30 de outubro de 2026

PSDB, o sócio de Eduardo Cunha no golpe, por Aldo Fornazieri

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PSDB, o sócio de Eduardo Cunha no golpe, por Aldo Fornazieri

Desencadeado o impeachment por Eduardo Cunha, um exército de analistas políticos e jurídicos se pôs a campo para tentar desvincular as motivações do presidente da Câmara dos processos e procedimentos que a tramitação terá nos próximos meses. Cavaleiros da falsa ciência, esses analistas, ou são idiotas da objetividade, o que é improvável, ou são manipuladores  paratucanos que, em nome de uma suposta neutralidade, têm a tarefa de construir uma aparência de legitimidade do futuro governo peemedebista-tucano se o golpe triunfar. Esses analistas querem esconder que as interpretações que veiculam ou vendem também são ingredientes da luta política que está em curso. As suas opiniões não são neutras, assim como não pode desvincular o impeachment dos sentimentos, dos desejos, das intenções, das ambições e dos interesses de Eduardo Cunha, do PSDB e de setores do PMDB.

O momento não é para omissões, pois o impeachment, tal como está posto, é um golpe e a defesa da democracia não comporta neutralidades. O impeachment carece de um fundamento jurídico e desta forma, esse instrumento constitucional, que deveria servir apenas para superar crises derivadas de crimes de responsabilidade do mandatário supremo da nação, está sendo degradado à condição de mero instrumento de luta pelo poder. Abre-se um procedente perigoso para o futuro da democracia, pois qualquer oposição pode lançar mão desse instrumento para instruir lutas políticas menores.

Presidencialismo não é parlamentarismo. Em que pese todos os erros do governo e de Dilma, o fato é que ela tem o respaldo das urnas. As avaliações positivas e negativas da opinião pública e a maior ou menor capacidade de governar são ingredientes que variam segundo as circunstâncias e as conjunturas. E se não há ato doloso de Dilma ninguém tem o direito legítimo e constitucional de tirá-la do cargo.

Cunha foi movido por um ato de vingança e por uma chantagem consumada. Mas a principal responsabilidade pelo golpe político posto em movimento por ele deve ser debitada ao PSDB que, inconformado com o resultado do ato soberano das urnas, não aceita a derrota e vem mantendo a espada de Dâmocles  sobre o pescoço de Dilma desde o início do segunda mandato. Se é verdade que a atual crise tem falhas do governo como causas, é inequívoco que ela foi artificializada e agravada pela ameaça permanente de abertura do processo de impeachment alimentada por Cunha e pelo PSDB. Essa ameaça foi a fonte de todas as incertezas e essas incertezas espalharam as chamas da crise e bloquearam a viabilidade do governo e possíveis soluções para a crise econômica.

Não há como a historiografia não registrar essa conduta golpista de Cunha e do PSDB. A biografia de muitos ilustres líderes tucanos começou a ser reescrita desde a semana passada na medida em que passaram de uma posição contra o impeachment a uma posição a favor do golpe. Começaram a se desfazer do lustre democrático que ostentavam para assumir a desfaçatez do oportunismo político. Como se diz, “a ocasião faz o ladrão”.

O PSDB não pode ser isentado também da atitude anti-povo e contra o Brasil que vem adotando. Sim, porque essa crise política artificial, que agrava a crise econômica, joga suas consequências negativas maiores sobre os ombros do povo, gerando desemprego e outros males, assim como prejudica a economia brasileira como um todo.

Os ilustres tucanos passaram a apoiar o golpe em nome da ideia de que o “mercado não quer mais a Dilma”. Mas quem é o mercado? Os Andrés Esteves da vida? O BTG Pactual? O Marcelo Odebrecht? A Tim, que derruba as ligações dos clientes para que estes tenham que ligar novamente? As empresas sonegadoras investigadas pela operação Zelotes? Os bancos que extorquem seus clientes? A Samarco? As empresas estrangeiras que não pagam impostos sobre remessas de lucros? A elite brasileira que recebe isenções, incentivos e benefícios fazendo com a carga tributária recaia de forma violenta sobre os mais pobres? As empresas subsidiadas pelo BNDES? São os especuladores que ganham dinheiro com a crise? Terá o mercado o monopólio da soberania popular? Francamente, o Brasil do próximo período terá que ser o país da radicalização do conflito social, pois a hipocrisia é despudorada, a enganação tornou-se a regra do jogo e o sacrifício dos mais pobres chegou aos limites da suportabilidade.

