O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu ao pedido do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e barrou manifestações políticas de artistas no festival Lollapalooza, que ocorre na cidade de São Paulo.
Em documento obtido pela CNN Brasil, o partido de Bolsonaro apontou propaganda eleitoral antecipada nas manifestações de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos shows de Pabllo Vittar e Marina.
Embora a Constituição Federal garanta a livre manifestação de pensamento, a decisão assinada pelo ministro Raul Araújo afirma que os artistas “fazem clara propaganda eleitoral em benefício de possível candidato ao cargo de Presidente da República”.
O TSE estabeleceu uma multa de R$ 50 mil a ser paga em caso de novas manifestações políticas no festival musical.
As apresentações deste domingo no Lollapalooza destacam artistas que são abertamente críticos a Bolsonaro, como o rapper Emicida e a banda Planet Hemp.
Leia Também
Como derrotar o bolsonarismo nas redes sociais? Uma crítica construtiva às esquerdas em 2022
Proteção a Milton Ribeiro pode custar campanha à reeleição para Bolsonaro, avaliam aliados
Rejeição e falta de confiança consolidam antibolsonarismo em 2022, mostra Datafolha
Ipespe: Lula mantém liderança de 44% e derrota Bolsonaro por 23 pontos em segundo turno
Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de março de 2022 2:22 pmCensura inconstitucional, capenga e sem vergonha.
José de Almeida Bispo
27 de março de 2022 4:21 pmUma coisa é protestar contra políticos e/ou partidos; outra é enaltecer qualquer candidato.
De qualquer modo, incomoda-me sobremaneira a manifestação política direta de artistas, autoridades religiosas, jornalísticas, científicas ou mesmo técnicas, – caso do pessoal do Judiciário – sobre, ideologias e especialmente sobre seus expoentes políticos, casos de Chico Buarque ou Amado Batista, para ilustrar dois casos antípodas. As opiniões pessoais e mesmo o expressar das tendências, acho normal e, no caso do jornalismo até necessário. Não é o caso da campanha pública. Aí é propaganda. E, no caso dos agentes públicos não eletivos é abuso de poder; no caso de artistas… por sua natureza universalista, com públicos de todos os matizes, acho conveniente preservar seus externares de opinião ao grande público.