoco fundamental nesses questionamentos, seja por supor que algum ocupante desses cargos, como a PGR, tenham preocupações quanto ao seu ‘lugar na história’, seja por supor que estejam também preocupados com a possibilidade de ter que sentar na mesa do delegado para dar explicações.
    Eles não se preocupam com nenhuma das duas coisas. Quem se importa com ‘lugar na história’, se o próprio futuro e o dos descendentes está financeiramente garantido? Quanto à prisão, basta fazer como Renan Calheiros, numa das inúmeras ocasiões em que se viu pressionado por seus pares, e espalhar aos quatro ventos que “não vou cair sozinho, levo um bocado comigo”. Ou seja, naquela pocilga, todos conhecem os podres de todos, e é melhor seguir chafurdando na lama junto com os outros, do que ir em cana ou ver a “ilibada reputação” tão laboriosamente construída descer pelo ralo.
    Que Bolsonaro e sua prole repulsiva caiam pelos crimes comuns que cometeram, porque se for pelos outros, esqueçam. Vão curtir a vida e usufruir da fortuna em Miami.

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