Tata Amaral: A classe artística na pandemia e o descaso “criminoso” com a Cinemateca Brasileira

Sem a refrigeração adequada, o material sob a tutela da Cinemateca pode até entrar em combustão espontânea. O descaso com a Cinema é, portanto, "criminoso", alertou a cineasta

Jornal GGN – A pandemia de coronavírus afetou completamente a atividade de produção entre artistas e a cadeia de exibição no audiovisual – com exceção do setor on demand, que está ganhando mais dinheiro do que nunca, sem as devidas regulações no Brasil.

Para a cineasta Tata Amaral, a Lei Aldir Blanc devolveu um pouco da “dignidade” para os trabalhadores do setor, mas há recursos no fundo setorial do audiovisual que poderiam custear mais políticas emergenciais na crise sanitária. O fundo é alimentado por impostos recolhidos no próprio setor. Mas falta vontade política.

Em entrevista ao Cai na Roda – programa semanal das jornalistas do GGN no Youtube – Tata Amaral também falou sobre o abandono da Cinemateca Brasileira.

Desde o final de 2019, a instituição que cuida do maior acervo cinematográfico nacional está sem contrato de gestão com a Roquette Pinto. De lá para cá, a crise chegou ao ponto de faltar dinheiro para pagar conta de luz. Sem a refrigeração adequada, o material sob a tutela da Cinemateca pode até entrar em combustão espontânea. O descaso com a Cinema é, portanto, “criminoso”, alertou Tata.

Assista a um trecho da entrevista:

 

Na segunda (3/8), a Justiça negou um pedido liminar do Ministério Público Federal de São Paulo para que houvesse uma renovação de contrato da Cinemateca com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp).

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