
A proximidade do recesso parlamentar e a falta de consenso entre as bancadas ameaça a votação da PEC de Transição na Câmara dos Deputados.
Segundo o portal UOL, o deputado federal José Guimarães (PT) afirmou que o texto precisa ser votado em plenário nesta quinta-feira (15/12) ou ‘não tem mais proposta’.
A votação ainda não aconteceu devido à falta de votos para sua aprovação: por ser uma proposta de emenda à Constituição, é necessário um total de 308 votos em uma votação de dois turnos.
Segundo aliados do relator da medida, deputado Elmar Nascimento (União), as contas mostram que o texto aprovado no Senado tem 200 votos na Câmara.
Entre outros pontos, a proposta estabelece o aumento no teto de gastos de R$ 168 bilhões por dois anos para pagar as parcelas de R$ 600 do Bolsa Família, com adicional de R$ 150 por criança abaixo de seis anos.
“Estamos propondo que as pessoas tenham direito de comer”
Nesta quarta-feira, a presidenta nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), defendeu a aprovação da PEC do Bolsa Família, lembrando que a proposta de emenda à Constituição busca garantir, simplesmente, o direito de o povo se alimentar.
“O que estamos propondo é uma coisa tão simples: que as pessoas tenham direito de comer. Um país dessa grandeza não pode negar ao povo esse direito”, disse, em entrevista à Globonews.
“Comer três vezes por dia é o básico, tem que ser garantido pelo Estado brasileiro”, completou.
De acordo com a deputada, uma das preocupações do novo governo Lula será corrigir o mau uso dos recursos que ocorreu no governo Bolsonaro.
Um exemplo citado foi o Auxílio Brasil, que atualmente paga o mesmo valor de R$ 600 para uma pessoa que vive sozinha e para uma mãe que tem duas crianças pequenas.
“Nós não queremos diminuir isso. Queremos que a criança ganhe mais para poder sair da miséria”, pontuou Gleisi.
“E queremos voltar com o acompanhamento escolar, a vacinação, levar os filhos ao médico. Isso tudo ajuda a melhorar a qualidade de vida da população”, disse a presidenta do PT.
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