Michel Temer Aderiu ao Golpe?

De fato, o silêncio de Temer sobre o impeachment é ensurdecedor. Emite sons e alaridos dos desejos da ambição. Emergirá da figura polida do vice-presidente a fisionomia de Joaquim Silvério dos Reis? A imprensa dá conta de que ele foi afiar os punhais nas pedras de amolar de Aécio Neves, de José Serra e de outras figuras que querem chegar ao poder por atalhos antidemocráticos.

Os idiotas da objetividade e os manipuladores de opinião vendem a ideia de que Temer organizará um “governo de união nacional”. Será um governo de união nacional um governo que nasce da conjura de corruptos, de inconformados, de ambiciosos, de vingativos e de irresponsáveis?

Um possível governo Temer, tudo indica, será de instabilidade provavelmente maior do que um governo de continuidade de Dilma. Pesará sobre ele a acusação de ilegitimidade. Com o agravamento da crise econômica e do desemprego, os movimentos sociais afluirão às ruas. O PT e Lula passarão para a oposição visando um resgate de sua desgraça. Sendo o PMDB um ator competitivo em 2018, o PSDB guardará uma distância regulamentar e passará para uma oposição mais acirrada se a crise se agravar. Um governo Temer não conseguirá escapar também das injunções das investigações da Lava Jato.

Os idiotas da objetividade e os manipuladores de opinião acreditam que o programa peemedebista “Uma Ponte para o Futuro” será a salvação da lavoura. No Brasil a insensatez e a esperteza políticas difundem a ideia de que programas feitos em gabinetes de especialistas possam valer alguma coisa. Se valessem, a solução dos problemas brasileiros seria fácil. Nenhum programa será eficaz se não tiver enraizamento social, se não tiver fundamento nas forças vivas e reais da economia, da sociedade, dos movimentos populares, da intelectualidade, das universidades, das entidades da sociedade civil.

Por onde quer que se olhe, a crise, agravada pelo processo de impeachment, não terá uma solução fácil e nem tranquila. Esse processo, tal como foi posto, precisa resvalar para as ruas e reclama o protagonismo da sociedade civil e dos movimentos sociais. Caso contrário, se o golpe triunfar, a onda conservadora agredirá as conquistas sociais e o peso do ajuste será jogado de forma mais virulenta sobre os ombros dos trabalhadores. Para além disso, é preciso lutar contra esse processo de ruptura democrática. Usar atalhos não fundados na soberania popular para chegar ao poder é inaceitável. Usar o impeachment porque ele está inscrito na Constituição para tirar a presidente Dilma não lhe garante a legitimidade e nem a justiça. Usar uma lei para punir um inocente, além de ser um ato injusto, é um ato criminoso.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

 

Aldo Fornazieri

Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política.

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25 Comentários
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  1. alexis

    7 de dezembro de 2015 10:07 am

    O cavalinho do Impeachment

  2. Maria Rita

    7 de dezembro de 2015 10:48 am

    O limite a que chegamos só dá

    O limite a que chegamos só dá espaço para um comentário> Golpe nunca mais!

  3. altamiro souza

    7 de dezembro de 2015 11:55 am

    artigo que serve

    artigo que serve de importante  alerta contra os manipuladores

    golpístas da direita que querem o pior para o país.

     

  4. Allex

    7 de dezembro de 2015 1:06 pm

    Bravo! Análise lúcida e

    Bravo! Análise lúcida e urgente. Devemos divulgar.Sem dúvida que o governo Dilma é ruim. Mas em larga medida, é ruim por culpa dos canalhas golpistas que não dão trégua e aplicam a estratégia do quanto pior melhor. Ademais, ruim ou bom, é governo legitimado pelas urnas e contra a sua mandatária não há qualquer prova de crime de responsabilidade. Portanto, mais do que defender esse governo, temos que ir pras ruas defender a democracia, a constituição e o estado de direito. GOLPE NÃO! 

