10 de junho de 2026

Relatório escondido por Bolsonaro que prova eleição sem fraude deverá ser publicado

Ministério Público junto ao TCU pediu a revelação de documento que prova eleição sem fraudes em 2022.
Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press. Brasil. Brasilia - DF. Politica. Cerimonia Dia do Soldado. Presenca de Jair Bolsonaro com o comandante do Exercito Leal Pujol. Local. Setor Militar Urbano de Brasilia.

Quando Jair Bolsonaro fomentou as Forças Armadas a fiscalizar e chegou a contratar, pelo PL, uma auditoria paralela para investigar supostas fraudes nas eleições 2022, não foram detectadas irregularidades no sistema de votação brasileiro e o então mandatário silenciou sobre a existência de tais fiscalizações e seus resultados.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Agora, o Ministério Público do Tribunal de Contas da União (MP-TCU) exige que o ex-presidente mostre estes relatórios das Forças Armadas e auditorias contratados pelo seu partido, durante a campanha eleitoral.

À época, as Forças Armadas receberam ordens diretas do então presidente para fiscalizar as urnas, na biometria de 58 equipamentos e mais uma contagem paralela de 358 boletins de urna.

E, como mostrou o GGN, o PL financiou o Instituto Voto Legal a produzir uma apuração paralela dos boletins de urnas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

E os resultados de ambos não foram revelados publicamente. Em novembro, um trecho do documento do Ministério da Defesa foi vazado à imprensa, em novembro, mostrando que os militares não encontraram nenhuma prova material de fraude nas urnas, que tivessem beneficiado Lula.

Ainda, outro relatório de dezembro de 2022, produzido pela CGU (Controladoria Geral da União) de Jair Bolsonaro, também não detectou “inconsistências no sistema eletrônico de votação”.

Nesta terça (31), o ex-mandatário voltou a questionar o resultado das eleições brasileiras, durante um encontro com apoiadores, em Orlando, nos Estados Unidos. “No fim das contas, a gente fica com uma interrogação na cabeça”, disse, o que puxou da plateia gritos de que a eleição foi “roubada”.

A tal interrogação, que estaria respondida nos relatórios das Forças Armadas e demais documentos que analisaram e fiscalizaram as eleições 2022, deverá ser divulgado publicamente. É o que pede o Ministério Público.

De acordo com coluna de Malu Gaspar, o subprocurador-geral Lucas Furtado pediu o envio do relatório da CGU, que conclui que “não foram verificadas inconsistências no sistema eletrônico de votação”.

“Tal medida se faz necessário a fim de conhecer e avaliar se o ex-presidente Sr. Jair Bolsonaro tinha conhecimento da inexistência de fraudes nas eleições e, mesmo assim, continuou intensificando a divulgação de fake news a ensejar incertezas sobre o sistema eleitoral brasileiro com possível dano ao erário”, explica Furtado.

A Controladoria-Geral da União (CGU) – não mais sob o comando de nomeados de Bolsonaro – terá 10 dias para entregar o documento e torná-lo público.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Manoel

    1 de fevereiro de 2023 6:25 pm

    Pessima ideia…. forcas armadas brasileiras nao tem knowhow, expertise nem capacidade tecnica e/ou tecnológica para “auditar” nem eleição de condominio. O caso eh de CPI e demissao a bem do serviço publico de TODOS os envolvidos, comecando pelos generais ate o ultimo soldadinho adolescente.

  2. Olavo Pinto

    1 de fevereiro de 2023 7:44 pm

    Alguém tem cal e broxa aí? Vá pintar meio fio de quartel!

  3. Carmen

    1 de fevereiro de 2023 8:56 pm

    Bozonazi na cadeia !! Tic tac

  4. Lindomar

    2 de fevereiro de 2023 7:22 am

    Milico sabe muito de brincar de guerrinha de faz de conta e pintar meio fio. vamos deixar o trabalho sério com o pessoal capacitado.

Recomendados para você

Recomendados