6 de junho de 2026

Projeto para proteger crianças na internet entra na mira do Congresso

Os parlamentares devem se reunir já na próxima terça-feira (12), para levantar os projetos relacionados à temática já em tramitação na Casa
Crédito: Reprodução/ Fundação Abrinq

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (11) que pretende colocar em votação projetos de lei relacionados à proteção de crianças e adolescentes nas redes e plataformas digitais.

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“Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade. Na Câmara, há uma série de projetos importantes sobre o assunto. Nesta semana, vamos pautar e enfrentar essa discussão”, justificou o presidente da Câmara.

Os parlamentares devem se reunir já na próxima terça-feira (12), para levantar os projetos relacionados à temática já em tramitação na Casa, a fim de pautá-los ainda esta semana.

A ideia partiu da grande repercussão do vídeo publicado pelo influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca.

Na última quarta-feira, o influenciador publicou um vídeo de denúncia à prática de adultização de crianças nas redes sociais, em que pais ou pessoas próximas expõem menores de idade nas redes sociais de forma sexualizada.

Entenda o caso

Na semana passada, Felca denunciou diversos casos em que menores de idade são usados para ganhar visibilidade e, consequentemente, dinheiro nas redes sociais.

O principal alvo do influenciador foi o também influenciador Hytalo Santos, que ganhou grande projeção na internet ao publicar cenas de namoro entre crianças, além de meninas dançando de forma sexualizada em suas redes.

A atração principal das publicações de Hytalo era a menina Kamilinha Santos, atualmente com 17 anos, mas que participa dos conteúdos desde os 12. Neste hiato, a menina já engravidou e perdeu o bebê, além de colocar silicone.

Felca citou ainda o caso de Caroliny Dreher, cujos vídeos eram gravados e publicados pela própria mãe, também com teor sexual.

Desde a denúncia, Hytalo e Kamilinha perderam as contas nas redes sociais. Já Caroliny passou a morar com a avó.

O caso já era investigado pelo Ministério Público da Paraíba e ganhou ampla repercussão nas redes sociais. O vídeo denúncia já foi visto por mais de 28 milhões de pessoas.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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