O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a possível confissão do tenente-coronel Mauro Cid, anunciada nesta quinta-feira (17) pela defesa, é kamikaze, palavra japonesa para pilotos suicidas ou que participavam de missões fadadas à morte.
A declaração concedida ao jornalista Túlio Amâncio, da Band. Bolsonaro afirmou ainda que Cid seria capaz de fazer qualquer coisa para sair da cadeia.
O ex-presidente negou ainda que mandou vender as joias sauditas recebidas enquanto foi chefe do Executivo e que não recebeu dinheiro em espécie, contrariando a versão da defesa divulgada na mídia.
Nova estratégia
Em entrevista exclusiva ao GGN nesta quinta-feira, o advogado de defesa de Cid, Cezar Bitencurt, afirmou que Cid quer proteger a família, principalmente o pai, o general Lourena Cid.
Contrário à delação premiada, o advogado afirmou que não deixará de usar esta opção se não houver alternativas.
Cid, aliás, seria um militar de carreira brilhante e que, como um bom militar, precisava “estar em sintonia com quem assessora”. “Se eu tenho um senhor a servir, vou servir da melhor forma o senhor”, exemplificou Bitencourt.
Aliados
Também na noite desta quinta-feira (17), Bolsonaro garantiu a aliados que nem ele e nem a esposa, Michelle, receberam depósitos em dinheiro vivo em suas contas.
Quando soube da quebra, o ex-presidente disse a interlocutores que “já tinha decidido abrir seus sigilos” e que suas informações estavam à disposição do Supremo Tribunal Federal.
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