5 de junho de 2026

O retorno de práticas da Lava-Jato com vazamentos contra ministros do STF

Programa TV GGN 20 Horas afirma que vazamentos da PF e campanhas contra ministros do STF indicam ressurgimento de práticas da Lava-Jato
Foto: Reprodução YouTube TV GGN

O Brasil está assistindo ao ressurgimento de estratégias que marcaram a Operação Lava-Jato, como vazamentos seletivos de investigações, articulação entre setores da Polícia Federal e veículos de imprensa e campanhas de desgaste contra autoridades do Judiciário.

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Segundo a análise apresentada no programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira (14/02), os principais alvos atuais seriam ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

De acordo com o programa, informações atribuídas à Polícia Federal vêm sendo divulgadas de forma seletiva, com foco em conversas e supostos relatórios envolvendo ministros da Corte.

Um dos pontos centrais seria um dossiê de cerca de 200 páginas relacionado a Toffoli, cujo conteúdo integral não teria sido tornado público.

Também foram divulgados trechos de uma suposta gravação de reunião reservada do STF. A origem desse material é questionada, lembrando que parte dos ministros participou por videoconferência, o que, em tese, permitiria a gravação por diferentes meios.

Na visão do jornalista Luis Nassif, os ministros estariam sendo “torpedeados mais pelas virtudes do que pelos vícios”, numa referência ao papel que tiveram na revisão de decisões e excessos atribuídos à Lava-Jato.

“Novo lavajatismo” e posições estratégicas

O programa apontou a existência de um “novo lavajatismo”, com atores em posições consideradas estratégicas.

Entre os nomes citados:

  • André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF;
  • Cármen Lúcia, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral;
  • O senador Davi Alcolumbre, citado como detentor de informações relacionadas ao Banco Master.

O programa também mencionou o papel da Associação dos Delegados da Polícia Federal e avaliou que a ausência de responsabilização por abusos cometidos durante a Lava-Jato teria criado um precedente institucional.

Banco Master e narrativa pública

Outro eixo central do debate foi o caso do Banco Master, cuja investigação teria origem na chamada operação Lagoinha. Segundo o programa, o foco dos vazamentos estaria direcionado a determinados personagens, enquanto outras conexões políticas e institucionais não estariam recebendo a mesma atenção.

Foi mencionado ainda que, durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil, o Banco Master teria sido autorizado a se integrar ao sistema financeiro nacional — ponto que, segundo o programa, não vem sendo explorado com a mesma intensidade na cobertura pública.

Para o programa, a combinação entre vazamentos, repercussão midiática e disputa institucional pode ter impacto direto no ambiente político em ano eleitoral, repetindo dinâmicas observadas no período que antecedeu as eleições de 2018.

Veja mais a respeito do assunto na íntegra do programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    14 de fevereiro de 2026 5:47 pm

    Se um ministro gravou a reunião é grave, se teve grampo mais grave ainda.

    Quando absurdos ficam normais e nimguém questiona a coisa vai mal

    Pelo visto estão esperando o fim do carnaval para começarem novos “vazamentos”.

    Mas o STF tem um inimigo terrível, o STF.

    O PGR tirou férias ?

  2. Guilherme Souto

    14 de fevereiro de 2026 6:25 pm

    Manipulam, mas tem que lembrar que o mérito é que tofoli, moraes/sua esposa, se bobear outros, ou os mesmos, em outros esquemas de tráfico de influência, levantam bolas demaaaaiiiisss, daí, pelo bem da democracia e pela saúde institucional, somos obrigados a ficar contemporizando, é duro!

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