Partidos e movimentos de renovação política aprofundam racha

Aumento dos conflitos vai exigir nova acomodação entre as partes; siglas tradicionais mexem em programas de formação para atrair mais filiados

Jornal GGN – Os grupos que pregam a renovação na vida pública comemoraram os resultados das eleições de 2018, mas agora começam a se deparar com os diversos problemas dentro da política na vida real.

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, movimentos como RenovaBR, Acredito e Livres tem sido questionados e atacados por partidos políticos, principalmente depois que dois expoentes dessa movimentação foram punidos pelas siglas partidárias e tentam se desfiliar sem perder os mandatos.

Contrariando a orientação partidária, os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) votaram a favor da reforma da Previdência. Ambos integram o Acredito, um movimento que tem como bandeira o combate à polarização e à desigualdade, e também foram alunos do RenovaBR, iniciativa privada que elegeu 17 candidatos na última eleição, de Assembleias até o Senado.

Como resultado, o PDT aprovou uma regra para impedir que integrantes de tais movimentos disputem eleições pelo partido – a restrição não engloba apenas o Acredito e o RenovaBR, mas também o Agora!, o Livres e a Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade). O Partido Novo fez algo semelhante, ao determinar que os pré-candidatos de 2020 não estejam vinculados a “movimentos ou instituições que tenham caráter político ou atuação política”.

Diante do crescimento de tais movimentos, partidos como PSDB, PT, Cidadania e PDT reativaram ou reforçaram seus programas de formação política e de atração de quadros. O único que seguiu em rota contrária foi o Cidadania, que mudou seu estatuto para garantir a entrada de membros de movimentos e sua presença na cúpula da sigla.

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