  5. Euler Conrado

    7 de dezembro de 2015 1:58 pm

    Pessoal, fico impressionado

    Pessoal, fico impressionado como as pessoas se referem a desqualificados como Aécio e Temer, por exemplo, julgando que eles estejam preocupados com a biografia deles. Que inocência, meu Deus. Este pessoal quer é o poder, via golpe, porque na cabeça deles a história e as biografias serão escritas pelos amigos do Rei, de quem estiver no poder. Em Minas, Aécio comprou a mídia, a ALMG, o TCE e o TJMG e durante 12 anos praticamente não foi incomodado. Os interesses desses canalhas estão afinados com os donos do PIB brasileiro e com isso eles se sentem protegidos. E estão mesmo, vejam os inúmeros exemplos de blindagem e impunidade envolvendo os caciques do PSDB em TODOS os escândalos dos últimos 20 anos, incluindo o da lava Jato. Portanto, é preciso se dirigir muito mais ao povo brasileiro, explicando o conteúdo deste golpe, do que tentar sensibilizar esses canalhas que sabem que somente via golpe chegarão ao governo federal. Dilma ajudaria muto se sinalizasse com uma mudança de postura, de governo, inclusive anunciando que vai reformular o seu governo, formar uma nova base de apoio – e agora está fácil, basta separar entre os golpistas e os defensores da legalidade, independentemente dos partidos. É preciso formar uma frente anti-golpe no Brasil, e a partir desse movimento, criar uma outra governabilidade, com políticas geradoras de emprego, juros baixos, e não recessivas e neoliberais, como a atual.

  6. Hcc

    7 de dezembro de 2015 2:12 pm

    Em que pese os erros da Dilma?

    O nassif e alguns outros comentaristas como este, dão uma demosntração da burrice e imbecilidade quando dentro de um ambiente totalmente golpista e ilegal insistem em colocar a frase “apesar do erros da Dilma” ou ” apesar do seu governo ser medíocre”.

    Não deixa de ser uma atitude golpista como a dos outros. É o espectador que vê uma mulher sendo apedrejada e se dizendo contra a barbárie começa a levantar, sobre seu ponto de vista de “moralista”, os possíveis “desvios de moral” da apedrejada. Na verdade joga também uma pesada pedra na vítima. O nassif repete a toda hora este procedimento.

    A Dilma tem navegado bravamente dentro desta borrasca do golpismo de conhecidos setores da sociedade e de funcionáriso públicos regiamente pagos, e dos pacotes bombas destruidoras e da bandidagem de uma imprensa corrupta, desinformante e promotora da crise, todos associados..

    Não acho que o caminho que tomou seja errado. Ela tem a responsabilidade, seriedade e compromisso com o país e com o que faz, tem a experiência de quem já cursou ontro caminho e pode avaliar as virtudes e os riscos (sempre os há) e possívei benefícios do que faz. Tem o respaldo de 13 anos do Pt, dos conselhos do Lula e do que isto representa como experiencia exitosa.

    A tomada de atitude de apertar o cinto no início de um novo período é perfeitamente coerente com qualquer que fosse o caminho à frente, de continuidade do aperto ou de uma abertura futura. A retirada da desoneração e da manutenção de tarifas e combustíveis mais baratos que embora virtuosa foi embolsada por empresários covardes que nada mais investiram, é uma atitude normal e corajosa. E ela tem crédito para que tenha nossa paciência.

    Este julgamento ainda esconde os grandes ganhos como a recente formalização das empregadas domésticas (um passo a mais depois de 1888) e o leilão das hiroelétricas para nova concessÃo e o recebimento de 17 bi pelas mesmas.

    Nassif, aldo e demais, saiam desta postura golpista, já chega os tantos que infelizmente temos. Chega de golpismo e do golpistas! Não entrem nessa!

     

    1. Emilia Silva

      7 de dezembro de 2015 2:29 pm

      Estou contigo. Tallvez em um

      Estou contigo. Tallvez em um futuro próximo fique constatado que Dilma fez a melhor escolha possível, entre tantas opções ruins. Talvez ela queira mesmo que a situação chegue ao fundo do poço, para que o povo desperte para a realidade. Isso pode não ser bom para ela e para o PT, mas poderia ser o melhor para o Brasil.   

