O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou nesta quarta-feira (29 que negou o pedido feito por Jair Bolsonaro (PL) para intermediar junto ao governo da Bolívia a permissão para que a ex-presidente interina boliviana Jeanine Áñez se refugiasse no Brasil.
“Ele veio me pedir para interceder junto à Bolívia para que Áñez fosse ao Brasil como solicitante de asilo e eu disse a ele que infelizmente não poderia fazer nada disso”, disse Fernández em entrevista à “C5N”.
Áñez foi condenada a 10 anos de prisão por acusação de golpe contra seu antecessor, o ex-presidente Evo Morales, em 2019. Durante seu governo, movimentos contrários foram alvo de forte repressão policial, que resultou em massacres e em ao menos 1.534 prisões arbitrárias.
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Na última segunda-feira (27), Bolsonaro afirmou que pretende oferecer asilo a Áñez e discutia sobre o tema com outros líderes sul-americanos, como Alberto Fernández.
“Faremos o possível para que venha ao Brasil”, declarou o mantadário brasileiro. Segundo ele, Añez foi “presa injustamente” por “supostos atos antidemocráticos”.
Para o presidente argentino, no entanto, “a Bolívia deu um exemplo ao mundo ao julgar um golpe com tribunais ordinários e sem mudar os juízes naturais”.
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Declarações de Bolsonaro sobre boliviana refletem o medo
Em outras ocasiões neste mês Bolsonaro não hesitou em falar sobre a boliviana. Numa dessas declarações ele se comparou com Áñes, uma vez que, os ministros da Suprema Corte brasileira tem demonstrado.
“A turma dela perdeu (…) Qual a acusação? Atos antidemocráticos. Alguém faz alguma correlação com Alexandre de Moraes e os inquéritos por atos antidemocráticos? Ou seja, é uma ameaça para mim quando deixar o governo?”, questionou na ocasião.
O brasileiro também afirmou que já teve um encontro cara a cara com a mulher, jogando luz sobre as suspeitas da cumplicidade brasileira com o golpe boliviano. Contudo, a assessoria da boliviana nega o acontecimento.
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