5 de junho de 2026

Supremo sofre pressão midiática para evitar freios ao Congresso, alerta Georges Abboud

Ao focar em teorias da conspiração e ignorar abusos da Lava Jato, mídia profissional fortalece grupos políticos antissistema; assista
Foto de Rosinei Coutinho - STF

Georges Abboud criticou a mídia por focar no STF e ignorar problemas reais, como desvios bilionários no Brasil.
Abboud defendeu o STF como único a resistir a grupos poderosos e criticou o jornalismo que desvia atenção das ações do tribunal.
O jurista alertou para o enfraquecimento do STF, causado por discursos midiáticos que prejudicam sua independência e controle do poder.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em um bate-papo revelador com o jornalista Luís Nassif, o jurista Georges Abboud expressou seu inconformismo com a forma como a mídia profissional tem abordado pautas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Abboud destacou que, em vez de focar em problemas reais do Brasil, como o desvio de bilhões, a mídia frequentemente transforma o STF no centro das atenções, chegando a fabricar teorias da conspiração sobre a atuação dos ministros. Ele ressaltou que as críticas ao Supremo parecem artificialmente construídas, ignorando o papel da instituição em enfrentar grupos poderosos politicamente e economicamente.

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Abboud argumentou que o STF tem sido a única instituição a apresentar resistência a esses grupos, citando exemplos como a coragem de abordar a questão dos militares acusados de golpe e a atuação em grandes questões tributárias, onde o Supremo se mostra mais protetor do fisco e do tesouro. Ele lamentou que a mídia, ao focar em escândalos e contratos, desvie a atenção do público das importantes ações do Supremo, seja na pandemia ou em sua história recente, alimentando um “jornalismo de intriga”.

O jurista também abordou a questão da dosimetria, um tema que gera debate sobre sua constitucionalidade. Ele enfatizou que o ambiente criado pelas instituições e pela mídia profissional, especialmente desde dezembro, coloca o Supremo em uma posição de constante exposição a crises. Abboud traçou um paralelo com a Lava Jato, onde o alarido midiático impediu que freios fossem impostos aos abusos, criando um ambiente em que juízes e ministros se sentem desconfortáveis para tomar decisões independentes. Ele criticou a mídia por traduzir decisões não punitivas como “compadrio” ou “acordão”, mesmo diante de provas de conluio e uso de provas ilícitas na Lava Jato.

Georges Abboud defendeu o ministro Dias Toffoli, afirmando que o peso jogado sobre ele se deveu, em grande parte, às suas decisões que corrigiram abusos da Lava Jato. Ele questionou a atribuição de sigilo 4 a Toffoli, explicando que esse tipo de sigilo é comum em processos com informações sensíveis, visando preservar a intimidade das pessoas e a cadeia de custódia de provas. O jurista também criticou a ação do ministro André Mendonça ao encaminhar arquivos para a CPI, comparando-a à estratégia da Lava Jato de vazar informações para múltiplas fontes, dificultando a identificação da origem.

Ele expressou sua preocupação com o enfraquecimento do Supremo, que, segundo ele, é um objetivo de certos grupos para que a instituição não possa impor freios ao Congresso, especialmente em questões como a quebra de sigilo em bloco sem fundamentação. Abboud concluiu que a mídia, ao reproduzir um discurso antissistema em relação ao Supremo, acaba fortalecendo esses grupos, comprometendo a capacidade do tribunal de controlar os mecanismos de poder e proteger os direitos fundamentais.

A entrevista completa com Georges Abboud foi transmitido ao vivo no Youtube na noite de segunda-feira, 4 de maio. Assista abaixo:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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