    2. Ly

      7 de dezembro de 2015 2:48 pm

      Concordo!

      Permita-me assinar embaixo.

    3. Selma G

      7 de dezembro de 2015 3:33 pm

      Bravo! Mil estrelinhas.
       

      Bravo! Mil estrelinhas.

       

  7. Fernando J.

    7 de dezembro de 2015 2:33 pm

    Sem esquecer nunca do golpista mor, FHC

    Não há como a historiografia não registrar essa conduta golpista de Cunha e do PSDB. A biografia de muitos ilustres líderes tucanos começou a ser reescrita desde a semana passada na medida em que passaram de uma posição contra o impeachment a uma posição a favor do golpe. Começaram a se desfazer do lustre democrático que ostentavam para assumir a desfaçatez do oportunismo político.

    Não estarei aqui para ver, mas quero que meus netos vejam registrada nos livros de História a participação golpista do FHC. Se Temer é “o capitão do Golpe”, como diz o Ciro Gomes, FHC é o General. 

  8. Ed Lopes Junior

    7 de dezembro de 2015 3:14 pm

    Tudo farinha do mesmo saco

    Falta de objetividade é cobrar “responsabilidade” da oposição.

    A oposição está ai para fazer bagunça, para fazer dar em água todas as ações do partido de situação. Esse é o papel de qualquer oposição… Eles não têm poder para nada.

    O PT como oposição não assinou a constituição, foi contra o plano real, promoveu o fora FHC e fez tudo o que pode para avacalhar.

    Pedir ao PSDB para ter responsabilidade é forçar muito… É crer que a solução esteja na boa vontade da oposição. Afinal o PSDB tem a capacidade de promover algo positivo, que o PT não tenha competência para fazê-lo?

    Creio que a irresponsabilidade seja totalmente do PT  e PMDB, pois são numerosos e estão com o poder em suas mãos.

    Se fossem “responsáveis” em seu atos pretéritos, hoje teriam plena capacidade de conduzir a nação.

    A culpa e a solução dos problemas não podem ser atribuidas a oposição.

    Dilma quiz a bicicleta. Agora tem que pedalar! não adianta o mi mi mi…

    Note que essa expressão é diferente de “dar pedaladas”

  9. Hcc

    7 de dezembro de 2015 3:33 pm

    O voto é que vale.

    Abaixo o golpe, o voto é que vale.

    Mas que tal se apontassemos os golpistas. Há até queles que dixzem ser contra o golpe mas resmungam golpistas: governo medíocre, apesar dos erros da dilma.  Não há nda disso, há lguem trabalhando, e muito, e estes crítico inconsequentesw.

    Já não basta o pig, o aécio, parte do judiciário, o cunha ( representado o grup)?

    1. Gabriel Rocha

      7 de dezembro de 2015 6:20 pm

      até pq o governo dilma foi perfeito

      maquiar contas públicas na primeira gestão e expandir de forma descontrolada desonerações e benefícios assistencialistas foram decisões acertadas em nome do interesse nacional…

       

      PS: deixo claro que estou sendo ironico…

  10. aliancaliberal

    7 de dezembro de 2015 3:59 pm

    Conversa mole. não é a defesa

    Conversa mole. não é a defesa da democracia que esta em jogo, é a defesa de um governo, de um projeto  de poder.

    Vocês acham que enganam alguém ainda?

    1. Gabriel Rocha

      7 de dezembro de 2015 6:18 pm

      quando era fora FHC

      não era golpe, vai entender

      1. Severino Januário

        8 de dezembro de 2015 10:33 am

        E não era mesmo. Manipulação

        E não era mesmo. Manipulação histórica é o diabo. O máximo a que se chegou naqueles tempos de crise incomparavelmente maior do que hoje, foi quando o governador Tarso Genro escreveu um artigo na Folha, sugerindo que FHC renunciasse. O mundo oficialesco tucano desabou em fúria contra a esquerda. Este artigo foi colericamente rebatido por outro artigo de Gilmar Mendes na Folha, que o descreveu como se estivesse pregando abertamente o golpe. E houve também muita reação ao Gilmar, por parte da esquerda, esclarecendo que o artigo do Tarso apenas sugeria que o presidente renunciasse. Com a história reescrita por tucanos seniors e recontada por tucaninhos, quem no país não tiver memória vai ser enganado.

