A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (10) o quarto dia do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados pela trama golpista. A sessão começa com o aguardado voto do ministro Luiz Fux, terceiro a se manifestar, depois de Alexandre de Moraes e Flávio Dino — ambos já favoráveis à condenação. Assista ao vivo na TV GGN:

Divergência de Fux
Na sessão anterior, Fux já sinalizou que seguirá seu próprio entendimento, abrindo divergência. O ministro chegou a interromper o andamento dos trabalhos para indicar que voltaria a discutir preliminares apresentadas pelas defesas, já rejeitadas de forma definitiva pelo relator Alexandre de Moraes. Essa posição pode impactar a dosimetria das penas e influenciar os rumos finais do julgamento.
Placar parcial
Ontem (9), Moraes abriu a votação afirmando: “Não há dúvida de que houve tentativa de golpe”. Em seguida, Flávio Dino acompanhou o relator, reforçando a condenação dos réus.
Com isso, o placar parcial está em 2 a 0 pela condenação. Os acusados respondem por crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Próximos votos
Depois de Fux, será a vez de Cármen Lúcia e, por fim, Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. A expectativa é que o julgamento seja concluído até quinta (11) ou sexta-feira (12), quando devem ser definidos também os parâmetros das penas.

Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de setembro de 2025 9:18 amLuis Fux é o que existe de mais grosseiro em matéria de erudição jurídica. Assim como condenou José Dirceu porque o réu não provou sua inocência ele certamente inocentará Jair Bolsonaro porque a culpa dele não pode ser presumida mesmo que tenha sido satisfatoriamente demonstrada.
José de Almeida Bispo
10 de setembro de 2025 9:57 amTRISTEZA! O Brasil voltou mais rápido do que eu pensava, ao se conlidar o golpe, em 2016, ao patamar de 1908:
“Se a lista das falsas causas é enorme, a dos falso remédios não é menor.
(…) restauração da monarchia e até ditadura militar, reclamada em altas vozes das columnas de vários jornaes(…) Houve até político, litterato, jornalista, tido na conta de grande sabedor, que, com todo o desembaraço nos aconselhou a renuncia da independência e a submissão ao protectorado dos Estados Unidos… Tanto é profunda a incapacidade desses levianos directores da opinião brazileira!
(…)”
ROMERO, Siílvio, O BRAZIL SOCIAL. 1 – O problema
Revista do IGHB, volume LXIX, parte II, pp.106/107, 1908.
EM TEMPO: Para vencer os rebeldes taiping, o Imperador chinês engoliu a “ajuda” inglesa, em 1860. E o que seguiu foi um século de miserificação e humilhações da hoje renascente potência.
Rui Ribeiro
10 de setembro de 2025 10:58 amO advogado Celso Vilardi não defende desesperados, defende apenas esperançosos.
“Se não tivesse esperança eu não estaria aqui”. – Celso Vilardi, advogado do Bolsonaro
O advogado só pode recusar o patrocínio de causa que ele considere ilegal, injusta ou imoral. A esperança ou o desespero não é o critério para recusar ou patrocinar uma causa.
Rui Ribeiro
10 de setembro de 2025 1:40 pm“A existência de um plano criminoso não basta para a caracterização do crime de organização criminosa”, afirmou Fux.
Mas se a execução do plano criminoso é iniciada, não se consumando por circunstâncias alheias à vontade dos planejadores e a massa de manobra/bucha de canhão?