    2. Marcoacm

      7 de dezembro de 2015 7:00 pm

      Conversa mole

      A política é exercício do poder. E sim, não é preciso enganar ninguem: é golpe das elites! Não suportam pão na boca do pobre! Não suportam a democracia! Defendemos o governo contra o golpe e defendemos o poder para estar a serviço da democracia: na política, na economia, na sociedade!

      Os liberais sempre foram os primeiros apoiadores da democracia. Não são os golpistas que se expressam por ai!

      Não aprovar a presidente é uma coisa, golpear a constituição é outra.

    3. Ulisses s

      7 de dezembro de 2015 8:05 pm

      Vivemos numa democracia

      Paspalho. Quer ter seu próprio projeto de poder? Ganhe nas urnas palhaço. O PSDB fode com SP a 20 anos, o estado está em petição de miséria política, econômica, social e moral e ninguem vem pedir a cabeça do xuxu. E vai dizer que o PSDB não tem projeto de poder? Nem em SP, PR ou quer para voltar a botar as garras em MG e no Brasil? Chorão perdedor

  11. O Caipira

    7 de dezembro de 2015 8:24 pm

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    26 out 2014: Dilma é (re)eleita com 51,26% dos votos válidos (Aécio 48,3%)30 out 2015: PSDB pede auditoria no resultado do 2o turno (sem apresentar casos concretos)06 dez 2014: Aécio grava video convocando pessoas para um protesto contra a presidente Dilma18 dez 2014: PSDB pede ao TSE cassaçao de registro de candidatura da chapa Dilma/Temer 01 jan 2015: Presidente Dilma toma posse 01 fev 2015: Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara (267/513) 26 fev 2015: Câmara instala CPI (Petrobrás); foi o 3o grupo criado em menos de 1 ano03 mar 2015: Janot encaminha lista ao Supremo; Cunha e Renan são investigados07 abr 2015: Dilma transfere para Temer a articulação política 27 mai 2015: Oposição apoia pedido de impeachment  (foto dos dedinhos levantados – Bolsonaro, Carlos Sampaio, Mendonça Filho, Kim Kataguiri, et al)17 jul 2015: Um dia após delator dizer que repassou $5 mi ao deputado, Eduardo Cunha diz que será oposição ao governo02 out 2015: Dilma anuncia reforma ministerial; PMDB amplia o controle de 6 para 7 ministérios 06 out 2015: TSE abre processo para investigar chapa Dilma/Temer; é a 1a vez contra um presidente empossado  07 out 2015: TCU recomenda reprovação das contas de 2014; foi a 2a vez, a primeira foi com Getúlio Vargas, em 1937 21 out 2015: Eduardo Cunha recebe mais um pedido de impeachment(foto de Cunha com politicos da oposição batendo palmas – Carlos Sampaio, Mendonça Filho, Paulinho da Força, et al) 03 nov 2015: Conselho de Ética dá inicio ao processo contra Eduardo Cunha por quebra de decoro02 dez 2015: Lider do PT na Câmara anuncia que partido é a favor da admissibilidade do processo contra Eduardo Cunha 02 dez 2015: Eduardo Cunha aceita pedido de impeachment  De que lado você está?

  12. Maria Silva

    7 de dezembro de 2015 9:28 pm

    Irretocavel

    Dizer o que? Só uma coisinha: “idiotas da objetividade” são também aqueles que  enxergam conjuntura atual  como identica ao “fora collor” e o “fora fhc”. Primeiro. Não foi o PT que derrubou o Collor. Nem comandou o impitima. Isso até o Collor sabe. Segundo, o “fora fhc” era só uma bravata de sindicalistas radicais contra a privatização, E NÃO TINHA O APOIO DE LULA. O “fora fhc” nunca foi uma ameaça a Constituição e a Democracia. Agora é diferente. A ameaça de assalto ao poder existe sim, de fato. E as liberdades democraticas nas mãos dessa corja,  estão sim ameaçadas.    Esse golpe é um retrocesso sem precedentes. Que credibilidade tem um governo de ususrpadores??   

  13. Marcos Antônio

    7 de dezembro de 2015 9:42 pm

    Vai ser um natal de

    Vai ser um natal de stress…

    O PIG não perderá esta oportunidade…

  14. azzisem

    7 de dezembro de 2015 9:51 pm

    Texto basilar. Para os que nã

    Texto basilar. Para os que nã entenderam, podemos explicar. Para os que entederam e mesmo assim querem tranformar isso aqui numa replubiqueta, numa Ucânia ou numa Síria, não vão conseguir.

  15. José Moreira Almeida

    8 de dezembro de 2015 7:41 am

    Parabéns!
    Excelente Aula de Sociologia Politica!! Texto completo em todas as suas análise, o melhor que vi e li sobre o momento politico do Brasil. Excelente! !!

  16. Severino Januário

    8 de dezembro de 2015 9:57 am

     
    Os golpes do Brasil e da

     

    Os golpes do Brasil e da Síria

    A hipótese de um golpe no Brasil através de subterfúgios pseudo-legais usados pela direita universal para promover a mudança de governos com orientação progressista/nacionalista, tal como aconteceu no Paraguai e principalmente em Honduras, até o primeiro semestre de 2013 parecia tão absurda quanto parecia absurda a mudança de governo na Síria, mesmo através da guerra.

    Síria e Brasil tinham governos que, apesar de alguns problemas, como a demorada seca naquele país e já os primeiros sintomas de crise econômica no Brasil, eram extremamente populares. Não parecia possível pensar que a direita global viesse a tentar, com algum sucesso, desmontar seus governos para por no lugar capachos entreguistas locais, agachados diante de todos os ditames hegemônicos da aliança transatlântica EUA-EU.

    Na Síria, os agressores sabiam desde o início que o golpe só poderia ter alguma viabilidade se fosse dado pelas armas, embalado pelos impulsos do que patéticamente chamaram de “Primavera Árabe”. Quando começaram os primeiros ataques disfarçados de manifestações populares, o povo já pressentiu os desdobramentos futuros e saiu às ruas em defesa do governo. Um milhão de pessoas desfilaram pelas ruas de Damasco com uma quilométrica bandeira síria, em defesa do governo do presidente Assad. O governo tinha vasto apoio popular e os adversários não podiam contar com uma rede Globo de televisão, que lá não existia.

    Já o Brasil, por seu tamanho e importância global, parecia infenso ao tipo hondurenho de  malandragem golpista internacional. Parecia. A revolta aqui explodiu com a proximidade da Copa, e sua força foi tão intensa que destruiu tudo o que o governo popular progressista havia construído nos dez anos anteriores. Destruiu não de fato, mas na alma. Dizimaram com rapidez inaudita não a infra-estrutura construída, nem as políticas sociais, nem as reservas bilionárias do país, mas a própria alma do povo brasileiro, com propaganda muito bem concatenada de ódio e negatividade.

    Minaram qualquer resquício de orgulho de ser brasileiro, sem motivo algum para isso, só na base da propaganda delirante e fantasiosa, internáutica e boca-a-boca, depois de uma lavagem de qualidade na imprensa nacional e em toda a mídia, onde puseram para fora a imensa maioria de jornalistas sérios e puseram no lugar deles aquilo que se conhece bem.

    Agora, aproxima-se o clímax deste projeto de destruição das conquistas populares, das conquistas democráticas, dos enormes avanços nacionais/desenvolvimentistas e da recuperação da auto-estima nacional, hoje de volta à lata do lixo. Dois terços desta propalada crise enconômica são artificiais, só existem por culpa do engajamento de alguns irresponsáveis no processo de destruição de sua pátria.

    E assim como na Síria o resultado está ainda à vista de todos, e este resultadonão foi a tomada fácil do poder pelas armas, no Brasil acontecerá da mesma maneira. Engana-se quem pensa que o país vá colocar pacificamente o pescoço no tronco para sua degola. Ainda mais que os degoladores não têm escrúpulos nem têm moral. São ratos fedidos que querem se apossar da casa.    

  17. Leonardo Rodrigues

    8 de dezembro de 2015 4:40 pm

    Aécio prefeito

    Podia ser lançada a campanha #AecioPrefeitodeClaudio2016 pra ver se esse sujeito cínico para de conspirar contra o país. Quem sabe essa eleição ele não leva.

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